Linha do Douro

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Linha do Douro
Estação do Pinhão, ao PK 118
Comprimento: 192 km
Bitola: Bitola larga

A Linha do Douro é uma linha de caminho-de-ferro em Portugal, de bitola ibérica, que liga Ermesinde a Barca d’Alva, numa extensão de cerca de duzentos quilómetros; começou a ser construída em 1875[1] , e foi concluída em 9 de Dezembro de 1887, com a inauguração do troço até Barca D’Alva.[2] No mesmo dia, foi inaugurada a linha desde esta estação até à rede espanhola, em La Fuente de San Esteban.[3] A ligação internacional foi, no entanto, encerrada em 1 de Janeiro de 1985, e o troço entre Pocinho e Barca D’Alva fechou em 18 de Outubro de 1988.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Estação do Côa, ao PK 172 da Linha do Douro.
Estação de Castelo Melhor ao PK 179 da Linha do Douro.
Estação de Almendra, ao PK 183 da Linha do Douro.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

O Rio Douro constituiu, ao longo da história, uma importante estrada natural, tendo sido, até ao Século XIX, a única via de comunicação na região; com efeito, os mais antigos registos da sua utilização datam da ocupação romana.[1] No entanto, este curso de água sempre foi difícil de navegar, até que surgiram os barcos rabelos, cuja maior preparação para vencer as dificuldades naturais do rio possibilitou o trânsito de mercadorias e passageiros, desenvolvendo, assim, esta região.[1] Um outro passo importante foi a demolição do Cachão da Valeira, entre 1780 e 1791, que permitiu a navegação do Douro até Barca d’Alva e a fronteira com Espanha.[1]

Planeamento[editar | editar código-fonte]

Em 1867, o Estado Português apresentou às Câmaras os projectos para as ligações ferroviárias, em bitola ibérica, unindo o Porto a Pinhão, a Braga, e à fronteira com Espanha no Minho; apesar do empenho que as populações e o próprio governo tinham na construção destas linhas, devido à sua necessidade, só em 14 de Junho de 1872 foi decretado o início das obras na Linha do Minho e a realização de estudos para o traçado da Linha do Douro, que devia passar por Penafiel.[2]

O principal propósito da Linha do Douro foi, além de providenciar transporte para as povoações ao longo da via, transportar adubos, sementes e outros produtos para o interior, e escoar a produção agrícola destas regiões; por outro lado, iria fornecer uma alternativa ao transporte fluvial, bastante limitado pela então reduzida capacidade de navegação no Rio Douro, e permitir um melhor acesso ao interior transmontano.[4] Devido à sua importância, a construção da Linha do Douro adquiriu uma maior prioridade em relação a outros projectos ferroviários em Portugal, nomeadamente a continuação do Caminho de Ferro do Sul até ao Algarve.[5]

Troço entre Ermesinde e o Pinhão[editar | editar código-fonte]

Os trabalhos da Linha do Minho iniciaram-se no dia 8 de Julho de 1872, tendo o primeiro troço, até Braga, sido aberto à exploração em 20 de Maio de 1875.[2] As obras na Linha do Douro principiaram em 8 de Julho de 1873, tendo o primeiro tramo, entre Ermesinde e Penafiel, entrado ao serviço no dia 30 de Julho de 1875[2] O troço seguinte, até Caíde, foi inaugurado em 20 de Dezembro do mesmo ano, e a linha chegou ao Juncal em 15 de Outubro de 1877.[6]

A linha foi aberta à exploração até Régua em 15 de Julho de 1879, ao Ferrão em 4 de Abril de 1880[6] , e ao Pinhão em 1 de Julho de 1880.[2]

Troço entre o Pinhão e Barca D'Alva e ligação internacional[editar | editar código-fonte]

