Linha do Oeste

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Linha do Oeste
Estação de Caldas da Rainha, em 2007
Comprimento: 215,1 km
Bitola: Bitola larga
Ramais de mercadorias na Estação de Ramalhal.

A Linha do Oeste é um troço ferroviário que liga a estação de Agualva-Cacém, na Linha de Sintra, à estação de Figueira da Foz, em Portugal.

Caracterização[editar | editar código-fonte]

Apresenta um comprimento total de 197,9 km. Encontra-se em funcionamento, tanto para tráfego de passageiros, quanto de mercadorias.

Serviços de passageiros[editar | editar código-fonte]

Inter-regional[editar | editar código-fonte]

Regional[editar | editar código-fonte]

Alguns destes comboios são prolongados a Lisboa (Santa Apolónia, via Concordância de Xabregas).

Urbano[editar | editar código-fonte]

CP-USGL + Soflusa + Fertagus

(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros na Grande Lisboa)
Serviços: BSicon uBHFq.svg Sado (CP+Soflusa)BSicon fBHFq.svg Sintra (CP)
BSicon uexBHFq.svg FertagusBSicon BHFq.svg Azambuja (CP)BSicon BHFq yellow.svg Cascais (CP)


(n) Azambuja 
Unknown route-map component "cd" Head station Unknown route-map component "c" Urban head station
 Praias do Sado-A (u)
(n) Esp. Azambuja 
Unknown route-map component "cd" Station on track Unknown route-map component "c" Urban station on track
 Pç. do Quebedo (u)
(n) V. N. Rainha 
Unknown route-map component "cd" Station on track Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "uBHF-L" Unknown route-map component "uexKBHF-Ra"
 Setúbal (u)
(n) Carregado 
Unknown route-map component "cd" Station on track Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "uBHF-L" Unknown route-map component "uexBHF-R"
 Palmela (u)
(n) Cast. Ribatejo 
Unknown route-map component "vBHF-KBHFa" Unknown route-map component "uBHF-L" Unknown route-map component "uexBHF-R"
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
Unknown route-map component "vBHF" Unknown route-map component "uBHF-L" Unknown route-map component "uexBHF-R"
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
Unknown route-map component "vBHF" Urban station on track Unused straight waterway
 Penteado (a)
(n) Alverca 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdKBHF-La" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Moita (a)
(n) Póvoa 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
Unknown route-map component "fvKBHFa-BHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Unknown route-map component "uTRAJEKT" Unused straight waterway
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban End station Unused straight waterway
 Terreiro do Paço (a)
 
Unknown route-map component "fvSTR" Unknown route-map component "vSTRgl" Transverse terminus from right Unused straight waterway
 Santa Apolónia (n)
(z) Marvila 
Unknown route-map component "fvSTR" Station on track Unknown route-map component "uexBHF"
 Penalva (u)
(z) Chelas 
Unknown route-map component "fvSTR" Station on track Unknown route-map component "uexBHF"
 Coina (u)
 
Unknown route-map component "fvSTR" Unknown route-map component "KRWl" Unknown route-map component "KRW+r" Unknown route-map component "uexBHF"
 Fogueteiro (u)
(z) Roma - Areeiro 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "uexKBHF-Ma" Unknown route-map component "BHF-R" Unknown route-map component "uexBHF"
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "uexBHF-M" Unknown route-map component "BHF-R" Unknown route-map component "uexBHF"
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "uexBHF-M" Unknown route-map component "BHF-R" Unknown route-map component "uexBHF"
 Pragal (u)
 
