Embaúba (árvore)

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Cecropia angustifolia

Cecropia angustifolia
Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: angiospérmicas
Clado: eudicotiledóneas
Clado: rosídeas
Ordem: Rosales
Família: Urticaceae
Género: Cecropia
Espécies
C. hololeuca

C. glaziovii
C. obtusifolia

Sinónimos
árvore-da-preguiça, imbaúba, umbaúba, [1] umbaúva, pau-de-lixa[2] e torém[3] .
Commons
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Embaúba é a designação comum de várias espécies de árvores, principalmente do gênero Cecropia.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Embaúba", "embaúva", "imbaúba", "imbaúva", "umbaúba", "umbaúva", "ambaúba", "embaíba" e "imbaíba" originam-se do termo tupi ãba'ib, que significa "árvore oca"[3] .

Descrição[editar | editar código-fonte]

São árvores de tronco oco, suas folhas são divididas em 9 a 10 lóbulos com a parte inferior branca, seus frutos são pontiagudos.[4] Pode chegar a quinze metros de altura. Pertence ao estrato das plantas pioneiras da mata atlântica.[5]

Cecropia obtusifolia

As embaúbas são leves, pouco exigentes quanto a solo e muito comuns em áreas desmatadas em recuperação. Possuem frutos atrativos a várias espécies de aves. São capazes de se dispersarem rapidamente. Como possuem caule e ramos ocos, vivem em simbiose com formigas, especialmente as do gênero Azteca, que habitam o seu interior e que as protegem de animais herbívoros - daí os nomes castelhanos para a planta: hormigo ou hormiguillo, numa referência a hormiga ("formiga"). Os índios utilizavam a madeira da raiz para fazer fogo por fricção com outra madeira dura.[6]


Espécies e Sinonímia Botânica[editar | editar código-fonte]

Uso Medicinal[editar | editar código-fonte]

Povos ameríndios utilizam Cecropia na alimentação, como lenha e em fitoterapia. Algumas espécies da planta também têm um uso simbólico-cultural. Em Trinidad e Tobago, a Cecropia peltata é mastigada e dada aos cães que foram mordidos por serpentes venenosas como um remédio de emergência. No oeste da América do Sul, cinzas de folhas de Cecropia são usadas no preparo tradicional de ipadu, um estimulante suave à base de coca.[7] . Pesquisas com a Cecropia glaziovii tem revelado atividade antidepressiva em ratos [8] .

Referências

  1. NILSON MOULIN. Por dentro da mata atlântica – v.2. Studio Nobel; ISBN 978-85-85445-52-2. p. 14–15.
  2. Paulo Eiró Gansalves. Livro Dos Alimentos. MG Editores; 2001. ISBN 978-85-7255-027-7. p. 197.
  3. a b FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 736
  4. Assucena Tupiassú. Da Planta ao Jardim: um guia fundamental para jardineiros amadores e profissionais. NBL Editora; ISBN 978-85-213-1423-3. p. 115.
  5. Sandra Pavan-Fruehauf. Plantas medicinais de Mata Atlântica: manejo sustentado e amostragem. Annablume; 2000. ISBN 978-85-7419-161-4. p. 70–71.
  6. Carlos Roque. Grande enciclopédia da Amazônia. Amazônia Editôra; 1968. p. 884.
  7. BACKES, Paulo & IRGANG, Bruno - Mata Atlântica: as árvores e a paisagem. Porto Alegre, Paisagem do Sul, 2004
  8. Rocha, F.F.; Lima-Landman, M.T.R.; Souccar, C.; Tanae, M.M.; De Lima, T.C.M. & Lapa, A.J. (2007): Antidepressant-like effect of Cecropia glazioui Sneth[sic] and its constituents – In vivo and in vitro characterization of the underlying mechanism. Phytomedicine 14(6): 396-402.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]