Com a abertura do troço até ao Pinhão, concluiu-se o principal propósito da Linha do Douro, que era estabelecer uma ligação ferroviária até esta região; no entanto, já nesta altura se planeava a continuação da linha até à fronteira com Espanha em Barca d’Alva, pelo que, em 23 de Julho de 1883, foi decretada a construção deste troço.[2] A linha foi aberta, assim, até ao Tua em 1 de Setembro de 1883, e até ao Pocinho no dia 10 de Janeiro de 1887.[2] O troço entre esta estação e Barca d’Alva foi inaugurado em 9 de Dezembro de 1887[7] [8] ; no mesmo dia é inaugurada a Linha Internacional de Barca d’Alva a La Fregeneda e a Salamanca, permitindo a ligação da Linha do Douro à rede ferroviária espanhola, tendo-se, desde logo, iniciado o serviço directo entre o Porto e Salamanca.[3] Esta foi a quinta ligação ferroviária internacional aberta, tendo sido construída por um grupo de estabelecimentos bancários da Praça do Porto, denominado de Sindicato Portuense.[9] [10]

A conclusão da ligação internacional foi um dos motivos para o declínio do tráfego fluvial no Rio Douro.[1]

Formação dos Caminhos de Ferro do Estado[editar | editar código-fonte]

Uma lei, promulgada em 14 de Julho de 1899, criou os Caminhos de Ferro do Estado, uma organização governamental, mas com uma certa independência, que tinha como propósito gerir as linhas que eram propriedade do governo português[11] ; a Linha do Douro foi integrada na Divisão do Douro e Minho desta operadora.[12]

Fases da Construção[editar | editar código-fonte]

Entre as Estações Extensão Inauguração
ErmesindePenafiel 30,311 km 29 de Julho de 1875
Penafiel – Caíde 07,328 km 20 de Dezembro de 1875
Caíde – Juncal 18,818 km 15 de Setembro de 1878
Juncal – Régua 38,371 km 15 de Julho de 1879
Peso da Régua – Ferrão 15,813 km 4 de Abril de 1880
Ferrão – Pinhão 07,611 km 1 de Junho de 1880
Pinhão – Tua 12,993 km 1 de Setembro de 1883
Tua – Pocinho 31,678 km 10 de Janeiro de 1887
PocinhoCôa 09,061 km 5 de Maio de 1887
Côa – Barca D’Alva - fronteira 18,882 km 9 de Dezembro de 1887

Século XX[editar | editar código-fonte]

Em 7 de Fevereiro de 1902, foram aprovados dois projectos para a construção de pontes sobre o Rio Douro, sendo uma rodoviária, para acesso à Estação Ferroviária do Pinhão, e outra, de tipologia rodo-ferroviária, junto à localidade do Pocinho, para transportar a Linha do Sabor e a Estrada Real 9.[13] No início daquele ano, previu-se a introdução de carruagens de carruagens de primeira classe nos serviços entre o Porto e Barca d’Alva.[14]

O troço internacional entre Barca d’Alva e Salamanca revelou-se um fracasso financeiro, o que levou, nos inícios do Século XX, à falência do Sindicato Portuense e à sua integração na Companhia das Docas do Porto e dos Caminhos de Ferro Peninsulares[9] ; a ligação internacional passou, então, a ser gerida pela Compania de Ferrocarriles de Salamanca à Fronteira de Portugal, tendo sido, por diversas vezes, ainda no Século XIX, utilizada pelo Sud Expresso, porque este trajecto reduzia o tempo de percurso em cerca de 5 horas.[10]

Em 1927, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses venceu o concurso de arrendamento das linhas dos Caminhos de Ferro do Estado, passando a gerir as antigas ligações desta operadora, incluindo a Linha do Douro.[12]

Encerramento da ligação internacional e do troço até Barca d'Alva[editar | editar código-fonte]

