Operação Traíra

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Operação Traíra
FARC areas of operation.jpg
FARC areas of operation.
Data Fevereiro de 1991
Local Rio Traíra fronteira Brasil-Colômbia.
Desfecho Ataque guerrilheiro ao posto de fronteira do Exército Brasileiro
  • Operação em resposta das Forças Aramadas Brasileiras com apoio do Governo Colombiano.
Combatentes
Brasil Brasil


Colômbia Colômbia

Flag of the FARC-EP.svg FARC
  • Comado Simon Bolivar
Principais líderes
Brasil Fernando Collor de Mello
Colômbia César Gaviria
Desconhecido
Forças
Governo Brasileiro: Efetivos da Brigada de Operações Especiais e também do 1º Batalhão de Infantaria de Selva
16 helicópteros do Comando de Aviação do Exército

Governo Colombiano: 1 Batalhão de Infantaria.

~ 40 guerrilheiros
Vítimas
3 soldados brasileiros mortos
9 soldados brasileiros feridos
12 guerrilheiros mortos
20+ capturados

Em 26 de fevereiro de 1991, um grupo de 40 guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que se autodenominava "Comando Simon Bolivar", adentrou em território brasileiro, próximo a fronteira entre Brasil e Colômbia, às margens do Rio Traíra no Estado do Amazonas, e atacou de surpresa o Destacamento Traíra do Exército Brasileiro, que estava em instalações semi-permanentes e possuía efetivo muito inferior a coluna guerrilheira que o atacara. Operações de inteligência afirmam que o ataque foi motivado pela repressão exercida pelo destacamento de fronteira ao garimpo ilegal na região, uma das fontes de financiamento das FARC. Nesse ataque morreram três militares brasileiros e nove ficaram feridos. Várias armas, munições e equipamentos foram roubados.

Operação Traíra[editar | editar código-fonte]

Imediatamente as Forças Armadas do Brasil, autorizadas pelo presidente Fernando Collor de Mello e com o conhecimento e apoio do Presidente colombiano César Gaviria Trujillo, deflagraram secretamente a Operação Traíra, com o objetivo de recuperar o armamento roubado e desencorajar novos ataques;

Força Aérea Brasileira:
A Força Aérea Brasileira apoiou a Operação Traíra, com seis helicópteros de transporte de tropas H-1H, seis aeronaves de ataque ao solo AT-27 Tucano e aviões de apoio logístico C-130 Hércules e C-115 Búfalo.[1]

Marinha do Brasil:
A Marinha do Brasil apoiou a Operação Traíra com um Navio Patrulha Fluvial, que ficou baseado em Vila Bittencourt, cooperando com o apoio logístico e garantindo a segurança daquela região.

Exército Brasileiro:
O Exército Brasileiro enviou suas principais tropas de elite, elementos de forças especiais e de comandos e do Batalhão de Forças Especiais (atuais 1º Batalhão de Forças Especiais e 1º Batalhão de Ações de Comandos), e também guerreiros de selva do até então 1º Batalhão Especial de Fronteira, para atacar a base guerrilheira que se encontrava em território colombiano, próxima a fronteira. Também apoiaram, militares do 1º Batalhão de Infantaria de Selva, principal unidade do Comando Militar da Amazônia. O Comando de Aviação do Exército se fez presente fornecendo o meio de transporte utilizado pelos combatentes empregados na missão, 4 helicópteros de manobra HM-1 Pantera, 2 helicópteros de reconhecimento e ataque HA-1 Esquilo.

Exército Colombiano:
O Exército Colombiano apoiou a Operação Traíra com o Batalhão Bejarano Muñoz, acredita-se que tenha bloqueado a rota de fuga dos guerrilheiros, caso tentassem fugir do ataque do Exército Brasileiro.

Consequências[editar | editar código-fonte]

O saldo da Operação Traíra foi o de doze guerrilheiros mortos[1] , inúmeros capturados, maior parte do armamento e equipamento recuperados. Desde então, nunca mais se soube de invasões das FARC em território brasileiro, assim como ataques a militares brasileiros.

Referências

  1. a b TOA GUERRILHA NA AMAZÔNIA: A Experiência do Rio Traíra - Parte 3. DefesaNet. Acesso em 3 de outubro de 2012.
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