Penafiel

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Penafiel
Brasão de Penafiel Bandeira de Penafiel
Brasão Bandeira
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Localização de Penafiel
Gentílico Penafidelense; Penafielense (raro); Albardeiro (raro)
Área 212,82 km²
População 72 265 hab. (2011)
Densidade populacional 339,56 hab./km²
N.º de freguesias 38
Presidente da
Câmara Municipal
Alberto Santos
Fundação do município
(ou foral)
1519
Região (NUTS II) Norte
Sub-região (NUTS III) Tâmega
Distrito Porto
Antiga província Douro Litoral
Orago São Martinho
Feriado municipal 11 de Novembro
Código postal 4560 Penafiel
Endereço dos
Paços do Concelho
Praça do Município
4560-481 Penafiel
Sítio oficial http://www.cm-penafiel.pt/
Endereço de
correio electrónico
penafiel@cm-penafiel.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Penafiel é uma cidade portuguesa no Distrito do Porto, região Norte e sub-região do Tâmega, com cerca de 9 343 habitantes.[1]

É sede de um município com 212,82 km² de área e 72 265 habitantes (2011), subdividido em 38 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Lousada, a nordeste por Amarante, a leste por Marco de Canaveses, a sul por Castelo de Paiva e a oeste por Gondomar e Paredes. Penafiel está situada no topo e encostas de uma pequena colina (Arrifana), entre o rio Sousa e o rio Cavalum afluentes do lado esquerdo do rio Douro. É a capital do Vale do Sousa.

Penafiel foi em tempos diocese, e actualmente permanece como um dos principais eixos urbanos da região de Vale do Sousa e Tâmega. Esta cidade fica situada a 30 quilómetros a leste da cidade do Porto. É uma cidade muito antiga, dado que é a 2ª cidade mais antiga do norte do país.

Índice

[editar] História

Até ao reinado de D. José I, era conhecida como Arrifana de Sousa; por carta régia de 3 de Março de 1770, viu a sua designação alterada para Penafiel, e ser elevada a cidade. Também nesse ano foi, por bula do Papa Clemente XIV, erecta em sede da diocese do mesmo nome, ao mesmo tempo que a diocese de Pinhel; porém, teve curta duração, e apenas se conta um bispo na sua breve existência.

As 38 freguesias do concelho são na sua grande maioria bastante industrializadas, embora outras apresentem ainda um cunho bastante rural, tem também aldeias rurais preservadas. Aldeias que se apresentam com casas feitas com pedras de pequena dimensão, lascas de granito, material muito abundante na localidade até porque Penafiel é uma zona de extracção de granito e com os beirais dos telhados em xisto. Há cerca de 100 anos a grande maioria das casas tinham tectos exclusivamente feitos de xisto, no entanto e com o surgir de novos materiais e com a progressiva modernização esta tradição foi sendo abandonada em detrimento telha comum, sendo que actualmente o xisto só aparece nos beirais.

A origem do nome Penafiel é diferente em diversas lendas, sendo no entanto a mais comum a que afirma que a origem do nome surgiu de fortificações existentes na localidade. Quando se deu a fundação da cidade, erguiam-se aqui dois castelos: um deles situava-se junto ao rio Sousa, a norte do seu leito, e chamava-se Castelo de Aguiar de Sousa; O segundo na margem sul denominava-se castelo da Pena (Pennafidelis). Atacado diversas vezes pelos mouros, esta última fortificação nunca se rendeu, o que lhe valeu o epíteto de "fiel" passando assim a ser conhecida por Castelo de Penafiel.

Apesar deste episódio, a povoação manteve durante séculos a sua antiga designação Arrifana de Sousa. Quanto à proveniência do nome Arrifana persistem dúvidas sobre se terá origem árabe ou se estará ligado ao nome de Arriana, filha do Ermenegildo Gonçalves e de D. Mumadona Dias. Após a morte do pai, Arriana herdou esta terra de que foi senhora no século X. Diversos terrenos da região foram também propriedade de D. Mafalda na primeira metade do século XIII.

O inicio da paróquia de Arrifana de Sousa data do século XVI. No mesmo século, em 1519, o rei Manuel I de Portugal concede-lhe carta de foral, sem, contudo, a elevar a Vila, o que só viria a acontecer no reinado de João V de Portugal por decreto de 7 de Outubro de 1741.