Em 30 de Setembro de 1984 foi aprovado, pelo Governo Espanhol, o encerramento a todos os tipos de tráfego, de várias ligações ferroviárias, incluindo o troço entre La Fuente de San Esteban e La Fregeneda, que fazia parte da linha internacional até Barca d’Alva; como estava programado, este troço fechou a 1 de Janeiro do ano seguinte, junto com a linha até Barca d'Alva.[1] [15] No dia 18 de Outubro de 1988, foi encerrado o troço entre as Estações de Pocinho e Barca d’Alva.[1] Este tramo foi quase totalmente abandonado, em contraste com a antiga linha em Espanha, que foi categorizada como monumento, e declarada como Bem de Interesse Cultural, sendo regularmente alvo de inspecções.[1]

Século XXI[editar | editar código-fonte]

Em Agosto de 2009, foi anunciado, pela então Secretária de Estado e dos Transportes, Ana Paulo Vitorino, a intenção de reabrir o tráfego internacional desta linha, estando, naquela altura, previstos para breve o inicio dos trabalhos para recuperação do troço entre o Pocinho e Barca d’Alva, com o objectivo de o reabrir ao tráfego.[16]

Caracterização[editar | editar código-fonte]

Traçado[editar | editar código-fonte]

A linha, em grande parte do seu percurso, acompanha as margens do rio Douro, contendo a maior extensão de via férrea ladeada de água de Portugal, superando mesmo o grande troço ribeirinho da Linha da Beira Baixa, ao longo do Rio Tejo.[17]

Obras de Arte[editar | editar código-fonte]

Túneis[editar | editar código-fonte]

Túnel na Linha do Douro.

No seu percurso a linha tem 22 túneis:

  • Caíde
  • Gaviarra
  • Campanainha
  • Juncal
  • Riboura
  • Loureiro
  • Má Passada
  • Peso da Régua
  • Três Curvas
  • Pedra Caldeira
  • Rapa Velha
  • Valeira
  • Vargelas
  • Arnozelo I
  • Arnozelo II
  • Arnozelo III
  • Fontainhas
  • Meão
  • Saião
  • Veiga
  • Castelo Melhor
  • Almendra


Pontes[editar | editar código-fonte]

Ao longo da linha existem 35 pontes:

  • Sete Arcos (Alfena)
  • Ferreira (Valongo)
  • Fervença
  • Sousa
  • Vila Meã (Amarante)
  • Póvoa
  • Tâmega
  • Juncal
  • Cocheca
  • Quebradas
  • Pala (viaduto)
  • Ovil (viaduto)
  • Portuzuelo
  • Laranjal
  • Zêzere
  • Teixeira
  • Sermenha
  • Corgo
  • Pinhão (Alijó)
  • Roncão
  • Loureiro
  • Tua
  • Riba Longa
  • Ferradosa
  • Vargelas
  • Arnozelo
  • Teja (viaduto)
  • Murça
  • Gonçalo Joanes
  • Vale do Nedo
  • Pocinho
  • Canivais
  • Côa
  • Aguiar
  • Gricha


Exploração comercial[editar | editar código-fonte]

Hoje em dia apenas está ativo ao tráfego ferroviário (mercadorias e passageiros) no troço Ermesinde-Pocinho da linha.

Os troços entre Porto e Ermesinde, na Linha do Minho, e entre Ermesinde e Caíde, na Linha do Douro, foram totalmente renovados, tendo sido duplicados e eletrificados.

Serviços de mercadorias[editar | editar código-fonte]

A linha é explorada, no troço em funcionamento, por várias empresas de mercadorias, sobretudo a CP Carga.

Serviços de passageiros[editar | editar código-fonte]

Automotora na estação do Pinhão, em 2007.

