Figueiró dos Vinhos

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Figueiró dos Vinhos
Brasão de Figueiró dos Vinhos Bandeira de Figueiró dos Vinhos
Brasão Bandeira
Localização de Figueiró dos Vinhos
Gentílico Figueiroense
Área 173,44 km²
População 6 169 hab. (2011)
Densidade populacional 35,57 hab./km²
N.º de freguesias 4
Presidente da
Câmara Municipal
Jorge Abreu (PS)
Fundação do município
(ou foral)
1204
Região (NUTS II) Centro
Sub-região (NUTS III) Pinhal Interior Norte
Distrito Leiria
Antiga província Beira Litoral
Orago São João Baptista
Feriado municipal 24 de junho
Código postal 3260
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Figueiró dos Vinhos é uma vila portuguesa no Distrito de Leiria, região Centro e sub-região do Pinhal Interior Norte, com menos de 2 000[1] habitantes.

É sede de um município com 173,44 km² de área[2] e 6 169 habitantes (2011),[3] [4] subdividido em 4 freguesias.[5] O município é limitado a norte pelo município da Lousã, a leste por Castanheira de Pera e Pedrógão Grande, a sueste pela Sertã, a sul por Ferreira do Zêzere, a oeste por Alvaiázere, Ansião e Penela e a noroeste por Miranda do Corvo.

Figueiró dos Vinhos, concelho com oitocentos anos de História, revela ao longo dos seus 173,57 Km2 de extensão, uma enorme variedade de paisagens, com cambiantes assinaláveis ao longo dos 365 dias do ano e através das 24 horas do dia. Do verde da Serra ao azul da Ribeira de Alge e do Rio Zêzere é possível contemplar os impressionantes monumentos com que a Natureza e a História contemplaram o espaço figueiroense e desfrutar do ar puro e de uma luz única que encantou o Mestre José Malhoa. Detentor de um património natural, cultural, construído e etnográfico de grande riqueza, que concilia com uma gastronomia tradicional de grande variedade, Figueiró dos Vinhos, designado por Malhoa como «Sintra do Norte», elevado a «Estância de Turismo», na década de 30 do século XX e declarado «Vila Florida da Europa» em 1998, - tem conhecido nos últimos anos um processo de desenvolvimento sustentado, traduzido na resolução das necessidades básicas e na construção de equipamentos sociais de referência, em respeito pela preservação ambiental e pelas tradições, que se reflecte na continuada melhoria da qualidade de vida das populações, permitindo receber com distinção quem visita o seu concelho.

Demografia[editar | editar código-fonte]

População do concelho de Figueiró dos Vinhos (1801 – 2011)
1801 1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2011
2 430 5 068 9 702 10 699 11 545 8 754 8 012 7 352 6 169

Freguesias[editar | editar código-fonte]

Freguesias do concelho de Figueiró dos Vinhos.

O concelho de Figueiró dos Vinhos está dividido em 4 freguesias:

História[editar | editar código-fonte]

O concelho recebeu foral do infante Dom Pedro Afonso, filho de Dom Afonso Henriques, em 1204. No seu auge era denominada pela "Sintra de norte"

