Elétricos de Lisboa
A rede de elétricos da Carris, empresa de transportes públicos de Lisboa, em Portugal, é composta atualmente por cinco carreiras e percorre um total de 48 km de linhas em bitola de 900 mm, sendo 13 km em faixa reservada. Emprega 165 guarda-freios (condutores de elétricos, funiculares e elevador) e uma frota de 58 veículos (40 históricos “remodelados”, 10 articulados e 8 ligeiros1 ), baseados numa única estação — Santo Amaro.
No seu auge, em finais da década de 1950, a rede de elétricos da Carris tinha um total de 160 km de via (sendo 15 km para manobras nas três estações), e uma frota de 405 carros motorizados e 100 reboques sem motor (alguma da qual de construção própria).2
Índice |
História [editar]
A rede de elétricos da cidade desenvolveu-se a partir das linhas dos chamados “carros americanos”, puxados por cavalos, que se estendiam à época já a Algés, Xabregas, e Benfica. Com a aquisição pela Carris, no início do século XX, dos meios mecanizados sobre carris preexistentes na cidade, a rede foi alargada com a desmontagem e integração dos vários “ascensores” de cabo (Estrela, Graça, e São Sebastião), enquanto que os funiculares (Glória, Bica, e Lavra), foram mantidos sem alterações técnicas (devido à especificidade dos seus percursos, de grande inclinação), funcionado em intermodalidade, tal como o Santa Justa.
Século XX [editar]
Em 1900 instalaram-se novos carris e os cabos aéreos, e construiu-se a “Geradora”, uma central termoelétrica a carvão, que fornecia energia para a operação da rede. Em 1901 era inaugurada a primeira linha, do Cais do Sodré a Algés.3
Em Fevereiro de 1995, a companhia Carris recebeu o primeiro dos 10 elétricos modernos articulados; os primeiros seis veículos foram encomendados pela empresa espanhola CAF, sendo os restantes quatro fabricados pelas Sorefame.4 Nesta altura, planeava-se que os primeiros serviços a serem assegurados por estes veículos ligariam a Praça da Figueira a Algés, passando pelo Palácio de Belém e pelo Mosteiro dos Jerónimos (Carreira 15E), com um intervalo entre composições, em hora de ponta, de 3 minutos.4 Também se previu, para mais tarde, estender os serviços destes veículos até Santa Apolónia e Cruz Quebrada, o que totalizaria cerca de 13 quilómetros.4 Previa-se que, com a sua capacidade, poderiam transportar até cerca de 4000 passageiros por hora, nas horas de ponta.4 Para a entrada dos novos veículos, e permitir maiores velocidades comerciais, a operadora Carris realizou vários trabalhos de modernização e preparação da via, como a substituição de carris, travessas e dos fios aéreos, e introduziu novos sistemas de semáforos; elevou, igualmente, a altura das plataformas, para facilitar o trânsito dos passageiros.4
Rede [editar]
A rede é em bitola reduzida de 900 mm, uma medida invulgar, utilizada em muito poucos sistemas no mundo, sendo Linz uma das poucas cidades com bitola idêntica.5 A alimentação, feita, como habitual neste tipo de transporte, por cabo metálico nu suspenso sobre a via de fiação catenária isolada, é de 600 V em corrente contínua6 .
Carreiras [editar]
As 5 carreiras de elétricos prestam serviço na zona urbana da Carris (Lisboa), mas a carreira 15 sai da cidade de Lisboa e serve a vila de Algés, no concelho de Oeiras.
Carreira 12E Praça da Figueira (Circulação) [editar]
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É uma carreira de carácter local na zona mais Central da cidade de Lisboa, ligando a Baixa (área comercial) aos bairros da Mouraria, Alfama e Castelo. Circulando por São Tomé, permite a ligação rápida entre o Martim Moniz e o Largo das Portas do Sol quando comparado com a carreira 28E que circula pela Graça. Funciona, diariamente, entre as 08:00 e as 20:00, aproximadamente.
