Caldas da Rainha

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Caldas da Rainha
Brasão de Caldas da Rainha Bandeira de Caldas da Rainha
Brasão Bandeira
Caldas da Rainha Pavilhões do Parque.jpg
Pavilhões do Parque do Hospital Termal
Localização de Caldas da Rainha
Gentílico Caldense
Área 255,69 km2
População 51 729 hab. (2011)
Densidade populacional 202,31 hab./km2
N.º de freguesias 12
Presidente da
Câmara Municipal
Fernando Tinta Ferreira (PSD)
Mandato 2013-
Fundação do município
(ou foral)
1511
Região (NUTS II) Centro
Sub-região (NUTS III) Oeste
Distrito Leiria
Antiga província Estremadura
Orago Nossa Senhora do Pópulo
Feriado municipal 15 de Maio (Fundação da Cidade)
Código postal 2500 Caldas da Rainha
Sítio oficial www.cm-caldas-rainha.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Caldas da Rainha DmTE é uma cidade portuguesa com cerca de 27 000 habitantes,[1] pertencente à sub-região do Oeste, região Centro, e integrando a Região de Turismo do Oeste.

É sede de um município com 255,69 km² de área[2] e 51 729 habitantes (2011),[3] [4] subdividido em 12 freguesias.[5] O município é limitado a nordeste pelo município de Alcobaça, a leste por Rio Maior, a sul pelo Cadaval, a oeste pelo Bombarral e por Óbidos e a noroeste pelo Oceano Atlântico.


Na Praça da República (conhecida popularmente como "Praça da Fruta") realiza-se todos os dias, da parte da manhã, ao ar livre, o único mercado diário horto-frutícola do país, praticamente inalterável desde o final do século XIX.

Ainda hoje, a cidade das Caldas da Rainha mantém como armas, o brasão da Rainha D. Leonor, ladeado à esquerda pelo seu próprio emblema (o camaroeiro) e à direita pelo emblema de D. João II (o pelicano). Ao manter estas armas, a cidade é das poucas povoações do país a possuir um brasão anterior à normalização da heráldica municipal levada a cabo em meados do século XX.[6]

História[editar | editar código-fonte]

Edifício em estilo Arte Nova.

A história da cidade está intimamente ligada aos seus recursos hidro-termais.

Acredita-se que, em 1484, durante uma viagem de Óbidos à Batalha, a rainha D. Leonor, esposa de João II de Portugal, e a sua corte, tenham passado por um local onde várias pessoas do povo se banhavam em águas de odor intenso. Fazendo alto, a rainha indagou-lhes por que razão o faziam, uma vez que, naquele tempo, o banho não era comum, muito menos em águas de odor tão acentuado, sendo-lhe respondido que eram doentes, e que aquelas águas possuíam poderes curativos. A rainha quis comprovar a veracidade da informação e banhou-se também naquelas águas, de vez que também ela era doente (não existe unanimidade entre os autores com relação à natureza do mal: alguns autores afirmam que a rainha padecia de uma úlcera no peito, outros, problemas de pele, e outros ainda, que tinha apenas uma ferida no braço). De qualquer modo, de acordo com a lenda, a soberana curou-se e, no ano seguinte, determinou erguer naquele lugar um hospital termal para atender todos aqueles que nele se quisessem tratar.

Para apoiá-lo, a rainha fundou uma pequena povoação com 30 moradores, dando-lhes benefícios como não terem de pagar os seguintes impostos: jugada (antigo tributo que recaía em terras lavradias), oitavos, siza e portagem, privilégios que também se estendiam aos mercadores que viessem de fora para comprar ou vender.

O desenvolvimento das Caldas da Rainha iniciou-se com Afonso VI de Portugal, que fez reconstruir e ampliar o hospital. Durante treze anos, até ao fim da sua vida, ele, a família real e a corte usufruíram anualmente das águas termais, o que permitiu à vila desenvolver-se.

Caldas da Rainha atingiu o estatuto de vila em 1511. Apesar do desenvolvimento e prosperidade que conheceu na passagem da Idade Média para a Idade Moderna, o Concelho das Caldas da Rainha foi criado apenas em 1821.