Remontam à Idade do Bronze Final os primeiros vestígios de ocupação humana do território pertencente ao concelho de Figueiró dos Vinhos, documentado no referenciado Castro da Serra do Castelo, espaço que conheceu igualmente os efeitos da Romanização e da presença islâmica. É no século XII que encontramos as primeiras fontes escritas com referência ao território figueiroense, primeiro com o registo da Doação da Herdade do Pedrógão em 1135 e mais tarde com a concessão por D. Pedro Afonso, filho natural de D. Afonso Henriques, de Carta de Foral aos Concelhos de Arega (1201) e Figueiró (1204), sendo estes dos Concelhos mais antigos do país. Com o advento da Época Moderna Figueiró reforça a sua importância com a renovação da Carta de Foral em 16 de Abril de 1514 por D. Manuel I, atingindo uma apreciável prosperidade económica, evidenciada no incremento urbano da Vila, visível nos edifícios do Centro Histórico, donde se destaca a construção da Torre Comarcã erigida em 1506, testemunha simbólica da confirmação do poder concelhio, que coabitou com as formas prevalecentes do Poder Senhorial. O Século XVII assinala épocas de desenvolvimento local com a construção dos Conventos de Nossa Senhora da Consolação e de Nossa Senhora do Carmo, e com a exploração, mineração e transformação do ferro nos Engenhos da Machuca e na Fábrica da Foz de Alge. Com a afirmação do Liberalismo e o fim do Antigo Regime, verificam-se no espaço figueiroense alterações substanciais de ordem política e social. Foram várias as mutações registadas a nível administrativo variando a fixação da Sede de Comarca e a configuração do Concelho durante os Consulados de Mouzinho da Silveira, Passos Manuel, Costa Cabral e João Franco, havendo ainda a registar a ocorrência de tumultos populares contra os impostos em 1864. Com o início do século XX, o Concelho ganha uma notoriedade nacional até aí inesperada, beneficiando da ligação de algumas personalidades do Mundo das Belas Artes a Figueiró dos Vinhos, no advento do Naturalismo. Os pintores José Malhoa e Henrique Pinto e os escultores Simões de Almeida, Tio e Sobrinho, tornaram esta região o arquétipo daquela corrente artística, criando o espírito da «Escola Naturalista de Figueiró» onde sobressai a temática paisagística rural e sentimental.

A implantação do regime republicano em 1910 trouxe ao espaço político local a tensão política e social que caracterizaram o republicanismo retardando o desenvolvimento do concelho. Daí que entre 1928 e 1948 em pleno período de vigência do Estado Novo, Figueiró dos Vinhos, tenha conhecido um período de progresso assinalável com a definição de um plano de intervenção de melhoramentos materiais e da aposta no Turismo, processo interrompido nos anos 60 e 70 em que o concelho assiste a uma enorme «sangria» humana sem retorno. O processo de Democratização e Europeização do País abriu ao concelho de Figueiró dos Vinhos uma possibilidade de desenvolvimento sustentado, ainda hoje prosseguida, que aliou o desenvolvimento económico, à promoção de políticas sociais consistentes, aos níveis da Educação, Saúde e Acção Social, traduzida na realização profissional, desportiva e cultural da população, aumentando os níveis e indicadores de qualidade de vida e bem-estar.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Locais Turísticos[editar | editar código-fonte]

Monumentos[editar | editar código-fonte]

Fábrica de pão de ló de Figueiró dos Vinhos

De entre os monumentos e locais a visitar em Figueiró dos Vinhos, destacam-se os seguintes:

  • Igreja de São João Baptista
  • Torre da Cadeia
  • Convento de Nossa Senhora do Carmo
  • O Casulo - Casa de Malhoa.
  • Cruz de ferro
  • futuramente o museu dedicado ao pintor Malhoa
  • Aldeias de Xisto - Casal de S. Simão
  • O Jardim municipal influenciado pelo jardim francês,também conhecido por jardim clássico
  • Fabrica do Pão de Ló
  • Foz de Alge

Locais de Interesse[editar | editar código-fonte]

  • Centro de Artesanato de Figueiró dos Vinhos, um espaço criado para preservar as artes tradicionais do concelho, através da divulgação e promoção das mesmas. Possibilitando aos artesãos lá expor as suas obras para venda. Este espaço abriga uma as areas de cestaria, olaria, pintura, entre outras.
  • Loja do Artesão, criada no âmbito do Projecto “PROGRIDE – Figueiró, Construir Para a Inclusão”.Foi Inaugurada em Abril de 2009 a Loja do Artesão, numa das bancas do Mercado Municipal(quartas-feiras e sabados). Pode se encontrar neste espaço uma diversa colectânea de obras do artesanato Figueiró dos Vinhos.
  • Clube Figueiroense,principal palco cultural da vila, lá se realizam exposições e peças de teatro.
  • Estádio Municipal Afonso Lacerda, onde se realizam os jogos do clube de futebol local.
  • Pavilhão Gimnodesportivo,instalações desportivas equipadas para a realização de eventos variados.
  • Campos de Ténis de Figueiró dos Vinhos,localizado no cabeço do peão e rodeado por uma vasta flora mediterrânea.
  • Parque Radical, localizado perto do estadio
  • Centro Hípico
  • Clube Náutico