Carreira 15E Praça da Figueira ⇄ Algés [editar]
| 15E Praça da Figueira ⇄ Algés | |
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Carreira 18E Alfândega ⇄ Ajuda [editar]
| 18E Alfândega ⇄ Ajuda | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Carreira 25E Alfândega ⇄ Campo de Ourique [editar]
| 25E Alfândega ⇄ Campo de Ourique | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Carreira 28E Martim Moniz ⇄ Campo de Ourique [editar]
| 28E Martim Moniz ⇄ Campo de Ourique | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Frota [editar]
A frota atual (pós-1995) é constituída pelos dez carros elétricos “articulados” (série 500), pelos 40 “remodelados” (série 540) e pelos oito “ligeiros” (série 700), num total de 58 veículos1 . Os “articulados” apenas podem percorrer a linha da carreira 15E, enquanto as restantes séries podem alcançar toda a rede.
Alienação [editar]
A frota atual é bastante reduzida em comparação com épocas anteriores, tal como a rede. Além do número de veículos, muito menor, é de notar a ausência de unidades não-motorizadas (reboques); quase desapareceram igualmente os modelos equipados com lanternim (ou clerestório: zona central elevada do tejadilho, ladeada por uma fiada de pequenas janelas, presente apenas em dois dos carros turísticos), bem como as unidades mais longas, “salões”, que dispunham de dois bogies (com quatro rodas = dois eixos motorizados cada) e de duas varas de contacto — reconhecíveis também pelas suas dez janelas de cada lado, em oposição das seis da restante frota histórica.
Alguns veículos retirados foram doados ou vendidos a outros sistemas para operação (Sintra, Corunha7 , Sóller8 , Colwyn Bay, Elizabeth, Detroit (1974-2003)9 10 11 12 , Aspen13 , Issaquah-Seattle13 , Tucson13 , Whitehorse14 , Mar del Plata, Córdova15 , Kochi16 , Wanganui13 , entre outros). Alguma da frota abatida ao serviço encontra-se nas mão de particulares, nacionais e estrangeiros, musealizada ou integrada em espaços lúdicos ou culturais, em estado de conservação variável17 18 19 20 ; outros sistemas eletrovários históricos fizeram uso ainda de material avulso oriundo de desmontagem de unidades da frota da Carris, nomeadamente no museu de Ferrymead21 e em Sa Pobla22 .
A alienação da frota, ainda que já praticada anteriormente13 23 , foi mais acentuada nos anos 80 e 90, no âmbito da retração da rede e do serviço planeada pela direção da Carris.5 Em 1994, quatro elétricos foram vendidos ao quilo para sucata pela empresa,5 o que suscitou a crítica de entusistas e especialistas, levando esta reação a uma política mais cuidada.
