Guerra Civil na Colômbia
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O conflito colombiano, um dos mais antigos da América Latina, deriva da disputa pelo poder entre liberais, conservadores e socialistas.
Os liberais se aliaram com setores socialistas numa guerra civil contra os conservadores que durou 16 anos, de 1948 a 1964.
Em 1964, temendo a radicalização da guerrilha camponesa, influenciada pela revolução cubana, os liberais se aliam aos Conservadores e apoiam o envio de tropas ao povoado de Marquetália. Os camponeses comunistas, na fuga para as regiões montonhosas da Selva, constituem as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
Sob a liderança de Manuel Marulanda, o Tirofijo, ex-combatentes liberais fundam as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo, popularmente conhecida como FARC ou FARC-EP, nos anos 60 para lutar pela criação de um estado marxista. Outros grupos de esquerda - como o guevarista Exército de Libertação Nacional (ELN) - e milícias de extrema direita entram no conflito. A partir dos anos 80, a Guerra Cívil ganha um novo protagonista: o tráfico de drogas. As FARC-EP financiam a luta armada à custa dos serviços de proteção vendidos aos traficantes e tanto as FARC quanto o ELN financiam sua luta à custa do seqüestro de civis. Cerca de 3 mil resgates são pagos anualmente às guerrilhas. A violência já matou cerca de 30 mil pessoas desde os anos 60 e tem forçado maciços deslocamentos internos.
[editar] Surgimento
Em 1964, os estadunidenses pressionaram o Exército Colombiano para eliminar um grupo rebelde, formado por pequenos proprietários rurais, influenciados pelo sucesso de Fidel Castro em Sierra Maestra. Resultado: os rebeldes reagiram e o pequeno sitiante Manuel Marulanda Vélez, apelidado Tirofijo, criou o embrião das FARC-EP, que depois recebe auxilio do então Partido Comunista da Colômbia. No ano seguinte surge o ELN.
Em 1968 foi aprovada uma lei que da liberdade para formação de milícias paramilitares para enfrentar os guerilheiros. Dali surgem as milícias de direita no combate. Com o tempo e já com a lei revogada, os diversos grupos de paramilitares juntaram-se e fundaram, em 1997, as Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), sob o comando de Carlos Castaño e do ítalo-colombiano Salvatore Mancuso.
[editar] Iniciativas de paz
A pacificação das guerrilhas foi uma promessa eleitoral do presidente Andrés Pastrana. Assim que assumiu o poder, em 1998, ele retirou o Exército de uma área de 42 mil km², entregando-a às FARC-EP, como condição para a abertura de conversações, ocorrida em janeiro de 1999. Desde então, o diálogo foi suspenso e retomado em várias ocasiões, mas um acordo de cessar-fogo fracassou em julho de 2000. As FARC-EP reclamaram da falta de ação do governo para conter os paramilitares direitistas das AUC, que praticavam massacres em áreas controladas pela guerrilha.
Já os líderes do ELN se reuniram com representantes do governo em Genebra, em julho de 2000. Negociações anteriores, abertas em 1999, foram abandonadas pelo ELN diante da recusa do governo em desmilitarizar uma área de 8 mil km². Em 2000, a liberação, por parte dos EUA, de 1,3 bilhão de dólares em ajuda financeira para os programas anti-droga da Colômbia (Parte do Plano Colômbia) aumentou o temor da guerrilha de uma intervenção armada no país.
[editar] Grupos armados
[editar] Guerrilhas marxistas
- Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo - "FARC-EP"
- Exército de Libertação Nacional da Colômbia - "ELN"
[editar] Paramilitares de direita
Autodefesas Unidas da Colômbia - "AUC"