Raúl Proença
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Raúl Sangreman Proença (Caldas da Rainha, 10 de Maio de 1884 — Porto, 20 de Maio de 1941), mais conhecido por Raúl Proença, foi um escritor, jornalista e intelectual português, membro do grupo que fundou a revista Seara Nova.
Formado em Ciências Económicas e Financeiras pelo Instituto Industrial e Comercial de Lisboa, de pensamento multifacetado, definiu-se filosoficamente como idealista e realista, defensor do socialismo democrático no seio de um regime parlamentarista.
Afirmou-se como figura cimeira do pensamento político português no primeiro quartel do século XX, marcando decisivamente a intervenção cívica durante a Primeira República Portuguesa, cujos vícios generalizados e corrupção criticou duramente.
Integrou, para além da Renascença Portuguesa, o grupo fundador da Seara Nova (1921) e o chamado grupo da Biblioteca Nacional (1919-1926). Trabalhou como bibliotecário, ascendendo a chefe dos serviços técnicos da Biblioteca Nacional de Lisboa, da qual era funcionário desde 1911, tendo ali colaborado directamente com Jaime Cortesão quando este dirigiu a instituição.
Combateu o sidonismo (1918) e a Ditadura Militar (1926), que em 1927 o condenou ao exílio em Paris.
Regressou a Portugal em 1932, já acometido da grave doença mental que o levaria ao internamento no Hospital Conde de Ferreira, onde faleceu vítima de febre tifóide.

