Rafael Correa

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Rafael Correa
Rafael Correa em sua posse, 2007
41º Presidente do Equador Equador
Mandato 15º de janeiro de 2007
a atualidade
Vice-presidente Lenín Moreno
Jorge Glass
Antecessor(a) Alfredo Palacio
Presidente pro tempore do Unasul Emblem of the Union of South American Nations.svg
Mandato 10 de agosto de 2009
a 26 de novembro de 2010
Antecessor(a) Michelle Bachelet
Sucessor(a) Bharrat Jagdeo
Ministério da Economia do Equador Equador
Mandato 20 de abril de 2005
a 8 de agosto de 2005
Antecessor(a) Mauricio Yepez
Sucessor(a) Magdalena Barreiro
Presidente do Alianza País Alianza PAIS 02.svg
Mandato 2006
a atualidade
Vida
Nome completo Rafael Vicente Correa Delgado
Nascimento 06 de abril de 1963 (51 anos)
Guaiaquil, Equador
Nacionalidade Equador
Dados pessoais
Alma mater Universidad Católica de Santiago de Guayaquil
Universidade Católica da Lovaina
Universidade de Illinois em Urbana-Champaign.
Cônjuge Anne Malherbe Gosselin (Namur, 16 de dezembro de 1968)
Partido Alianza PAIS 02.svg Alianza País
Religião Católica romana
Profissão Doutor em Economia
Assinatura Assinatura de Rafael Correa
Website http://www.presidencia.gob.ec

Rafael Vicente Correa Delgado (Guaiaquil, 6 de abril de 1963) é um economista e político equatoriano, atual presidente de seu país.[1] .

Criado numa família de classe média na cidade portuária de Guaiaquil, Correa ganhou bolsas para estudar na Europa e nos Estados Unidos. Economista, foi assessor do ex-presidente Alfredo Palacio durante suas funções como vice-presidente. Depois, foi ministro de Economia e Finanças no início da gestão de Palacio na presidência, entre abril e agosto de 2005, após a destituição de Lucio Gutiérrez. Renunciou ao cargo por discordar da política presidencial. É casado com Anne Malherbe.

Durante sua gestão propôs uma postura nacionalista, oposta aos organismos multilaterais como o Banco Mundial e o FMI, e a favor de uma maior participação do Estado na exploração do petróleo.

No início de setembro de 2006, aparecia em terceiro lugar nas pesquisas eleitorais, passando para a liderança das pesquisas no começo de outubro. Candidato à Presidência da República pelo movimento Alianza PAIS (Patria Altiva (y) Soberana), obteve 22% dos votos nas eleições de 15 de outubro, ficando atrás do magnata da banana Álvaro Noboa (27%). No segundo turno disputado em novembro, obteve 56,67% dos votos válidos, contra 43,33% de Noboa. Correa tomou posse no dia 15 de janeiro de 2007, para um mandato de 4 anos. Participaram da posse políticos como os presidentes da Bolívia Evo Morales e da Venezuela Hugo Chávez, seus principais aliados no exterior, além de Luís Inácio Lula da Silva do Brasil, Michelle Bachelet do Chile e Mahmoud Ahmadinejad do Irã.

Proposta de governo[editar | editar código-fonte]

Correa (esq.) numa reunião da Unasul.

Correa propõe renegociar a dívida externa, rever contratos petrolíferos (inclusive com a Petrobras), não renovar a concessão de uma base usada por militares dos EUA e convocar uma Assembleia Constituinte para reduzir a influência política sobre o Judiciário e obrigar os deputados a viverem nos pequenos distritos eleitorais que representam. Também é contrário à assinatura de tratado de livre-comércio com os EUA, pois prefere aderir à Alba, uma iniciativa de Chávez que reúne aliados como Cuba. Poucas semanas antes da posse, o segundo maior partido do Equador decidiu apoiá-lo, de modo que Correa terá uma ligeira maioria parlamentar, que possibilitará convocar a Constituinte.

Ideias políticas[editar | editar código-fonte]

Correa escreveu vários documentos contra a dolarização, a qual qualificou como um erro técnico, ao eliminar a política monetária e cambial. Uma vez em campanha eleitoral, devido ao respaldo de certos setores favoráveis à dolarização, suavizou o discurso e aceitou mantê-la.

Alguns analistas o identificam com a denominada "esquerda progressista e nacionalista" de Chávez e Morales, ainda que Morales fosse um sindicalista e Chávez um militar, antecedentes históricos muito diferentes dos de Correa, que se autodefine como um "humanista cristão de esquerda" e propõe uma política soberana e de integração regional na linha bolivariana. Sua orientação política é inspirada pela Doutrina Social da Igreja, e a filosofia do Humanismo Cristão; apesar de amplo apoio de partidos de esquerda e de movimentos sindicalistas e indígenas, Correa pende para um conservadorismo católico.

Manifestou diversas vezes sua admiração pelo presidente da Venezuela Hugo Chávez, com quem tem certa amizade. Na campanha eleitoral, o então candidato disse ser amigo de Chávez, e qualificou o presidente dos Estados Unidos George W. Bush como tremendamente torpe. Provavelmente manterá boas relações com os governos de esquerda da América Latina, Argentina, Brasil, Chile, Uruguai, e Peru. Como Presidente eleito, visitou Brasil, Bolívia, Peru, Argentina e Chile.

Crise governamental[editar | editar código-fonte]

Os presidentes Rafael Correa, do Equador, e Luiz Inácio Lula da Silva do Brasil.

Em 30 de setembro de 2010, uma grave crise política explodiu no Equador, atingindo o governo de Rafael Correa. Policiais protestando contra o corte de benefícios e redução de salários estipulados por decreto presidencial, tomaram as ruas do país transformando num caos a capital Quito e cidades do interior, como Guayaquil. Depois de tentativas de agressão física ao presidente em meio a pedradas e bombas de gás lacrimogênio, Correa foi levado a um hospital policial, estando no momento mantido sob guarda de seus guarda-costas e cercado por forças policiais e militares.[2]

Correa declarou o Equador em estado de emergência por cinco dias e ameaçou dissolver a Assembleia Nacional em meio a denúncias de tentativa de golpe de estado e o Peru fechou suas fronteiras com o país. A OEA e o Mercosul manifestaram apoio ao governo de Correa, enquanto o chefe do comando das Forças Armadas equatorianas, general Ernesto González, declarou apoio e subordinação ao presidente da República.[3]

Notas e referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Alfredo Palacio
Presidente do Equador
2007 - actualidade
Sucedido por
Precedido por
Michelle Bachelet
Presidente pro tempore do Unasul
20092010
Sucedido por
Bharrat Jagdeo
Precedido por
Mauricio Yépez
Ministério da Economia do Equador Equador
2005
Sucedido por
Magdalena Barreiro