Em 1995, previa-se que os carros elétricos números 73422 , 807 e 332 fossem restaurados e transferidos para os Caminhos de Ferro de Sóller, em Maiorca, Espanha8 ; nos finais de 2001, esta empresa já tinha 4 antigos carros elétricos de Lisboa em funcionamento, tendo mais um sido posteriormente, adicionado.7 Estes veículos receberam os números 20 a 24, e foram adaptados para a bitola de 914 mm.24 Entre 1995 e 1996, foram vendidos veiculos a clientes de seis países (Reino Unido, Estados Unidos, Espanha, Argentina, Países Baixos, e Japão).5
Em finais de 1996, a Carris anunciava 30 veículos disponíveis para venda a preços entre os cem mil e quinhentos mil escudos.5 Com efeito, em 1997 foram colocados à venda, na estação do Arco do Cego, 24 unidades (não remodeladas) a preços oscilando entre cem mil e um milhão de escudos.25 Os compradores incluiam colecionadores e museus estrangeiros, apostados na manutenção e recuperação, mas também interessados em transformar os veículos em equipamento de lazer estacionário.5 25 Aquando desta inciativa, a direcão da Carris colocara parte da frota histórica de reserva para o então ainda futuro Museu da Carris.25
Em Dezembro de 1999, a Compañía de Tranvías de La Coruña, em Espanha, iniciou o processo de compra de um dos carros elétricos de Lisboa; em Dezembro do ano seguinte, foi adquirido o carro número 743, que foi transportado, por via rodoviária, até à cidade espanhola.7 Sofreu, então, várias modificações, como a sua adaptação à bitola métrica, tendo sido apresentado no dia 18 de Julho de 2001, e entrado ao serviço três dias depois, com o número 100.7
Ainda que pontualmente crítica, e sempre atenta, a posição dos entusiastas dos elétricos tradicionais, na pessoa da APAC, foi favorável à ação da Carris durante o período de mais abundante alienação: mais do que lucrar com as vendas, a empresa procurou garantir a boa conservação deste património.5 O elevadíssimo custo adicional do transporte terá de resto afastado muitos interessados, mas mesmo assim já em finais de 1996 a Carris esperava escoar rapidamente todos os seus excedentes.5
Elétricos “remodelados” [editar]
Em 1995-1996 quase toda a frota remanescente (45 veículos, renumerados 541 a 585) foi modernizada, mantendo a traça clássica Brill mas equipada com modernos sistemas de propulsão (Škoda / ALS 2480 LN) e travagem (Knorr). A estes elétricos “remodelados” foi retirada a bidirecionalidade, passando a apresentar o caraterístico farol central apenas numa das extremidades (e farolins de retaguarda vermelhos na outra, bem como indicadores de direção cor-de-laranja em ambas), apenas um posto de comando, à frente (o comando à retaguarda é possível, mas usado apenas em manobra), e bancos não-reversíveis. Foram ainda equipados com sistema dual de contacto com a catenária, dispondo tanto de vara (trolley pole) como de hemipantógrafo, a utilizar complementarmente, erguendo-se um ou outro dispositivo consoante o tipo de intraestrutura aérea (sendo esta porém na sua maior parte passível de ser usada por ambos os sistemas de contacto).
Elétricos “ligeiros” [editar]
Os veículos não remodelados desta forma, mas ainda ao serviço constituem o tipo dos “ligeiros”, renumerados a partir de 700. Mantém-se com a motorização da montagem anterior (1936-1947), apenas com alterações pontuais (estofos, portas inteiras substuindo as de pantógrafo, farolins, et c.); em 2010 estavam ao serviço nove unidades desta série, numeradas 713, 717, 720, 732, 733, 735, 741, 742, e 744.26 Os carros “ligeiros” apenas entram ao serviço quando a disponibilidade dos outros veículos não é suficiente para as necessidades.
Distinguem-se prontamente pela ausência de hemipantógrafo e pelos sinais da bidirecionalidade original mantida: postos de comando em cada extremidade, bancos reversíveis e (especialmente) farol central branco anterior e farolins de retaguarda vermelhos em ambas as extremidades.