Festas e Romarias[editar | editar código-fonte]

Das festas anuais, destacam-se as Festas do Concelho, em honra de S. João Batista, o Santo Padroeiro, que decorrem em torno do dia 24 de Junho, fazendo parte do conjunto das festividades a realização de espectáculos musicais, manifestações culturais, desportivas e de cariz popular. Nos dias 26, 27 e 28 de Julho, realiza-se a Feira de S. Pantaleão, feira anual que se estende pela Vila num diversificado e popular conjunto de feirantes e tendeiros que mantêm viva a tradição de há longos anos. Do calendário anual fazem também parte integrante os festejos carnavalescos e a Feira de Doçaria Conventual de Figueiró dos Vinhos, na qual participam doceiros de todo o país que se juntam no Convento do Carmo no final do Mês de Outubro. Um pouco por todo concelho, são frequentes as festas populares com que os lugares honram o seu santo de devoção, durante todo o ano, principalmente durante os meses de Verão.

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

  • Doçaria Regional

Figueiró dos Vinhos orgulha-se de ter grande tradição na doçaria conventual. Os doces ricos em ovos e amêndoa, como as castanhas doces, pingos de tocha e queijinhos do céu, nunca esquecidos, biscoitos de manteiga, broinhas de casamento complementam a fama do Pão-de-Ló de características muito próprias, doçaria que conserva ainda hoje as receitas originais deixadas pelas freiras que permaneceram neste concelho até ao século XIX.


  • Sabores Tradicionais

As águas límpidas da Ribeira de Alge e do Rio Zêzere, que correm em todo o concelho proporcionam a existência de algumas espécies de peixe como o Achigã, Boga, Carpa, Barbo e as trutas, que permitem variadas confecções gastronómicas, para além de cada restaurante apresentar nas suas ementas pratos tradicionais de borrego e cabrito.

A produção de mel serrano, enquadrado na Região Demarcada da Serra da Lousã (Denominação de Origem Protegida) e a doçaria conventual rematam a riqueza da gastronomia figueiroense que apresenta singularidades incontornáveis no contexto regional.

Geminações[editar | editar código-fonte]

O concelho de Figueiró dos Vinhos é geminado com as seguintes cidades:[6]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. INE. Anuário Estatístico da Região Centro 2012. Lisboa: Instituto Nacional de Estatística, 2013. p. 30. ISBN 978-989-25-0217-5. ISSN 0872-5055. Visitado em 05/05/2014.
  2. Instituto Geográfico Português (2013). Áreas das freguesias, municípios e distritos/ilhas da CAOP 2013 (XLS-ZIP) Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013 Direção-Geral do Território. Visitado em 28/11/2013.
  3. INE. Censos 2011 Resultados Definitivos – Região Centro. Lisboa: Instituto Nacional de Estatística, 2012. p. 103. ISBN 978-989-25-0184-0. ISSN 0872-6493. Visitado em 27/07/2013.
  4. INE (2012). Quadros de apuramento por freguesia (XLSX-ZIP) Censos 2011 (resultados definitivos) Instituto Nacional de Estatística. Visitado em 27/07/2013. "Tabelas anexas à publicação oficial; informação no separador "Q101_CENTRO""
  5. Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro: Reorganização administrativa do território das freguesias. Anexo I. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Suplemento, de 28/01/2013.
  6. http://www.anmp.pt/anmp/pro/mun1/gem101l0.php?cod_ent=M3260


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