Álvaro Uribe

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Álvaro Uribe Vélez
56º Presidente da Colômbia Colômbia
Mandato 7 de agosto de 2002
a 7 de agosto de 2010
Vice-presidente Francisco Santos Calderón
Antecessor(a) Andrés Pastrana Arango
Sucessor(a) Juan Manuel Santos
Vida
Nascimento 4 de Julho de 1952 (61 anos)
Medellín (Antioquia)
Dados pessoais
Partido Primeiro Colômbia
Profissão Advogado

Álvaro Uribe Vélez (Medellín, 4 de Julho de 1952) é um advogado e político colombiano. Foi o quinquagésimo sexto presidente da Colômbia, de 7 de agosto de 2002 a 7 de agosto de 2010.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Álvaro Uribe é advogado formado pela Universidade de Antioquia, com especialização em Administração (CSS) e Gerência pela Harvard University Extension School. Entre 1998 e 1999 foi estudante da St Antony's College, Oxford na Inglaterra, graças à Bolsa Simón Bolívar do Conselho Britânico.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Álvaro Uribe começou sua vida pública bem cedo, já que em 1976 foi chefe de Bens das Empresas Públicas de Medellín. De 1977 a 1978 foi secretário-geral do Ministério do Trabalho, e entre 1980 e 1982 foi diretor da Aeronáutica Civil.

Foi prefeito de Medellín em 1982, e vereador dessa cidade entre 1984 e 1986. Foi senador da República nos períodos 1986-1990 e 1990-1994.

Foi eleito governador do departamento de Antioquia para o período 1995-1997.

Presidência da Colômbia[editar | editar código-fonte]

Uribe foi eleito presidente de Colômbia para o período 2002 - 2006, com 53% do total de votos, uma grande vantagem sobre o seu principal concorrente, Horacio Serpa. Ele é o primeiro presidente a ganhar as eleições em primeiro turno desde que se instaurou a medida na Constituição de 1991. Acredita-se que seu grande trunfo nas eleições foi ter sido o principal opositor das fracassadas políticas de negociação com as FARC pelo presidente antecessor Andrés Pastrana Arango. Em 2005, aproveitando os grandes índices de popularidade de seu governo, conseguiu obter Corte Constitucional decisão favorável à mudança na Constituição que lhe permitisse disputar a reeleição em 2006.

Principais políticas[editar | editar código-fonte]

Uribe manteve uma margem de popularidade acima do 95%, com iguais margens de aprovação de sua gestão, segundo enquetes, dada sua política de segurança contra as FARC.

Como parte da política de segurança não é feita a distinção entre guerrilhas e paramilitares, Uribe criou regras sobre as condições que devem se cumprir a fim de os grupos ilegais possam negociar. Essas condições foram recusadas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), timidamente seguidas pelo Exército de Libertação Nacional da Colômbia (ELN) e assumidas pelas Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), com o que se abriu a porta para o processo de desmobilização de paramilitares na Colômbia. Seus opositores sempre denunciaram vínculos muito estreitos com a extrema direita paramilitar, enquanto que sua política para com as FARC se reduz à intensificação do conflito militar.

Uribe é acusado por opositores de ter interesses na disputa pelo controle do narcotráfico. A ex-apresentadora de televisão Virgínia Vallejo escreveu o livro "Amando Pablo, odiando Escobar" em que relata supostas ligações de seu ex-amante, Pablo Escobar com Álvaro Uribe. Em 2002, o jornalista da Newsweek Joe Contreras publica o livro "El señor de las sombras" em que apresenta uma biografia não-autorizada de Uribe e defende que ele teria ligações com o narcotráfico.[1] Em 1991, relatório do serviço de inteligência do Departamento de Defesa dos Estados Unidos aponta: "Álvaro Uribe Vélez, político e senador colombiano, dedicou-se à colaboração com o Cartel de Medellín em níveis elevados do governo… Uribe trabalhou para o cartel e é amigo próximo de Pablo Escobar Gaviria".[2] [3]

Para alguns analistas[4] [5] [6] a continuidade dos conflitos entre as FARC e o Governo, interessaria a Uribe porque isolaria as oposições e daria legitimidade para um terceiro mandato do presidente, viabilizada por uma alteração da Constituição colombiana sob acusações de compra de votos dos parlamentares.[2] [3]

Outra das políticas impulsionadas desde a campanha consiste na diminuição dos gastos do Estado. Uribe prometeu diminuir o congresso, fundir ministérios e reduzir os gastos de aposentadoria dos servidores públicos.

Em 31 de março de 2008, o exército Colombiano invadiu o território do Equador para atacar um acampamento das FARC. Nessa ação, foi moram mortos vários guerrilheiros, incluindo o número dois das FARC Raúl Reyes. Nesse episódio, Uribe acusou o presidente equatoriano Rafael Correa e o venezuelano Hugo Chávez de terem ligações com as FARC, o que gerou uma grande crise diplomática ainda não plenamente resolvida entre esses países. Para Chávez, Álvaro Uribe é um fator desestabilizador da região e está cada vez mais isolado no continente.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Precedido por
Andrés Pastrana Arango
Presidente da Colômbia
20022010
Sucedido por
Juan Manuel Santos