Elétricos articulados [editar]
Desenhados pelas empresas Siemens e DÜWAG, na Alemanha, estes veículos são constituídos por 3 unidades articuladas, em caixa de aço inoxidável, totalizando 24 m de comprimento.4 A velocidade máxima é de 70 km/h, sendo os sistemas de travagem do tipo electrodinâmico, com recuperação de energia; os travões são de disco, estimulados de forma electro-hidráulica, e equipados com sistemas anti-patinagem.4 Em vez de trólei, utilizado pelos elétricos tradicionais, este veículo dispõe de um hemi-pantógrafo para captar a rede elétrica.4 Cada veículo detém 4 portas de acesso, cada uma com uma largura de 1,30 metros, com um mecanismo de abertura accionável pelos passageiros, no interior ou no exterior; junto às portas, encontram-se máquinas de bilhetes.4 A altura do piso, no interior, em relação ao solo, é de apenas 30 centímetros, de forma a facilitar o acesso a utentes com dificuldades de locomoção.4 A capacidade máxima é de 210 passageiros por veículo, dos quais 65 sentados.4 Cada elétrico conta com um equipamento de ar condicionado, e com o sistema integrado de informação "Sibas 16" a bordo, para o condutor.4
Estas unidades foram adjudicadas, em 1995, ao Depósito de Santo Amaro.4 Estes veículos são muito semelhantes aos que estavam a ser utilizados, em 1995, na cidade de Valência.4
Elétricos “caixote” [editar]
Os elétricos da Carris tipo “caixote” foram construídos entre 1952 e 1964 nas oficinas da empresa, com base em diversos chassis pre-existentes, e devem o seu nome ao seu perfil de linhas retas. Existiam modelos motorizados e reboques para composições multiplas, em dois tamanhos: de seis e de dez janelas (respetivamente, de truck único e de dois bogies). Menos procurados pelo turismo, foram abatidos ao serviço na década de 1980, subsistindo à vista do público alguns exemplares no Museu da Carris, e o reboque CCFL 173, estacionado na “raquete” de Belém onde serve de quiosque.2 27
Ligações externas [editar]
- Blogue Tlim-tlim Xabregas
- Blogue História das carreiras da Carris: Carreiras de eléctricos
- Fórum “electricos em lisboa / lisbon trams” no SkyScraperCity.COM
- Fórum “Portugal 1979, del 1 Lissabon” em Spårvägssällskapet.SE (em sueco)
- Números de frota da CCFL, incl. veículos abatidos (em russo)
- Documentação de Ernst Kers sobre a rede e frota CCFL (em inglês)
- História dos eléctricos em Lisboa e Mapas e guias da Carris, desde 1950
- Fotos de Alain GAVILLET
- Fotos de Thibault Godin (CCFL, ML, MST)
- Antigo eléctrico 743 de Lisboa, a circular em La Coruña com o número 100
- Antigo eléctrico de Lisboa, a circular nos Caminhos de Ferro de Sóller, com o número 24
- Antigo eléctrico de Lisboa, a circular nos Caminhos de Ferro de Sóller, com o número 22
- Antigo eléctrico de Lisboa, a circular nos Caminhos de Ferro de Sóller, com o número 21
- Antigo eléctrico 530 de Lisboa, musealizado em Duluth
Bibliografia [editar]
- Maria Amélia Lemos ALVES: Lisboa dos Elevadores / Lifts of Lisbon. Câmara Municipal de Lisboa (ISBN 972-8695-12-8).
- João de AZEVEDO: Lisboa, 125 anos sobre carris. (ISBN 972-8490-01-1).
- Marina Tavares DIAS: História do Eléctrico da Carris / The History of the Lisbon Trams. Quimera; Carris: Lisboa, 2001 (ISBN 972-589-066-3).
- Cristina Ferreira GOMES; Neni GLOCK: Eléctricos de Lisboa, Aventuras sobre Carris. Gradiva: Lisboa.
- B. R. KING; J. H. PRICE (1972): The Tramways of Portugal. LRTA: Yately (Reino Unido), 1972 (2.ª ed.).
- B. R. KING; J. H. PRICE (1983): The Tramways of Portugal. LRTA: Yately (Reino Unido), 1983 (3.ª ed.).
- B. R. KING; J. H. PRICE (1997): The Tramways of Portugal. LRTA: Yately (Reino Unido), 1997 (4.ª ed.) (ISBN 0-948106-19-0).
- Eduardo Cintra TORRES: Cem Anos a Ranger nas Calhas : Antologia de textos e fotografias de Lisboa com eléctrico dentro. Assírio & Alvim (ISBN 972-37-0648-2).
Notas
- ↑ a b Frota da Carris, página oficial.