Unknown route-map component "fvSTR"
Unused waterway turning left + Unknown route-map component "fvSTR+l-"
Unknown route-map component "fSTRq" + Interchange on track
Unused waterway turning right + Unknown route-map component "fSTRlg"
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "d" Straight track Unknown route-map component "fKBHFe"
 Rossio (s)
(s) Sta. Cruz / Damaia 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "d" Straight track Unknown route-map component "KBHFa yellow"
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "d" Straight track Unknown route-map component "BHF yellow"
 Santos (c)
**(z) Alcântara - Terra 
Unknown route-map component "fvSHI1l"
Unknown route-map component "fSHI1c3" + Unknown route-map component "fSHI1+r"
End station + Hub
Unknown route-map component "BHF yellow" + Hub
 Alcântara Mar (c)**
(s) Amadora 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Belém (c)
(s) Queluz - Belas 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Caxias (c)
(s)(o) Cacém 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Paço de Arcos (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
Unknown route-map component "fKBHFe" + Unknown route-map component "fSHI1c1"
Unknown route-map component "fvSHI1+r" Unknown route-map component "BHF yellow"
 S. Amaro (c)
(s) Rio de Mouro 
Unknown route-map component "fvBHF" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Oeiras (c)
(s) Mercês 
Unknown route-map component "fvBHF" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Carcavelos (c)
(s) Algueirão 
Unknown route-map component "fvBHF" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Parede (c)
(s) Portela de Sintra 
Unknown route-map component "fvBHF" Unknown route-map component "BHF yellow"
 S. Pedro (c)
(s) Sintra 
Unknown route-map component "fvKBHFe" Unknown route-map component "BHF yellow"
 S. João (c)
 
Unknown route-map component "BHF yellow"
 Estoril (c)
(c) Cascais 
Unknown route-map component "KBHFl yellow" Unknown route-map component "BHFq yellow" Unknown route-map component "STRrf yellow"
 Monte Estoril (c)

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaisz L.ª Cintura
n L.ª Norteo L.ª Oestes L.ª Sintrau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A (**) vd. Pass. Sup. Alcântara

Fonte: Página oficial, 2013.02
(nomes das estações de acordo com a fonte)

Material circulante[editar | editar código-fonte]

Nesta linha, foram utilizadas as locomotivas das Séries 1500[1] e 1300[2] e as automotoras das Séries 0300 e 0600[3]

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

A primeira ligação ferroviária a servir a Região do Oeste foi o sistema Larmanjat, com duas linhas principais, unindo Lisboa a Sintra e a Torres Vedras; este caminho de ferro terminou em 1873.[4]

Planeamento, construção e inauguração[editar | editar código-fonte]

Em Janeiro de 1880, foi apresentado um contrato no Parlamento, que tinha sido celebrado, naquele mês, com a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses, para a instalação de uma linha entre a Estação de Lisboa-Santa Apolónia e Pombal, servindo as localidades de Caldas da Rainha, São Martinho do Porto, e Marinha Grande; a exploração desta linha beneficiaria de uma garantia de juro de 6%.[4] Este plano foi, no entanto, anulado devido à queda do governo, tendo uma nova proposta sido submetida no Parlamento em 31 de Janeiro de 1882; este documento sugeria a construção de duas linhas, uma delas de Alcântara a Torres Vedras, com um ramal para Sintra e outro para Merceana.[4] A segunda linha continuaria a primeira, a partir de Torres Vedras, até à Figueira da Foz, passando pelas Caldas da Rainha, São Martinho do Porto e Leiria, com um ramal para Alfarelos, aonde se ligaria à Linha do Norte.[4] A primeira parte foi contratada à casa Henry Burnay & C.ª, e a segunda parte foi adjudicada à Companhia Real, sendo o primeiro concorrente forçado a construir ambas as linhas caso a Companhia desistisse deste empreendimento.[4]

