Guriri

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Ilha de Guriri)
Ir para: navegação, pesquisa
Guriri
—  Bairro do Brasil  —
A Praia de Guriri
A Praia de Guriri
Município São Mateus (ES)
População
 - Total 12 000 hab
Fonte: Não disponível

Guriri é um bairro localizado no estado do Espírito Santo, fica situada no município de São Mateus.[1]

É muito procurada por turistas mineiros e do norte do estado capixaba. O litoral mateense mede aproximadamente 43 quilômetros de extensão, sendo Guriri a praia mais conhecida.

Durante o verão o Guriri recebe milhares de veranistas de várias cidades do Estado e de outros estados principalmente Minas Gerais, o que classifica a Ilha de Guriri como um dos lugares mais procurados do Espírito Santo.

O nome Guriri veio em decorrência de milhares palmeiras (Allagoptera arenaria) encontrada em toda a extensão a ilha. A palavra "guriri" significa coco pequeno.

Está a 13 km do centro de São Mateus com acesso em estrada pavimentada.

História[editar | editar código-fonte]

No princípio, Guriri constituía-se em ilha apenas nas marés altas, quando o mar conseguia transpor o cordão rochoso existente na foz do Mariricu, onde hoje se situa a praia de Barra Nova. Com a abertura da nova barra, com a intenção de drenar as regiões pantanosas da Suruaca para criar-se gado, ficou criada a ilha de Guriri, a maior do estado do Espírito Santo, limitada pelos rios Mariricu e São Mateus e pelo Oceano Atlântico, com 102 quilômetros quadrados.

Os primeiros banhistas passaram a frequentar a praia de Guriri na década de 1950. Não havia estrada e a viagem era feita em canoas, pelo rio São Mateus e rio Mariricu, ou por um caminho muito difícil entre as localidades de Pedra D'Água e Mariricu. O prefeito Othovarino Duarte Santos iniciou a construção da estrada no final do seu primeiro mandato, em 1951, puxando barro dos barrancos da Pedra D'Água, em carroças e sobre couro de boi, pois não existiam caminhões nem máquinas para executarem os serviços. A construção da estrada e da primeira ponte sobre o rio Mariricu foi concluída em 1962, no seu segundo mandato (1959/1963). Os moradores de São Mateus frequentavam, até então, a praia de Conceição da Barra.

A primeira ponte, construída por Othovarino, era toda de madeira. Foi derrubada numa grande enchente, pois o Buzano (espécie de lesma que rói a madeira e nela se infiltra, muito comum nos rios de águas salobras) perfurou os pilares que, enfraquecidos, foram derrubados pelos balsedos (nome que os mateenses denominam o aguapé).

A segunda ponte foi construída, em 1966, pelo prefeito Otívio de Almeida Cunha (08/03/1965 a 31/01/1967). Essa ponte tinha os pilares de concreto armado, fixados em estacas de trilhos de ferro, cuja estrutura ainda existe no local.

A estrada para Guriri foi asfaltada pelo Governo Estadual, na década de 1980.

Urbanização[editar | editar código-fonte]

No início, Guriri possuía algumas poucas barracas de madeira, situadas aonde hoje se localiza a Praça Wilson Gomes. Vendo a necessidade de se criar um balneário em São Mateus, evitando assim o deslocamento até Conceição da Barra, o prefeito Amocim Leite cria e loteia a ilha, no início da década de 1970. Loteamento esse que seria ampliado no final da mesma década pelo então prefeito Gualter Nunes.[2]

No início dos anos 70, João Mafra de Araujo - era comprador de madeira nos arredores do ES e BA - passando por São Mateus, conheceu o prefeito, Amocim Leite, o qual estava a oferecer lotes na praia de Guriri - como era conhecida na época -, hoje Balneário do Guriri. Ganhou um lote e começou a construir com enorme dificuldade, pois não existia estrada de São Mateus a Guriri. Existia apenas mato, barraca de pescadores e um clube chamado coração, onde pessoas faziam piqueniques aos domingos e feriados. Com muito sacrifício, João Mafra de Araujo construiu a primeira casa de Guriri em julho de 1973, situada hoje na Rua Horácio Barbosa Alves 1500. Sr João Mafra, apaixonado pela ilha, foi cidadão Honorário do Guriri e de São Mateus. Além dessa teve um terreno na Meleira, tinha plantação de coco. Faleceu em 11/06/2001.