- ↑ a b John Laidlar: “Lisbon Trams, Part Two: Trams of The Past”
- ↑ OLIVEIRA, Fernando Correia de. Folheto Em Lisboa, à descoberta da Ciência e da Tecnologia: vagueando pelas ruas. Pavilhão do Conhecimento Ciência Viva; Câmara Municipal de Lisboa, s.d.
- ↑ a b c d e f g h i j k l m n BRAZÃO, Carlos. (1995). "Nuevos Tranvias para Lisboa" (em Espanhol). Maquetren (35): 108, 109.
- ↑ a b c d e f g h C.C.: “Eléctricos portugueses em museus estrangeiros” Público (Local: Lisboa) (1996.11.18): p.41
- ↑ Der weltweite Markt für Light-Rail-Vehicles : Märkte – Beschaffungen – Hersteller – Trends: 8. SCI Verkehr GmbH: Köln, 2008.09
- ↑ a b c d (Dezembro de 2001) "Noticias" (em Espanhol). Carril (57): 62. Barcelona: Associació d'Amics del Ferrocarril-Barcelona. ISSN 1136-2499.
- ↑ a b MARTÍNEZ, Chema. (1995). "Noticias Maquetren" (em Espanhol). Maquetren (40): 77.
- ↑ [1]
- ↑ APTA Streetcar Heritage Trolley Site: Detroit, MI. American Public Transportation Association. Página visitada em August 15, 2010.
- ↑ Smatlak, John (June 21, 2003). Michigan Streetcar Systems. Railway Preservation Services. Página visitada em July 1, 2010.
- ↑ Bell, John (January 24, 2008). Detroit Downtown Trolley. Página visitada em July 1, 2010.
- ↑ a b c d e Conjunto de seis carros (ex-CCFL 519 a 524) adquiridos para Aspen, Colorado, em 1978; após abandonado o projeto local[2] em 2003, foram adquiridos dois-a-dois para para Tucson (incl. o 524), Issaquah, e Wanganui. Dado o seu estado avançado de degradação, um destes (o “23” = ex-CCFL 523?) permaneceu em Aspen, onde acabou por ser restaurado.
- ↑ Ex-CCFL 531 adaptado para bitola local de 914 mm e alimentado por gerador a reboque circulando desde 2000 como único material motor numa linha mista urbano-rural de cariz turístico, em via única, oriundo do museu de Duluth, onde se mantém o ex-CCFL 530 — ambos adquiridos à Carris em 1978. Carmel ECKER “Whitehorse has a new claim to fame” Whitehorse Star Daily News (2000)
- ↑ Ex-CCFL 350, vendido ao grupo de entusiastas A.A.T.C. em 1998, para operação local em regime turístico; restaurado integralmente em 2008.
- ↑ Ex-CCFL 533 e ex-CCFL 910 (adquiridos em 1990; em circulação entre 1994 e 2009; ex-CCFL 910 exterior recarroçado irreconhecível, mas mantida a libré publicitária; retirado por incompatibilidade com novo sistema de bilhética); cp. 土佐電気鉄道910形電車.
- ↑ O colecionador Paulo Marques é proprietário de sete carros, incl. os ex-CCFL 323, 326, 353, 442, e 615: Rafael Santos: “Férias na cidade V: Restaurante «O Marques», um ícone da cidade” Diário do Tripulante 2009.07.23
- ↑ Ex-CCFL 332 e 333 no Jardim Gago Coutinho, em Oeiras: respetivamente um parque infantil e um bar (até 2009).
- ↑ Electric Trolley Car No. 530 (Lake Superior Railroad Museum, Duluth)
- ↑ O Parque infantil do Alvito, integrado no Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa, tem contado com a presença sucessiva de viaturas da Carris adaptadas: Após muitos anos nesse papel, o CCFL 283 foi restaurado e integrado no Museu da Carris. Os mais recentes foram o ex-CCFL 525 (renumerado "1981"; mais tarde monumentalizado e exposto nas instalações de Miraflores) e o ex-CCFL 731.