Na transição do Século XIX para o XX, a divisão de Minho e Douro dos Caminhos de Ferro do Estado operava, entre Penafiel, Porto e Braga, vários serviços de passageiros, sendo normalmente utilizadas carruagens com dois pisos.[18] Em 1983, realizavam-se comboios semidirectos, sendo um dos destinos a Estação de Barca d’Alva.[19]

CP Porto[editar | editar código-fonte]
Unidade de Suburbanos do Grande Porto

(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros no Grande Porto)
Serviços: BSicon BHFq yellow.svg AveiroBSicon fBHFq.svg Braga
BSicon uBHFq.svg Caíde/MarcoBSicon BHFq.svg Guimarães


(g) Covas 
Track turning from left Station on transverse track Transverse terminus from right
 Guimarães (g)
(g) Nespereira 
Station on track
 
(g) Vizela 
Station on track Urban head station
 Caíde (d)
(b) Braga 
Unknown route-map component "fKBHFa" Station on track Urban straight track
 Pereirinhas (g)
(b) Ferreiros 
Unknown route-map component "fBHF" Straight track Urban station on track
 Meinedo (d)
(b) Mazagão 
Unknown route-map component "fBHF" Station on track Urban straight track
 Cuca (g)
(b) Aveleda 
Unknown route-map component "fBHF" Straight track Urban station on track
 Bustelo (d)
(b) Tadim 
Unknown route-map component "fBHF" Station on track Urban straight track
 Lordelo (g)
(b) Ruilhe 
Unknown route-map component "fBHF" Straight track Urban station on track
 Penafiel (d)
(b) Arentim 
Unknown route-map component "fBHF" Station on track Urban straight track
 Giesteira (g)
(b) Couto de Cambeses 
Unknown route-map component "fBHF" Straight track Urban station on track
 Paredes (d)
(m)(b) Nine 
Unknown route-map component "fBHF" Station on track Urban straight track
 Vila das Aves (g)
(m) Louro 
Unknown route-map component "fBHF" Straight track Urban station on track
 Oleiros (d)
(m) Mouquim 
Unknown route-map component "fBHF" Station on track Urban straight track
 Caniços (g)
(m) Famalicão 
Unknown route-map component "fBHF" Straight track Urban station on track
 Irivo (d)
(m) Barrimau 
Unknown route-map component "fBHF" Station on track Urban straight track
 Santo Tirso (g)
(m) Esmeriz 
Unknown route-map component "fBHF" Unknown route-map component "KRW+l" Unknown route-map component "KRWr" Urban station on track
 Cête (d)
(m)(g) Lousado 
Unknown route-map component "fBHF-L" Unknown route-map component "BHF-R" Urban station on track
 Parada (d)
(m) Trofa 
Unknown route-map component "fBHF-L" Unknown route-map component "BHF-R" Urban station on track
 Recarei-Sobreira (d)
(m) Portela 
Unknown route-map component "fBHF-L" Unknown route-map component "BHF-R" Urban station on track
 Trancoso (d)
(m) São Romão 
Unknown route-map component "fBHF-L" Unknown route-map component "BHF-R" Urban station on track
 Terronhas (d)
(m) São Frutuoso 
Unknown route-map component "fBHF-L" Unknown route-map component "BHF-R" Urban station on track
 S. Martinho do Campo (d)
(m) Leandro 
Unknown route-map component "fBHF-L" Unknown route-map component "BHF-R" Urban station on track
 Valongo (d)
(m) Travagem 
Unknown route-map component "fBHF-L" Unknown route-map component "BHF-R" Waterway turning from left Urban track turning from right Urban station on track
 Suzão (d)
(m)(d) Ermesinde 
Unknown route-map component "fBHF-L" Unknown route-map component "BHF-M" Unknown route-map component "uBHF-R" Urban straight track Urban station on track
 Cabeda (d)
(m) Ág. Santas / Palm.ª 
Unknown route-map component "fBHF-L" Unknown route-map component "BHF-M" Unknown route-map component "uBHF-R" Waterway turning to left Waterway turning to right
 
(m) Rio Tinto 
Unknown route-map component "fBHF-L" Unknown route-map component "BHF-M" Unknown route-map component "uBHF-R" Unknown route-map component "BS2+l_yellow" Unknown route-map component "BS2+r_yellow"
 
