Eduardo Gomes
| Eduardo Gomes | |
|---|---|
| 1896 – 1981 | |
Revolta dos 18 do Forte de Copacabana: da esquerda para direita, tenentes Eduardo Gomes, Siqueira Campos, Newton Prado e o civil Otávio Correia. |
|
| Nasceu em | Petrópolis, RJ |
| Faleceu em | Rio de Janeiro, RJ |
| País de serviço | |
| Força | Força Aérea Brasileira |
| Anos em serviço | 1918 - 1981 |
| Hierarquia | Marechal-do-ar |
Eduardo Gomes (Petrópolis, 1896 – Rio de Janeiro, 1981) foi um aviador, militar e político brasileiro.
Patrono da Força Aérea Brasileira e ministro da Aeronáutica por duas vezes, no governo Café Filho (24 de agosto de 1954 a 11 de novembro de 1955) e no governo Castelo Branco (11 de janeiro de 1965 a 15 de março de 1967).
Com formação em aviação militar, foi um dos sobreviventes da Revolta dos 18 do Forte em 1922, marco inicial do tenentismo, quando foi ferido gravemente. Participou da Revolta Paulista de 1924. Foi preso quando se dirigia para integrar a Coluna Prestes. Foi solto em 1926 e novamente preso em 1929, voltou à liberdade em maio de 1930, a tempo de participar das ações que viriam a derrubar Washington Luís, após o fracasso eleitoral da Aliança Liberal.
Com a subida ao poder de Getúlio Vargas, trabalhou na criação do Correio Aéreo Militar, que viria a se tornar o Correio Aéreo Nacional.
Em 1935, comandou o 1º Regimento de Aviação contra o levante conhecido como Intentona Comunista. Em 1937, com a decretação do Estado Novo exonerou-se do comando, continuando contudo na carreira militar.
Em 1941, com a criação do Ministério da Aeronáutica, foi promovido a brigadeiro. Participou da organização e construção das Bases Aéreas que iriam desempenhar importante papel no esforço dos Aliados na Segunda Guerra Mundial.
No final do Estado Novo, candidatou-se às eleições presidenciais, marcadas para dezembro de 1945, formando em torno de si a União Democrática Nacional (UDN). Durante o período eleitoral, eram vendidos doces para angariar fundos para apoiar sua campanha; esses doces ficaram conhecidos posteriormente com o nome da patente do candidato: brigadeiros. Foi derrotado pelo general Eurico Gaspar Dutra, ministro da Guerra de Vargas.
Em 1950, foi novamente candidato à presidência da República pela UDN, sendo dessa vez derrotado pelo próprio Vargas. Foi um dos líderes da campanha pelo afastamento de Vargas após o atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, em agosto de 1954. Com o suicídio de Getúlio Vargas, assumiu o ministério da Aeronáutica no governo de Café Filho (1954–1955).
Em 1964, participou do golpe militar que depôs o presidente João Goulart.
[editar] Promoções
Tornou-se aspirante-a-oficial em 17 de dezembro de 1918; segundo-tenente em 30 de dezembro de 1919; primeiro-tenente em 5 de janeiro de 1921; capitão em 15 de novembro de 1930; major em 20 de novembro de 1930 (apenas cinco dias depois de haver sido promovido a capitão); tenente-coronel em 16 de junho de 1933; coronel em 3 de maio de 1938; brigadeiro em 10 de dezembro de 1941; major-brigadeiro em 1 de setembro de 1944; tenente-brigadeiro em 3 de outubro de 1946.
[editar] Ligações externas
| Precedido por Epaminondas Gomes dos Santos |
Ministro da Aeronáutica do Brasil 1954 — 1955 |
Sucedido por Vasco Alves Seco |
| Precedido por Márcio Melo |
Ministro da Aeronáutica do Brasil 1965 – 1967 |
Sucedido por Márcio Melo |
- Mortos em 1981
- Candidatos a Presidência da República do Brasil
- Membros da União Democrática Nacional
- Ministros do Governo Café Filho
- Ministros do Governo Carlos Luz
- Ministros do Governo Castelo Branco
- Ministros da Aeronáutica do Brasil
- Militares do Rio de Janeiro
- Aviadores do Rio de Janeiro
- Revolucionários do Brasil
- Naturais de Petrópolis
- Católicos do Brasil