Foi durante o século XIX que a vila conheceu o seu maior esplendor, com a moda das estâncias termais, passando a ser frequentada pelas classes mais abastadas que aqui buscavam as águas sulfurosas para tratamentos.

Complementarmente, a abundância de argila na região, permitiu que se desenvolvessem numerosas fábricas de cerâmica, que converteram a então vila num dos principais centros produtores do país, com destaque para as criações de Rafael Bordalo Pinheiro iniciadas na Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, entre 1884 e 1907.

O crescimento demográfico vivido no século XIX prosseguiu no século XX, com a elevação da vila à categoria de cidade em 1927. Ao longo do tempo, outras artes além da cerâmica aqui prosperaram, como a pintura e a escultura, fazendo das Caldas da Rainha um centro de artes plásticas, onde se destacaram nomes como os de José Malhoa, António Duarte e João Fragoso.

A 26 de Abril de 1919 foram feitas Dama da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.[7]

O malogrado "Levantamento das Caldas", em 16 de Março de 1974, foi precursor da Revolução dos Cravos.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Freguesias[editar | editar código-fonte]

Freguesias do concelho das Caldas da Rainha.

O concelho das Caldas da Rainha está dividido em 12 freguesias:

Demografia[editar | editar código-fonte]

População do concelho das Caldas da Rainha (1801 – 2011)
1801 1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2011
1 470 8 486 20 971 29 207 37 430 41 018 43 205 48 846 51 729

Política[editar | editar código-fonte]

Câmara Municipal[editar | editar código-fonte]

Antiga Casa da Câmara, construída no século XVIII.

Os membros da Câmara Municipal são os seguintes:

  • Presidente: Tinta Ferreira (PSD)
  • Membros (Partido):
    • Maria da Conceição Feliciano Antunes Bretts Jardim Pereira (PSD)
    • Hugo Patrício Martinho de Oliveira (PSD)
    • Alberto Pereira (PSD)
    • Jorge Manuel Santos Sobral (PS)
    • Rui José Antunes da Cunha Simões Correia (PS)
    • Manuel Fialho Isaac (CDS/PP)

Assembleia Municipal[editar | editar código-fonte]

Os membros da Assembleia Municipal são os seguintes:

  • Daniel Miguel Rebelo
  • Filomena Maria Marques Seabra Rodrigues
  • José Luís de Carvalho Lalanda Ribeiro
  • Luís Manuel Pereira Monteiro Ribeiro
  • Maria Susana Morais da Costa
  • Pedro Miguel de Oliveira Marques
  • Vitor Manoel Marques Fernandes
  • Vasco cruz Antunes Oliveira
  • Tania filipa Borges Galeão
  • Antonio Cipriano da Silva
  • Luis Miguel Rodrigues Braz Gil
  • João Miguel Nazaré Dinis
  • Paulo Jorge Espirito Santos
  • Emanuel Ferreira Rocha Pontes
  • Edgar Nunes Ximenes Henriques
  • Maria Luisa Barros Barbosa
  • Maria Conceição Quirino Paramos de Carvalho
  • Jaime Manuel Rodrigues Neto
  • José Carlos Mateus Abegão
  • Pedro Antonio Assunção Seixas
  • Manuel Mendes Nunes

Presidentes das Juntas de Freguesia:

  • A-dos-Francos: António Manuel Rosa Monteiro (PSD)
  • Alvorninha: Avelino Custodio (PSD)
  • Carvalhal Benfeito: Maria João dos Santos Ribeiro Querido (PSD)
  • Foz do Arelho: Fernando Luis Santos Sousa (MVC)
  • Landal: António José Carvalho de Almeida (PSD)
  • Nadadouro: Maria Alice Roberto Gesteiro Pedro (PSD)
  • União de Freguesias Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregorio: Victor Manuel Calisto Marques (PSD)
  • Salir de Matos: Rui Manuel Ribeiro Jacinto (PSD)
  • Santa Catarina: Rui Miguel Norte Rocha (CDS/PP)
  • União de freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro: Abílio Maria Camacho (PSD)
  • União de Freguesias de Tornada e Salir do Porto: Henrique José Teresa (PSD)
  • Vidais: Virgílio Caetano Filipe (PSD)

Cultura[editar | editar código-fonte]

Museus[editar | editar código-fonte]

Museu de José Malhoa.

Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha[editar | editar código-fonte]

Centro Cultural e Congressos Caldas da Rainha.

O Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Rainha é uma infra-estrutura destinada à realização de eventos culturais e de congressos.

Arquitetura religiosa[editar | editar código-fonte]

Igreja de N. Sra. do Pópulo: campanário.

Cerâmica[editar | editar código-fonte]

Placa de identificação de arruamento (Largo Rainha D. Leonor) em louça das Caldas.

A atividade desenvolveu-se historicamente na região a partir dos solos ricos em argila, o que é indicado, por exemplo, na toponímia Bombarral, onde "barral" (ou "barreiro") designa um local de onde se tira barro.

A primeira fase da cerâmica Caldense iniciou-se na década de 1820, com a produção de D. Maria dos Cacos, caracterizada pela monocromia verde-cobre ou castanho-manganês de peças de tipo utilitário (funcionalista) de gosto popular. Um segundo momento é marcado, em meados do século, pela renovação introduzida por Manuel Cipriano Gomes Mafra, mais tarde conduzida ao seu ápice por Rafael Bordalo Pinheiro e discípulos seus, como por exemplo Francisco Elias.

As peças produzidas a partir de então caracterizam-se pela profusão de modelos formais, assim como por uma diversificada abordagem de temas decorativos. Os principais tipos da chamada "louça das Caldas" são:

  • Utilitária

A louça caricatural originariamente apresentava profissões (padres, pescadores, agricultores) estereotipadas de maneira sarcástica e depreciativa. Atualmente as figuras representam políticos ou celebridades, embora a mais popular tradicionalmente seja, sem dúvida, a do "Zé Povinho". Este personagem, criado por Rafael Bordalo Pinheiro para "A Lanterna Mágica", afirmou-se desde a sua criação como estereótipo, sendo utilizado como símbolo de Portugal e do povo português.

Bordados[editar | editar código-fonte]

Os bordados tradicionais das Caldas da Rainha eram feitos em sua origem com fios de linho tingidos por processos artesanais. Pensa-se terem origem em Espanha, e coloca-se ainda a possibilidade dos temas residirem nos quadros de naturezas-mortas da pintora seiscentista Josefa de Óbidos.

Atualmente empregam fio de linho de canela, sendo a simetria a sua marca. Aplicados em toalhas e colchas, os motivos são tão diversos como "aranhiços", espirais, ângulos e corações. Os pontos usados nos bordados podem ser:

  • caseados
  • formiga
  • pé de galo
  • recorte
  • ilhós
  • grilhão
  • espiga

E os recortes podem ser:

  • espaçados; ou
  • desencontrados

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

A cidade destaca-se na doçaria, representada pelas trouxas de ovos, as cavacas, as lampreias de ovos e os beijinhos.

Eventos[editar | editar código-fonte]

Anualmente sucedem-se diversos eventos, entre os quais destacam-se:

Desporto[editar | editar código-fonte]

Durante longos anos Caldas da Rainha foi uma cidade mais virada para o Futebol, contudo muito devido aos resultados mais recentes nas mais variadas modalidades, a cidade tem vindo a sofrer uma dispersão de gostos pelo que neste momento vingam várias modalidades como é o exemplo do Futsal, do Atletismo e do Voleibol recentemente promovidas a modalidades de topo na cidade. O histórico Caldas Sport Clube não caiu no esquecimento sendo ainda o clube de maior expressão no concelho, contudo o número de particantes nas camadas de formação das modalidades tem vindo a aumentar substencialmente levando a cabo uma generalização dos gostos desportivos na cidade.