(m) Contumil 
Unknown route-map component "fBHF-L" Unknown route-map component "BHF-M" Unknown route-map component "uBHF-R" Unknown route-map component "STR yellow" Unknown route-map component "BHF yellow"
 General Torres (n)
(n)(m) Porto (Campanhã) 
Unknown route-map component "fBHF-L" Unknown route-map component "BHF-M" Unknown route-map component "uBHF-M" Unknown route-map component "BHF-R yellow" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Vila Nova de Gaia (n)
(m) Porto (São Bento) 
Unknown route-map component "fKBHF-Le" Unknown route-map component "KBHF-Me" Unknown route-map component "uKBHF-Me" Unknown route-map component "KBHF-Re yellow" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Coimbrões (n)
(n) Aveiro 
Unknown route-map component "KBHFa yellow" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Madalena (n)
(n) Cacia 
Unknown route-map component "BHF yellow" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Valadares (n)
(n) Canelas 
Unknown route-map component "BHF yellow" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Francelos (n)
(n) Salreu 
Unknown route-map component "BHF yellow" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Miramar (n)
(n) Estarreja 
Unknown route-map component "BHF yellow" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Aguda (n)
(n) Avanca 
Unknown route-map component "BHF yellow" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Granja (n)
(n) Válega 
Unknown route-map component "BHF yellow" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Espinho (n)
(n) Ovar 
Unknown route-map component "BHF yellow" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Silvalde (n)
(n) Carvalheira-Maceda 
Unknown route-map component "BHF yellow" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Paramos (n)
(n) Cortegaça 
Unknown route-map component "STRlf yellow" Unknown route-map component "cSTRq yellow" Unknown route-map component "BHFq yellow" Unknown route-map component "dSTRq yellow" Unknown route-map component "BHFq yellow" Unknown route-map component "cSTRq yellow" Unknown route-map component "STRrf yellow"
 Esmoriz (n)

Linhas: d Linha do Dourog Linha de Guimarães
b Ramal de Bragam Linha do Minhon Linha do Norte
Fonte: Página oficial, 2010.04

A CP Porto explora, com recurso a comboios da Série 3400, o serviço entre Porto - S. Bento e Caíde. Estes efectuam esta ligação em aproximadamente 50 minutos.[20]

Também pertence à CP Porto a exploração da linha entre Caíde e o Marco de Canaveses, mas como a modernização da linha ainda não avançou além Caíde, este percurso é assegurado por automotoras a gasóleo, Série CP 592.[20]

CP Regional[editar | editar código-fonte]

Existem ainda ligações frequentes entre Porto - S. Bento ou Porto (Porto-Campanhã) - Régua (Interregional), com recurso a automotoras da Série CP 592 a gasóleo, percurso que se faz em aproximadamente 1 hora e 45 minutos. Ou ligações Caíde (onde faz ligação com os CP Porto) - Régua (Regionais), com recurso igualmente a automotoras da Série CP 592, com duração total (Porto-Régua) de aproximadamente 2 horas e 25 minutos.[20]

Relativamente à exploração (Porto - S. Bento - Pocinho), o percurso é assegurado diariamente por 5 automotoras, igualmente da Série CP 592, em aproximadamente 3h15[20] .