A Companhia Real, no entanto, conseguiu que a casa Henry Burnay & C.ª abdicasse do seu contrato, em 9 de Maio de 1883, tendo o trespasse sido oficialmente requerido em 15 de Maio de 1885, e autorizado por um despacho ministerial de 28 de Julho.[4] As obras prosseguiram enquanto decorria este processo, tendo o primeiro troço, entre Alcântara-Terra e Sintra, sido aberto em 2 de Abril de 1887; a linha de Cacém a Torres Vedras entrou ao serviço em 21 de Maio, tendo sido continuada até Leiria em 1 de Agosto, e à Figueira da Foz em 17 de Julho do ano seguinte[4] , que era, desde 1882, uma estação terminal da Linha da Beira Alta.[5] A ligação entre Amieira e Alfarelos foi aberta à exploração em 8 de Junho de 1889[4] , unindo, assim, a Linha do Oeste à Linha do Norte[5] , tendo a Concordância de Alfarelos entrado ao serviço em 25 de Maio de 1891.[4] Considerava-se que a estação inicial desta linha era Alcântara-Terra.[6] Em 1895, foi estabelecida a segunda via entre as estações de Campolide e Cacém.[4]

Em 1888, começaram os serviços de ambulâncias postais na Linha do Oeste, tendo circulado até 1973.[7]

Século XX[editar | editar código-fonte]

Em 1990, foi concluído o projecto de renovação integral da Linha do Oeste, e, em 1993, foi aberto o Ramal do Louriçal[8]

Século XXI[editar | editar código-fonte]

No início do Século XXI, o troço entre Malveira e Torres Vedras foi renovado, tendo este projecto sido entregue à empresa SOMAFEL.[9]

Em 2009 esta linha concentrava 13% do tráfego de mercadorias e 10% das receitas totais da operadora Comboios de Portugal, tendo várias estações, especialmente as de Ramalhal, Outeiro, Pataias e Martingança, se afirmado como entrepostos de mercadorias; os principais produtos transportados eram os cereais, rações, farinhas, produtos de cerâmica, cimentos, pasta de papel e madeiras.[10] No entanto, apesar da sua importância, esta ligação não foi modernizada, o que gerou vários constrangimentos ao tráfego de passageiros e mercadorias, como congestionamentos e problemas de parqueamento, e dificuldades de gestão e manobras do material circulante.[10] Por outro lado, verificou-se, igualmente, uma degradação nos serviços de passageiros, com redução na oferta de comboios, motivada pela falta de procura.[11]

Em Setembro de 2009, a Coligação Democrática Unitária e o Bloco de Esquerda organizaram acções de protesto independentes pela modernização desta ligação ferroviária e das estações, e pela implementação de horários mais coerentes com as necessidades dos passageiros.[12] Nesse mês, o Clube de Entusiastas do caminho-de-ferro realizou uma viagem entre Lisboa e Caldas da Rainha, para defender a modernização desta linha.[13]

Em Janeiro de 2010, foi apresentada uma petição por parte de vários empresários, autarcas e membros de partidos, que procurou alertar para esta situação, exigir uma melhoria na oferta e qualidade dos serviços de passageiros, e recomendar uma série de investimentos, como duplicação e electrificação da via, e correcções no traçado[11] ; a petição foi entregue à Assembleia da República em Outubro do mesmo ano.[6] Em Março, foi criada a Comissão para a Defesa da Linha do Oeste, formada por habitantes dos concelhos do Bombarral, Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche, com o objectivo de defender a requalificação desta linha e melhorar as condições dos serviços de passageiros.[14]

Em Maio, realizou-se, uma viagem cultural entre Torres Vedras e Caldas da Rainha, promovida pela Escola Secundária Henriques Nogueira, de Torres Vedras, no âmbito das comemorações das Linhas de Torres; nesta iniciativa, também lugar a conferência "Comboio e o Ambiente", que pretendeu chamar a atenção para o facto da Linha do Oeste ter desempenhado um papel de dinamização e de união entre as povoações desta região, e promover as potencialidades que poderiam advir da sua modernização.[15] [16] No mês seguinte, decorreu, entre as estações de Vila Meã e Caldas da Rainha, uma visita de estudo por transporte ferroviário, organizado pelo Externato de Vila Meã.[17]

