Dário Berger
| Dário Elias Berger | |
|---|---|
| Prefeito de Florianópolis |
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| Mandato | 1 de janeiro de 2005 à atualidade |
| Vice-prefeito | 1º Rubens Bita Pereira Filho 2º João Batista Nunes |
| Antecessor(a) | Ângela Amin |
| Prefeito de São José |
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| Mandato | 1 de janeiro de 1997 à 31 de março de 2004 |
| Vice-prefeito | 1º ??? 2º Vanildo Macedo |
| Antecessor(a) | Gervásio José da Silva |
| Sucessor(a) | Vanildo Macedo |
| Vida | |
| Nascimento | 7 de Dezembro de 1956 (55 anos) Bom Retiro, SC |
| Nacionalidade | |
| Progenitores | Mãe: Melida Schlemper Berger Pai: Elias Berger |
| Alma mater | Universidade Federal de Santa Catarina |
| Primeira-dama | Rosemere Bartuchesk Berger |
| Partido | PMDB |
| Profissão | Empresário |
Dário Elias Berger (Bom Retiro, 7 de dezembro de 1956) é um político brasileiro, atual prefeito de Florianópolis, Santa Catarina.
Formado em administração de empresas pela Universidade Federal de Santa Catarina, com especialização em recursos humanos pela UDESC, ingressou na vida pública em 1989, exercendo os cargos de diretor de pessoal e de presidente da Comissão Municipal de Esportes. Na prefeitura de São José ocupou ainda a direção geral da Secretaria de Administração, em 1991.
Depois elegeu-se vereador pelo PFL e em 1994 foi presidente da Câmara de Vereadores. Em 1996, Dário Berger foi eleito prefeito do município de São José. No cargo presidiu a Associação dos Prefeitos do PFL no biênio 1997/1998.
No ano de 2000 foi reeleito com quase 73 mil votos, o que correspondeu a 84% da totalidade dos votos apurados. Foi prefeito durante mais de sete anos, cumprindo dois mandatos.
Dário Berger é irmão do atual prefeito de São José Djalma Berger (PSB), ex-deputado-federal, ex-deputado estadual e ex-secretário municipal de Obras de São José e de Florianópolis.
Índice |
[editar] Críticas
Críticos de Dário Berger o acusam de não ter cumprido promessas feitas relativas aos funcionários públicos durante a campanha. As principais críticas, contudo, são devidas ao fato de que, durante a campanha, sua principal proposta foi a melhora do transporte público local - principal fonte de críticas do governo anterior - e, durante o mandato, ter aumentado por duas vezes as tarifas do dito transporte, sempre gerando grandes manifestações estudantis, geralmente duramente repreendidos pela polícia que, conforme comprovado por cinegrafistas amadores, esbanjou spray de pimenta, balas de borracha e bombas de efeito moral. A maior dessas manifestações pupulares foi a Revolta da Catraca.[1]
Negativamente, porém, pesam o loteamento de parentes no serviço público (inclusive no alto escalão), recursos mal gastos na construção da Beira-mar de São José e os sucessivos aumentos nas tarifas do transporte coletivo (totalizaram dois, extremamente acima da inflação, apenas em 2007).
Há ainda o fato de a Operação Moeda Verde tem comprovado o envolvimento de diversos políticos em corrupção no que diz respeito a licença para construções ambientalmente irregulares, tendo como principal exemplo um shopping center construído em região de manguezal, através de licenças vendidas pela Fundação do Meio Ambiente (FATMA).[2] A ciência de Dário em relação ao fato é controversa. Dário já era acusado de manipular licenças desde o mandato em São José, visto que demoliu algumas edificações histórias para construir a sede da Casvig[carece de fontes]. A sede antiga, segundo alguns, foi sobrefaturada.[3]
Em agosto de 2007, o Ministério Público do Trabalho, através do procurador Marcelo José Ferlin D'Ambrosio, pediu o afastamento do prefeito devido à contratação de 600 servidores sem a devida realização de concurso público. As contratações foram realizadas através da AFLOV.[4]
Em Março de 2009 um parecer do Procurador Regional Eleitoral de Santa Catarina Claudio Dutra Fontella pede a cassação do prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PMDB). A decisão considera que ele infringiu a Constituição da República ao ser eleito no município de São José, trocar de domicílio eleitoral e ser reeleito como prefeito em Florianópolis, sendo que a lei permite somente uma reeleição.
Em Maio de 2010 assinou um decreto em que aumentou em 7,3% a tarifa de ônibus, desencadeando novamente uma série de revoltas estudantis, semelhantes à Revolta da Catraca.[5][6]
[editar] Árvore de Natal
Escândalo no caso da árvore de natal comumente erguida pela Prefeitura na Beira-Mar Norte de Florianópolis, levou o Prefeito Dário Berger a ser réu em processo do Ministério Público. Em 29 de Outubro de 2009, Dário assinou um decreto para remanejar R$ 13 milhões de outras secretarias para a Secretaria de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer. Secretarias importantes de infraestrutura e planejamento como a Sec. de Obras, teve redução no seu orçamento de R$ 7,6 milhões.
A prefeitura contratou sem licitação a empresa Palco Sul Eventos LTDA comprometendo-se a pagar R$ 3,7 milhões para a construção da árvore. Entretanto, a empresa Palco Sul ilegalmente terceirizou os serviços a outras empresas, viabilizando o projeto da árvore com apenas R$ 1,696 milhões, confirmando assim o superfaturamento da obra. O correto era a prefeitura ter licitado separadamente os serviços que a PalcoSul terceirizou.
No dia 4 de Janeiro de 2010, o Secretário de Turismo Mário Cavallazi pediu exoneração do cargo, demitindo-se imediatamente.
[editar] Show do tenor Andrea Bocelli
Com os problemas enfrentados pela Prefeitura, diversos shows foram cancelados a partir da desistência de empresas patrocinadoras. O show do tenor Andrea Bocelli contratado por R$ 3 milhões, custou de fato US$ 200 mil e mais R$ 20 mil para a confecção do palco. O prefeito Dário Berger não soube dizer onde iria gastar os R$ 2,6 milhões restantes. Apesar do cancelamento do contrato, nenhum dinheiro retornou aos cofres da prefeitura, configurado como "pagamento pelo no-show".
Referências
- ↑ Elaine Tavares. Violência em Florianópolis: e Estado de Direito é direito de quem ?. Revista Caros Amigos.
- ↑ Fabrício Escandiuzzi. Moeda Verde: PF entrega relatório final amanhã. Terra: Notícias.
- ↑ Dinheiro a metro.
- ↑ MPT cobra contratações irregulares em Florianópolis na Justiça e pede afastamento do prefeito. Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina.
- ↑ Sarcástico.com.br: Parece nostalgia, mas não é
- ↑ Novo preço da tarifa de ônibus de Florianópolis: R$ 2,95 com dinheiro e R$ 2,38 com cartão [1]
| Precedido por Ângela Amin |
Prefeito de Florianópolis 2005 — atualidade |
Sucedido por ' |
| Precedido por Gervásio José da Silva |
Prefeito de São José 1997 — 2004 |
Sucedido por Vanildo Macedo |