De referir, que esporadicamente a CP, efectua o serviço (Porto - S. Bento - Pocinho), recorrendo a comboios clássicos, constituindos por carruagens Sorefame (2ª série), puxados por uma locomotiva, geralmente da Série 1400.[20]

Também assegurado por automotoras a gasóleo, Série CP 592, existe o serviço de comboios regionais entre a Régua e o Pocinho.[20]

Em 2005, o número de passageiros que viajavam no percurso entre Pinhão e Pocinho era muito inferior ao verificado no resto da Linha do Douro, totalizando cerca de 35 mil passageiros por ano; esta situação devia-se, principalmente, à falta de atracções turísticas, e de capacidade hoteleira, que se faziam sentir após aquele ponto.[1]

Cruzeiros[editar | editar código-fonte]

Em 2005, realizavam-se, regularmente, vários cruzeiros fluviais entre a cidade do Porto e a Estação de Régua, uma vez que existiam boas condições para o transbordo entre o Cais da Régua e esta interface.[1] Embora os cruzeiros fossem organizados até Barca d'Alva, a inexistência da ligação ferroviária naquela localidade forçava os barcos a regressar ao Pocinho, onde tomavam o comboio de regresso ao Porto; naquela altura, previa-se que a reabertura da ligação até Barca d'Alva seria utilizada por mais de 20 mil passageiros por ano, em combinação com os serviços de cruzeiros.[1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l AROSO, Alberto. (Agosto de 2005). "A Importância da Interoperabilidade dos Transportes Ferroviário e Fluvial na Estratégia de Desenvolvimento do Turismo do Vale do Douro". Transportes em Revista (30): 6, 14.
  2. a b c d e f g TORRES, Carlos Manitto. (16 de Fevereiro de 1958). "A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário". Gazeta dos Caminhos de Ferro 70 (1684): 92, 93.
  3. a b Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006, p. 12
  4. Viegas (1988), p. 27
  5. Santos, 1995:118
  6. a b (16 de Outubro de 1956) "Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e a sua extensão". Gazeta dos Caminhos de Ferro 69 (1652): 528, 529.
  7. Martins et al, p. 12
  8. História de Portugal em Datas, 1994:228
  9. a b Martins et al, p. 39
  10. a b Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006, p. 36
  11. TORRES, Carlos Manitto. (1 de Fevereiro de 1958). "A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário". Gazeta dos Caminhos de Ferro 70 (1683): 76, 77.
  12. a b Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006, p. 62
  13. (1 de Março de 1902) "Linhas Portuguezas". Gazeta dos Caminhos de Ferro 15 (341): 75.
  14. (1 de Janeiro de 1902) "Linhas Portuguezas". Gazeta dos Caminhos de Ferro 15 (337): 11.
  15. (Dezembro de 1984) "Noticias" (em Espanhol). Carril (10): 55. Barcelona: Associació d'Amics del Ferrocarril-Barcelona.
  16. FRAGOSO, Ana (26 de Agosto de 2009). Autarcas defendem que o comboio deve continuar até Salamanca Público. Visitado em 17 de Fevereiro de 2012.
  17. Guia Expresso: Portugal de Comboio, nº 9 - Linha do Douro, suplemento do Jornal Expresso nº 1765.
  18. Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006, 2006:27
  19. ({{{mês}}} 1993) "Concurso Fotografico" (em Espanhol). Maquetren 2 (19): 54. Madrid: Resistor, S. A..
  20. a b c d e f CP - Horários do Comboios Regionais e Interregionais Porto/Régua/Pocinho. Visitado em 6 de Julho de 2013..

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • História de Portugal em Datas. [S.l.]: Círculo de Leitores, Lda. e Autores, 1994. 480 pp. ISBN 972-42-1004-9
  • Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. [S.l.]: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A., 2006. 238 pp. ISBN 989-619-078-X
  • MARTINS, João Paulo, BRION, Madalena, SOUSA, Miguel de, LEVY, Maurício, AMORIM, Óscar. O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. [S.l.]: Caminhos de Ferro Portugueses, 1996. 446 pp.
  • SANTOS, Luís Filipe Rosa. Os Acessos a Faro e aos Concelhos Limítrofes na Segunda Metade do Séc. XIX. Faro: Câmara Municipal de Faro, 1995. 213 pp.
  • VIEGAS, Francisco José. Comboios Portugueses: Um Guia Sentimental. Lisboa: Círculo de Editores, 1988. 185 pp.
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]