Em Julho, o governo português suspendeu o projecto de modernização para a Linha do Oeste, devido às restrições orçamentais impostas pelo Plano de Estabilidade e Crescimento; o plano de investimentos previa uma verba de 127,7 milhões de euros para utilizar até 2016, dos quais 8,5 milhões seriam investidos ainda em 2010, 40 milhões no ano seguinte, e 48,5 milhões em 2012.[18] Também foi suspensa, na mesma data, a construção da ligação ferroviária entre Caldas da Rainha e Santarém, devido a um estudo da Rede Ferroviária Nacional, que avaliou que este troço não teria viabilidade económica.[18] Nesse mês, a circulação nesta Linha foi interrompida, devido ao deflagrar de um incêndio em Mafra[19] , e, de novo em Agosto, por causa de um incêndio junto a Belas.[20]

Em Setembro, a Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo organizou uma viagem de comboio até à Figueira da Foz para a população sénior da freguesia; este meio de transporte de transporte foi escolhido de forma a alertar para o Estado para a necessidade de modernização da Linha do Oeste.[21]

Em Outubro, o tráfego foi de novo suspenso, após uma colisão entre um veículo automóvel e uma automotora, na Carrasqueira, junto a Malveira, que provocou dois mortos.[22] [23] Nesse mês, estava prevista a entrega, ao governo, de uma petição pela modernização da Linha e pela implementação de melhores serviços; as assinaturas foram recolhidas pela Internet, e em varias campanhas promovidas pelo Bloco de Esquerda.[24]

Em 2011, uma das acções constantes do Plano Estratégico de Transportes era encerrar ao tráfego de passageiros, até 2012, o troço entre Caldas da Rainha e Figueira da Foz; em resposta, em Outubro, a Comissão Política Distrital do Partido Social Democrata de Leiria criticou esta medida, acusando as direcções das empresas Comboios de Portugal e Rede Ferroviária Nacional de má gestão da Linha do Oeste, e reivindicou que o governo fizesse os investimentos previstos nesta ligação.[25] Em Novembro, os sociais-democratas apresentaram uma proposta, para que a exploração da Linha do Oeste fosse comparticipada por instituições municipais e empresariais, ou que fosse concessionada a empresas privadas[26] ; requereram, igualmente, ao estado e às empresas públicas ferroviárias, várias informações, para a realização de um estudo sobre as condições de sustentabilidade da Linha do Oeste.[27] Em Abril, um homem foi mortalmente atropelado por um comboio na Malveira, tendo a circulação sido interrompida durante cerca de uma hora[28] ; no início de Outubro, um camião colidiu com uma composição numa passagem de nível junto à localidade de Jerumelo, provocando sete feridos[29] , e, no dia 17 de Novembro, um outro choque, entre um comboio e um motociclo numa passagem de nível, no concelho de Torres Vedras, fez um morto e interrompeu o trânsito ferroviário por uma hora.[30]

No dia 3 de Fevereiro de 2012, ocorreram várias vigílias, em sete estações da Linha do Oeste, em protesto contra a suspensão dos serviços de passageiros; a acção mais significativa teve lugar na Marinha Grande, quando a linha foi corta durante cerca de 20 minutos, impedindo um comboio de sair da estação.[31] Esta iniciativa, que foi organizada pela Comissão para a Defesa da Linha do Oeste, foi acompanhada de um baixo-assinado, que, naquela altura, já contava contava com mais de 2 mil assinaturas.[31] Um dos objectivos desta acção de protesto foi pedir ao governo para serem tomadas em conta as resoluções da Plataforma para a Defesa da Linha do Oeste, que sustentava, com base num estudo, a viabilidade dos serviços de passageiros.[31] Este documento, entregue ao governo em Março pela Plataforma, afirmava que se podiam reduzir os custos operacionais e aumentar o número de passageiros, através, principalmente, de um redireccionamento dos serviços da Figueira da Foz para Coimbra, e da articulação com a oferta rodoviária; criticava, igualmente, a antiguidade e reduzido conforto do material circulante, e a desadequação da oferta, que apontava como principais factores para os baixos níveis de procura.[32]

