Carbonita

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Município de Carbonita
Bandeira desconhecida
Brasão de Carbonita
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Fundação 3 de março de 1963
Gentílico carbonitense [1]
Lema Renova Carbonita
Prefeito(a) Benedito Valter de Morais (PSDB)
(2009–2012)
Localização
Localização de Carbonita
Localização de Carbonita em Minas Gerais
Carbonita está localizado em: Brasil
Carbonita
Localização de Carbonita no Brasil
17° 31' 37" S 43° 00' 57" O17° 31' 37" S 43° 00' 57" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Jequitinhonha IBGE/2008 [2]
Microrregião Capelinha IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes Turmalina, Veredinha, Itamarandiba, Senador Modestino Gonçalves, Diamantina e Bocaiúva
Distância até a capital 421 [3] km
Características geográficas
Área 1 454,935 km² [4]
População 9 158 hab. IBGE/2010[5]
Densidade 6,29 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,679 médio PNUD/2000 [6]
PIB R$ 70 760,857 mil IBGE/2008[7]
PIB per capita R$ 6 661,10 IBGE/2008[7]
Página oficial

Carbonita é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2010 é de 9.045 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

A história de Carbonita começa em 1750, com as primeiras expedições dos bandeirantes à região, em busca da riqueza do seu subsolo. O primeiro nome do povoado, então pertencente ao município de Minas Novas, é Barreiras, em homenagem ao fazendeiro Manoel Barreiros, que doou partes de suas terras para a construção de uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Conceição. Em 24 de Setembro de 1862, o então povoado de Barreiras passa a pertencer ao município de Itamarandiba, como Distrito. Em 31 de Dezembro de 1943, o Distrito de Barreiras toma nova denominação e ganha o novo e definitivo nome de Carbonita.Tcethce


Em 3 de Março de 1963, o então distrito emancipou-se, passando à cidade de Carbonita.

A Etimologia deste vocábulo vem do francês "Charbon", Carbon, que significa carvão, mais "Ita", que significa pedra em tupi-guarani, por causa da grande quantidade de carvão de pedra existente no subsolo do município.

Muito da história de Carbonita pode ser encontrada no Livro "Carbonita - De ontem para hoje" do autor Benedito Lemos de Oliveira. O título descreve fatos importantes, acontecimentos e curiosidades do município durante décadas.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localizada no Vale do Jequitinhonha Carbonita tem sua base econômica na extração do carvão vegetal. Outro ponto interessante sobre sua população, é a redução significativa de habitantes durante o ano, quando muitos se deslocam para cidades mais desenvolvidas para trabalhar. Ainda sobre os seus habitantes, destacam-se pela hospitalidade e a vontade coletiva de lutar por uma Carbonita melhor.

Situada a 421 km de Belo Horizonte e a 135 km de Diamantina, na zona do Alto Jequitinhonha, ao Nordeste de Minas Gerais.

A área do município é de 1.337 km², com altitude variando de 972 m (máxima) e 625 m (mínima). Na sede do município a altitude é de 672 m acima do nível do mar.

As cidades que fazem fronteira com Carbonita são: Turmalina, Veredinha, Itamarandiba, Diamantina, Senador Modestino Gonçalves e Bocaíuva.

A hidrografia é representada pelos rios Jequitinhonha ao norte, Araçuaí ao sul e Soledade ao Centro, além dos rios São João e Itacarambi. Vários córregos cortam a cidade de Carbonita: Curralinho, que é o responsável pelo abastecimento de água em todo o perímetro urbano, Capoeirão, Constantino, Macaúbas, Tomé, Dois Córregos, Riacho, Retiro, Jqui, Àgua Limpa, Santana, Ribeirão, etc.

Vindo de Belo Horizonte, dois são os caminhos para se chegar ao município:

  • Passando por Curvelo e Diamantina, via BR-040, BR-135, BR-259 e BR-367;
  • Passando por João Monlevade, Guanhães, São João Evangelista, Coluna e Itamarandiba, via BR-381, MG-129, BR-120 e BR-451.

O transporte aéreo pode ser feito de duas formas:

  • Indo de voô comercial até ao aeroporto de Montes Claros, que fica a 210 km de Carbonita, e seguindo o resto da viagem por acesso rodoviário;
  • Existe no município uma pista com 1.200 metros de comprimento, e que possibilita a aterrisagem de pequenos aviões ou jatinhos.

A vegetação é composta de Cerrados, Campos, Matas e Pastagens, além de florestas de Eucalipto. Uma das partes importantes da vegetação carbonitense é seu uso como tratamento medicinal através de plantas (Fitoterapia). Algumas como Pata de Vaca (Bathinia Foficata), usada para os rins, depuração, prisão de ventre e diabete, Chapéu de Couro (Enchinodorus Macrophyllus), para pele, reumatismo, infecção dos rins e bexiga, pressão alta e arteriosclerose; Doradinha do Campo (Waltherea Douradinha), como diurético, eliminadora de pedras nos rins e edemas; e Cavalinha (Equisitum Arrense), para tratamento de tuberculose pulmonar, hemostáticas, digestivas, úlceras gástricas e intestinais, perda de sangue e incontinência urinária infantil e da velhice; dentre outras, são muito utilizadas em tratamentos para a população carente.

A fauna é caracterizada por aves como papagaio, gavião, siriema, coruja, canarinho, pinta silvo, sabiá, pássaro preto, bem-te-vi, joão-de-barro, periquito, jandainha, inhambú, tiriba e tucano. Os mamíferos que mais aparecem são: coelho, paca, raposa, cotia, veado, tamanduá, tatu, gambá, lobo-Guará e onça. Há ainda a presença de alguna anfíbios como lagartixas e pererecas, peixes, como por exemplo, lambari e traíra e insetos, como besouros, baratas, escorpiões e formigas.

O relevo é composto por altos e baixos. Cerca de 60% é ondulado (baixa declividade, o que permite a mecanização agrícola), 30% montanhoso o que propicia o aparecimento de várias nascentes de córregos; e 10% plano, caracterizado por várzeas.Carbonita, portanto, detém 70% de suas terras adequadas para o desenvolvimento da agropecuária e o restante serve como área de reserva ambiental, mantendo o equilíbrio da natureza.

Segundo Giovanni Ferreira, Agrônomo da EMATER-MG, a precipitação pluviométrica anual média é de 1.062 mm, caracterizando período chuvoso de outubro a abril.

A temperatura média anual gira em torno de 26,4 °C (máxima), 21,2 °C (média) e 15,1°C (mínima). O solo predominante é o Latossolo Vermelho-Amarelo, originando potencial para o desenvolvimento de diversas atividades, tais como: pecuária de corte, café e fruticultura tropical (abacaxi, banana, cítricos, manga, maracujá, etc.).

Referências

  1. IBGE Cidades@. O Brasil Município por Municipio. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 19 de agosto de 2009.
  2. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  3. distancias-bhmunicipios. Distâncias BH/Municípios. Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG). Página visitada em 19 de agosto de 2009.
  4. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  5. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  6. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  7. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
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