Elevador de Santa Justa

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Elevador de Santa Justa
Nomes alternativos Elevador do Carmo
Estilo dominante Neogótico
Engenheiro Raoul Mesnier du Ponsard
Início da construção 1900
Fim da construção 1901
Inauguração 1902
Património Nacional
Classificação  Monumento Nacional
Data 2002
DGPC 70141
SIPA 3146
Geografia
País Portugal
Cidade Lisboa
Coordenadas 38° 42' 44" N 9° 8' 22" O
Elevador de Santa Justa
Unknown route-map component "uKBFa"
30 Largo do Carmo
Unknown route-map component "uKBFe"
0 Rua do Ouro

O Elevador de Santa Justa, também referido como Elevador do Carmo, localiza-se na cidade de Lisboa, no distrito de mesmo nome, em Portugal. Liga a rua do Ouro e a rua do Carmo ao largo do Carmo e constitui-se num dos monumentos mais interessantes da Baixa de Lisboa.

A bilheteira localiza-se por trás da torre, sob os degraus da rua do Carmo. Os passageiros podem subir ou descer pelo elevador dentro de duas elegantes cabinas de madeira com acessórios de latão.

História[editar | editar código-fonte]

A estrutura, em estilo neogótico, foi construída na viragem do século XIX para o XX com projeto do engenheiro Raoul Mesnier du Ponsard, que também se responsabilizou por outros similares no país.[1] Contrariando a afirmação popular, não está comprovada a ligação deste engenheiro a Gustave Eiffel. O que se sabe é que tanto Ponsard quanto o arquitecto francês Louis Reynaud aplicaram nestes elevadores algumas das técnicas e materiais já utilizados em França.

As obras ter-se-ão iniciado em 1898 e a sua inauguração ocorreu a 10 de julho de 1902 tendo, à época, sido apelidado de Ascensor Ouro-Carmo. Nos primeiros anos do seu funcionamento era movido a vapor, passando, a 6 de novembro de 1907 a ser acionado por energia elétrica. A diferença de nível entre o piso da estação inferior (Rua de Santa Justa, na Baixa) e o da superior (Rua do Carmo) é de trinta metros.

Em Junho de 1902 ensaiaram-se máquinas e cabines e no mês seguinte, a 10 de Julho, o elevador inaugurou o serviço público. Nesse dia a chuva e a trovoada abateram-se sobre a cidade, mas nem mesmo assim esfriou o entusiasmo e a curiosidade de quantos quiseram experimentar o novo transporte ou apenas admirar o panorama. Era meio dia quando, sob o olhar atento da multidão, se procedeu à experiência definitiva com as cabines transportando para a estação superior grande número de convidados e de representantes da imprensa. Pouco depois chegava o Secretário Geral do Governo Civil, Dr. Alberto Cardoso de Menezes, para presidir à cerimónia a qual teve lugar de imediato. Nessa ocasião, uma banda instalada no terraço do prédio do Conde de Tomar executou o hino nacional enquanto no ar subiam girândolas de foguetes.


Foi considerada uma obra arrojada à época, atendendo ao desnível vencido, aos materiais utilizados e viadutos construídos, que possibilitaram os acessos à estação superior no Carmo. Atualmente constitui-se numa das estruturas mais visitadas na cidade, não apenas por portugueses mas, essencialmente, por turistas estrangeiros que procuram conhecer ambientes do passado (madeira e latão), processos mecânicos de transporte, e as soberbas vistas do piso superior sobre a cidade de Lisboa.

O dramático Incêndio do Chiado, que destruiu alguns dos edifícios daquela zona comercial em 1988, não afetou este elevador.

Características[editar | editar código-fonte]

Construído com o emprego do ferro, encontra-se decorado com rendilhados. O alto da torre, acedido por uma estreita escada em caracol, é ocupado por esplêndidas vistas sobre o Rossio, a Baixa de Lisboa, o Castelo de São Jorge na colina oposta, o rio Tejo e as ruínas da Igreja do Convento do Carmo.

Referências

  1. Octaviano Correia: "Do Pombal ao Bom Jesus de Braga" Jornal da Madeira / Revista Olhar 2007.09.08

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Elevador de Santa Justa
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Elevador de Santa Justa