Articulação com a Linha de Alta Velocidade Lisboa-Porto[editar | editar código-fonte]

Em 2009, foi aprovado o projecto para uma nova estação em Leiria, que servirá tanto a Linha do Oeste, à qual será ligada por uma variante, como a Linha de Alta Velocidade entre Lisboa e o Porto; o antigo traçado será aproveitado, durante alguns anos, para composições de mercadorias, prevendo-se que será completamente desactivado aquando da construção de um novo terminal de mercadorias por parte da Rede Ferroviária Nacional.[33] [34]

Modernização e ligação a Santarém[editar | editar código-fonte]

Em 2009, foi lançado um projecto de modernização da Linha do Oeste, integrado no Plano de Acção para o Oeste e Lezíria do Tejo; este plano previa a renovação e electrificação da via, a implementação de sinalização electrónica e de telecomunicações e controlo de velocidade por rádio solo-comboio, e a supressão e reclassificação de passagens de nível. Este plano contemplava, igualmente, a construção de uma ligação ferroviária ligando Caldas da Rainha (Linha do Oeste), Rio Maior, e Santarém (Linha do Norte, amarrando em Setil), orçamentada em 37 M€.[35]

Suburbanos - Coimbra
(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros,
na região de Coimbra)

Serviços: BSicon fBHFq.svg em funcionamento
BSicon BHFq black.svg extinto em 2011 • BSicon BHFq.svg extinto em 2004


 
Track turning from left Track turning from right
 
(ʟ) Lobazes 
Station on track Station on track
 Moinhos (ʟ)
(ʟ) Miranda do Corvo 
Station on track Station on track
 Trémoa (ʟ)
(ʟ) Padrão 
Station on track Station on track
 Vale de Açor (ʟ)
(ʟ) Meiral 
Station on track Station on track
 Ceira (ʟ)
(ʟ) Lousã-A 
Station on track Station on track
 Conraria (ʟ)
(ʟ) Lousã 
Station on track Station on track
 Carvalhosas (ʟ)
(ʟ) Prilhão-Casais 
Station on track Station on track
 S. José (Calhabé) (ʟ)
(ʟ) Serpins 
End station
End station + Hub
 Coimbra-Parque (ʟ)
(ʟ) Coimbra 
Unknown route-map component "c"
Unknown route-map component "c" + Hub
Unknown route-map component "c" + Unknown route-map component "dKBHF-La_black"
Unknown route-map component "c"
Unknown route-map component "c" + Unknown route-map component "fdKBHF-Ra"
Unknown route-map component "c" + Unknown route-map component "HUB76"
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "c"
 
 
Unknown route-map component "d"
Unknown route-map component "c" + Unknown route-map component "dSTR_black"
Unknown route-map component "c" + Unknown route-map component "fABZrg"
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "c"
Unknown route-map component "c" + Unknown route-map component "fSTRlg"
Unknown route-map component "d"
 
(ʟ)(n) Coimbra-B 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "dBHF-L_black" Unknown route-map component "fdKBHF-Re" Unknown route-map component "fdSTRc2" Unknown route-map component "fdSTR3"
 
(n) Souselas 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fdSTR+1"
Unknown route-map component "c" + Unknown route-map component "fSTRc4"
Unknown route-map component "c"
 
(f)(n) Pampilhosa 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Bencanta (n)
(f) Mala 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Espadaneira (n)
(f) Silvã-Feiteira 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Casais (n)
(f) Enxofães 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Taveiro (n)
(f) Murtede 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 V. Pouca Campo (n)
(f) Cordinhã 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Amial (n)
(f) Cantanhede 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Pereira (n)
(f) Limede-Cadima 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Formoselha
(f) Casal 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Alfarelos (a)(n)
(f) Arazede 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Montemor (a)
(f) Bebedouro 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Marujal (a)
(f) Liceia 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Verride (a)
(f) Santana-Ferreira 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Reveles (a)
(f) Costeira 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Bif. de Lares (a)(o)
(f) Alhadas 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Lares (o)
(f) Maiorca 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Fontela (o)
 