Já na década de 1990, no mandato do prefeito Pedro Alves, Guriri recebeu rede telefônica, calçamento de Avenidas e o triplicamento da rede de água.

Em janeiro de 1998 o governo do Estado inaugurou a ponte de Guriri, toda em concreto (sendo que no local havia uma antiga ponte de madeira, que oferecia risco de vida as pessoas que a utilizavam) e construiu a ciclovia entre a ponte e o centro de Guriri. Nesse mesmo ano, sob a administração do prefeito Rui Baromeu, a prefeitura implantou um moderno sistema de iluminação nessa avenida e ampliou a capacidade de abastecimento de água do balneário.[2]

Atualmente Guriri faz parte da zona urbana do município de São Mateus e pertence ao distrito da Sede.

Divisão Política[editar | editar código-fonte]

A ilha de Guriri pertence a dois municípios. A parte norte da ilha de Guriri pertence ao município de Conceição da Barra. Nela estão localizados os pequenos lugarejos de Meleiras, Quadrado e Barreiras, locais antes habitados por índios tupinambás. Estes lugarejos estão localizados às margens do São Mateus e contam com serviços de bar e restaurantes, onde são servidas as moquecas e frutos do mar.

A parte sul pertence a o município de São Mateus. Nela encontram uma grande área urbana, denominada Guriri, com uma extensão de aproximadamente 8 km de praia, iniciando ao norte na divisa com o município de Conceição da Barra e terminando ao sul, após o loteamento Parque dos Albatrozes.[2]

Praia[editar | editar código-fonte]

Calçadão de Guriri

A ilha de Guriri possui uma praia de mesmo nome de quase 8 quilômetros, ligando-se a Praia do Oitizeiro. Possui águas agitadas e mornas formando piscinas naturais na maré baixa. Urbanizada e bastante frequentada.[2]

Em Guriri acontece a desova de tartarugas marinhas, controlada pelo Projeto Tamar. A eclosão de ovos das tartarugas e a liberação de filhotes coincide com a alta temporada, constituindo-se em uma grande atração para os visitantes.

O acesso a Praia de Guriri se da pela Rodovia Othovarino Duarte Santos e fica a aproximadamente 12 quilômetros da sede do município de São Mateus.

Na ilha também há as prais do Pontal do Sul, Abricó, Bosque, Oitizeiro, Brejo Velho, Aldeia do Coco, Caramujo, Ranchinho, Gameleira e Barra Nova

Verão Guriri[editar | editar código-fonte]

O Verão de Guriri é um dos mais animados do estado. No verão, a paz e tranquilidade, típicos do lugar, são quebrados, quando os trios elétricos tomam conta das ruas do centro do bairro num carnaval que, praticamente, só acaba na Quarta-feira de cinzas, quando tudo fica calmo outra vez. São praticamente dois meses de folia, por sorte, para quem quer descansar, restrita ao centro do bairro. À noite, aos finais de semana no verão dança-se na rua com os trios elétricos e nos bares com música ao vivo ao ritmo do axé e do pagode; são os pontos de encontro e da paquera que se mantém abertos até o amanhecer; no restante do ano, somente os trios elétricos não são presentes e alguns bares fecham as portas.[2]

Eventos do Verão Guriri[editar | editar código-fonte]

  • Show de Capoeira - Às quintas-feiras, 18-19 h (janeiro e fevereiro).
  • Garota/Garoto Verão - Concurso de beleza (fevereiro).
  • Guriri Folia - Carnaval fora de época (julho).
  • Feira de Verão - Feira de artesanato (janeiro e fevereiro).
  • Carnaval - Mais de 100.000 turistas dançam ao som de quatro trios elétricos que tocam das 13:00 h da tarde às 8:00 h da manhã durante os quatro dias da festa (verão).

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Guriri
  2. a b c d e Eliezer Nardoto. História de São Mateus (em português). 1ª. ed. São Mateus: EDAL, 1999.
SEQUÊNCIA DE PRAIAS
Oceano Atlântico
precedida por:

Bosque (São Mateus)

GURIRI

(São Mateus)

sucedida por:

Abricó (São Mateus)



Ícone de esboço Este artigo sobre o município de São Mateus é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.