Andebol[editar | editar código-fonte]

Clubes[editar | editar código-fonte]

Atletismo[editar | editar código-fonte]

Clubes[editar | editar código-fonte]
Figuras[editar | editar código-fonte]

Futebol[editar | editar código-fonte]

Clubes[editar | editar código-fonte]
Figuras[editar | editar código-fonte]

Zé Simões (Ex-Jogador e actual treinador do Caldas Sport Club)

Futsal[editar | editar código-fonte]

Clubes[editar | editar código-fonte]
Figuras[editar | editar código-fonte]

Hóquei[editar | editar código-fonte]

Clubes[editar | editar código-fonte]

Voleibol[editar | editar código-fonte]

Clubes[editar | editar código-fonte]
Figuras[editar | editar código-fonte]

João Santos (Jogador e atual professor no Instituto Educativo do Juncal)

Ténis de Mesa

Clubes

  • Sporting Clube das Caldas

Figuras

  • Gabriel Fernandes (ex-jogador Internacional)

Infra-estrutura[editar | editar código-fonte]

Espaços públicos[editar | editar código-fonte]

Parque D. Carlos I.
Mata Rainha D. Leonor.
Praça de Toiros.

Escolas[editar | editar código-fonte]

As Caldas da Rainha contam com um variado leque de estabelecimentos de ensino básico e secundário - públicos e privados - entre os quais destacam-se:

  • a EBI de Santo Onofre;
  • a EB 2, 3 D. João II;
  • a ES Rafael Bordalo Pinheiro;
  • a ES Raúl Proença;
  • o Colégio Rainha Dona Leonor;
  • a Infancoop - Cooperativa de Pais Trabalhadores para Apoio à Infância.

No âmbito do ensino superior destacam-se:

Quanto ao ensino profissional, assinalam-se:

Transportes[editar | editar código-fonte]

Autocarros[editar | editar código-fonte]

A cidade é servida por diversas carreiras, nas modalidades Expresso, Rápidas e Inter-Urbanas. A nível municipal, a população é atendida pelo TOMA (uma alusão ao manguito do Zé Povinho), projeto atendido por três autocarros de 29 lugares que percorrem três rotas distintas - a verde, a laranja e a azul- dentro da cidade.

Comboio[editar | editar código-fonte]

Comboio Regional na Estação das Caldas partindo para Lisboa.

Caldas da Rainha dispõe de uma estação ferroviária integrada na Linha do Oeste: A linha segue para Lisboa a sul e para a Figueira da Foz a norte. As ligações de passageiros, de tipo Regional e InterRegional, da CP, são efetuadas por automotoras do tipo 0450; o tempo de viagem entre Caldas e Lisboa é de duas horas.[carece de fontes?]

Estradas[editar | editar código-fonte]

Caldas da Rainha é servida por uma excelente rede viária:

Caldenses notáveis[editar | editar código-fonte]

Geminações[editar | editar código-fonte]

O concelho de Caldas da Rainha é geminado com as seguintes cidades:[8]

Notas

  1. INE. Anuário Estatístico da Região Centro 2012. Lisboa: Instituto Nacional de Estatística, 2013. p. 33. ISBN 978-989-25-0217-5. ISSN 0872-5055. Visitado em 05/05/2014.
  2. Instituto Geográfico Português (2013). Áreas das freguesias, municípios e distritos/ilhas da CAOP 2013 (XLS-ZIP) Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013 Direção-Geral do Território. Visitado em 28/11/2013.
  3. INE. Censos 2011 Resultados Definitivos – Região Centro. Lisboa: Instituto Nacional de Estatística, 2012. p. 117. ISBN 978-989-25-0184-0. ISSN 0872-6493. Visitado em 27/07/2013.
  4. INE (2012). Quadros de apuramento por freguesia (XLSX-ZIP) Censos 2011 (resultados definitivos) Instituto Nacional de Estatística. Visitado em 27/07/2013. "Tabelas anexas à publicação oficial; informação no separador "Q101_CENTRO""
  5. Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro: Reorganização administrativa do território das freguesias. Anexo I. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Suplemento, de 28/01/2013.
  6. http://www.oesteonline.pt/noticias/noticia.asp?nid=19496 - página do jornal online da região Oeste, visitada a 07/08/09
  7. Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas Presidência da República Portuguesa. Visitado em 2014-10-22. "Resultado da busca de "Cidade de Caldas da Rainha"."
  8. http://www.anmp.pt/anmp/pro/mun1/gem101l0.php?cod_ent=M2500

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Caldas da Rainha


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