Unknown route-map component "SHI2l_black"
Unknown route-map component "fBHF" + Unknown route-map component "SHI2c3_black"
 Fontela-A (o)
 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "dKBHF-Le_black" Unknown route-map component "fdKBHF-Re"
 Figueira da Foz (f)(o)

Linhas: a R. Alfarelosf R. Figueira da Foz
ʟ R. Lousãn L. Norteo L. Oeste
Fonte: Diagrama oficial (2001)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006, p. 106
  2. Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006, p. 118
  3. Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006, p. 122
  4. a b c d e f g h i j TORRES, Carlos Manitto. (16 de Janeiro de 1958). "A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário". Gazeta dos Caminhos de Ferro 70 (1682): 61, 62 pp.. Página visitada em 30 de Outubro de 2013.
  5. a b Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006, p. 12
  6. a b Linha do Oeste (PSD/DISTRITAL LEIRIA). Gazeta das Caldas (15 de Outubro de 2010). Página visitada em 16 de Novembro de 2010.
  7. Martins et al, 1996:54
  8. Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006, p. 150
  9. CONCEIÇÃO, Marcos A.. (2001). "Caminhos de Ferro Portugueses: Cambios en la Tracción" (em Espanhol). Maquetren 10 (100): 75 pp.. Madrid: Revistas Profesionales.
  10. a b CIPRIANO, Carlos (28 de Agosto de 2009). Linha do Oeste representa quase 13% das mercadorias transportadas pela CP Carga. Gazeta das Caldas.
  11. a b Petição reclama requalificação da linha ferroviária do Oeste. Destak (26 de Janeiro de 2010). Página visitada em 16 de Novembro de 2010.
  12. CDU faz protesto de comboio. Jornal das Caldas (23 de Setembro de 2009). Página visitada em 16 de Novembro de 2010.
  13. BARROSO, Carlos (30 de Setembro de 2009). Entusiastas do caminho-de-ferro em defesa da Linha do Oeste. Jornal das Caldas. Página visitada em 7 de Abril de 2012.
  14. FERREIRA, Fátima (19 de Março de 2010). Comissão da Linha do Oeste vai bater-se pela sua modernização. Expresso. Página visitada em 7 de Abril de 2012.
  15. NARCISO, Natacha (30 de Abril de 2010). Uma viagem cultural de comboio entre Torres Vedras e Caldas da Rainha. Expresso / Gazeta das Caldas. Página visitada em 7 de Abril de 2012.
  16. NARCISO, Natacha (25 de Fevereiro de 2010). Uma viagem cultural de comboio entre Torres. Expresso. Página visitada em 16 de Novembro de 2010.
  17. CIPRIANO, Carlos; NARCISO, Natacha (11 de Junho de 2010). Visita de estudo em comboio trouxe mil alunos e professores de Vila Meã às Caldas da Rainha. Gazeta das Caldas. Página visitada em 16 de Novembro de 2010.
  18. a b CIPRIANO, Carlos; FERREIRA, Fátima (9 de Julho de 2010). Governo suspende modernização da linha do Oeste por causa da crise. Expresso. Página visitada em 16 de Novembro de 2010.
  19. Incêndio em Mafra corta linha ferroviária. A Bola (15 de Julho de 2010). Página visitada em 16 de Novembro de 2010.
  20. Incêndio de Belas cortou linha do Oeste. Rádio Televisão Portuguesa (25 de Agosto de 2010). Página visitada em 16 de Novembro de 2010.
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. [S.l.]: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A., 2006. 238 pp. ISBN 989-619-078-X
  • MARTINS, João Paulo, BRION, Madalena, SOUSA, Miguel de, LEVY, Maurício, AMORIM, Óscar. O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. [S.l.]: Caminhos de Ferro Portugueses, 1996. 446 pp.
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