- ↑ “Background and history”, visitado em 2013.01.04: «mechanical and electrical equipment had to be obtained from almost every corner of the world»: «Controllers from Melbourne and Lisbon»
- ↑ a b Ex-CCFL 734, vindo de Sóller: truck retido para uso futuro e carroçaria adaptada a reboque rodoviário (fotos de Jörg Seidel e KT4Daniel).
- ↑ Três carros, dois bidirecionais e um atrelado(?), adquiridos por particulares de Portland em 1974, conservados intactos e postos à venda em 2003.
- ↑ El tranvía. Recorrido y estaciones (em Espanhol). Ferrocarril de Sóller. Página visitada em 1 de Janeiro de 2012.
- ↑ a b c “Carris vende eléctricos” Correio da Manhã (1997.01.03): p.7 (artigo ilustrado com foto do CCFL 775).
- ↑ John Laidlar: “Carris: Companhia Carris de Ferro de Lisboa and the Museu da Carris (Carris Transport Museum)” The Luso Pages, for topics of Anglo-Portuguese interest. (Visitado a 2012.07.06.)
- ↑ Rafael SANTOS: ”Eléctrico de Belém está de volta e em breve com café...” Diário do Tripulante (2013.03.25)
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|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Tipologia ↓ | diesel / gasolina | vapor: carvão / óleo |
elétrica (Refer: 25 kV / 50 kHz ou (*) 1500 V; outras redes q.v.) |
← Tracção | ||||||||
| Estado → | em serviço | fora de serviço (ou uso ocasional) | em serviço | Bitola ↓ | ||||||||
| Rede Refer (Notas: A itálico, séries com uso partilhado entre a CP e outras empresas, simult. ou não; a itálico sublinhado, séries usadas exclusivamente por outra empresa.) | ||||||||||||
| automotoras | “592” 0600 0650 | remodelados | M1 0050 0100 0500 0750 | 1001 Z1 | 2000 2050 2080 | remodelados | 2300 2400 3400 3500 4000 | ibérica 1668 mm |
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| 0350← 0450← |
←0300 ←0400 |
2100⎫ 2150⎬ 2200⎭ *3100→ *3200→ |
→2240 →3150* →3250* |
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| 9630 | 9500← |
←9700─╮ 9400←╯ |
ME21 9050 9100 9300 9600 | (não existe tração elétrica na rede ferroviária métrica da Refer) |
métrica 1000 mm |
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| locomotivas | 9000 9020 Lydya |
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| 1200 1400 1500 1520 1900 1930 6000 | 1300 1320 1550 1800 1960 |
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2500 2550 3300* | 2600 2620 4700 5600 | ibérica 1668 mm |
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| locotratoras | 1150 | 1000 1020 1050 1100 | ||||||||||
| Redes locais (excl. sistemas de frota fixa específica, como funiculares e teleféricos) | ||||||||||||
| bondes |
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STCP200 STCP270 STCP280 | padrão 1435 mm |
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| automotoras | ML7 ML79 | ML90 ML95 ML97 ML99 | ||||||||||
| LRVs, articulados | MP000 MP100 C000 | |||||||||||
| CCFL501 | 900 mm | |||||||||||
| bondes |
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CCFL001 CCFL541 CCFL713 | ||||||||||
| (PdV-VdC) | (CCFTNA) (Mira) (TUB) (CFPLER) | (TUB) (SMTUC) | (CSA) | métrica 1000 mm |
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| locomotivas | (Pomarão) | |||||||||||
| (Transpraia) (P.d’El-Rei) | 600 mm | |||||||||||
| (JAPH) N0(JAPPD) | 2140 mm | |||||||||||
| Estado → | em serviço | fora de serviço | em serviço | Bitola ↑ | ||||||||
| Tipologia ↑ | diesel / gasolina | vapor: carvão / óleo |
elétrica | ← Tracção | ||||||||
| Ver também: Lista • Linhas • Empresas • Multimédia | ||||||||||||