Uma lei do rei José I de Portugal datada de 17 de Março de 1770, altera finalmente o topónimo da localidade para Penafiel e confere-lhe a categoria de cidade.

Ainda em 1770, é criada uma bula do Papa Clemente XIV, que criou a diocese de Penafiel, que foi assim separada eclesiasticamente da diocese do Porto. Foi nomeado bispo o carmelita Dom Frei Inácio de São Caetano, confessor de Maria I de Portugal, que na altura era ainda princesa do Brasil. Por se encontrar junto da futura rainha o bispo nunca chegou a administrar a diocese. D. Maria I quando foi eleita rainha convenceu o Frei a renunciar ao bispado e em 1778 o Papa Pio VI extingue a diocese, incorporando-a de novo na do Porto. Este município integra a Rota do Românico do Vale do Sousa.

[editar] Achados Pré-Históricos

Da cultura megalítica, resta, na freguesia de Santa Marta, o Dólmen da Portela também conhecido por "Forno dos Mouros". Monumento do mesmo período é o Menir de Luzim, marco sepulcral com dois metros e meio de altura que tem três mil a quatro mil anos. Ainda na freguesia de Luzim, encontram-se as Gravuras rupestres de Lomar, freguesia de Lomar que perduram desde há três mil anos. Em vários locais do concelho existem sepulturas antropomórficas, como em Perozelo e Cabeça Santa.

Abundam também vários castros, mas ainda sem nenhum estudo arqueológico efectuado. O único onde tem vindo a ser efectuadas escavações arqueológicas e que é o maior de todos, é a Citânia do Monte Mozinho, conhecida por "cidade morta". Este castro, um dos mais extensos da Península Ibérica, terá sido de acordo com alguns historiadores, a "Cividade Gallaeci", capital dos galegos. A citânia conserva vestígios de várias culturas: galaico-lusitana, romana, visigótica e árabe. Nela foi ainda encontrada uma estátua de guerreiro, característica da influência céltica.

Ainda há alguns anos quando se lavravam os campos, apareciam objectos da antiga cidade. Já se encontraram nos campos de lavoura, moedas cunhadas com a efígie do rei Constantino. Os objectos encontrados, encontram-se expostos no Museu de Penafiel. Mas antes de começarem a ser feitas as escavações arqueológicas, que só começaram há cerca 20 anos, a antiga cidade foi muito saqueada, havendo na maioria das casas existentes nas redondezas pias trabalhadas trazidas da cidade morta que utilizam para os animais beberem, é frequente ver-se também em muros pedras trabalhadas que também foram de lá trazidas.

Dos monumentos da cidade de Penafiel destacam-se Igreja Matriz de Penafiel (classificada como monumento nacional), em que sobressai a capela-mor gótica da primitiva igreja do Espírito Santo. Na igreja do Espírito Santo foi estabelecida, em 1540 a confraria do Santíssimo Sacramento, sendo a então Arrifana a primeira localidade, depois de Roma, a ter uma confraria desta invocação.

A igreja, edificada em granito, foi reconstruída no século XVI, devendo a estas obras a sua traça em estilo Renascentista.

[editar] Museu Municipal de Penafiel

O Museu Municipal de Penafiel está instalado no palacete setecentista dos Pereira do Lago é de uma das últimas obras assinadas pelo arquitecto Fernando Távora (falecido em 2005) e concluída pelo seu filho, José Bernardo Távora. Foi inaugurado a 24 de Março de 2009, pelo presidente da República Cavaco Silva e o presidente de câmara Alberto Santos. Em 2010 foi considerado o melhor museu de Portugal e foi nomeado para vários prémios internacionais.

[editar] Desporto

Em relação ao desporto Penafiel tem o FC Penafiel que actualmente actua na Liga Orangina.

No Basquetebol há que destacar o CBP que actua Liga Portuguesa de Basquetebol.

Tem também a Associação Desportiva de Penafiel (ADP) onde enverga varias modalidades tais como: Futsal, Gerais, Natação, Patinagem, Hóquei em Patins, Pólo Aquático,Patinagem, Voleibol, Andebol e Kickbox.

De Penafiel já saíram jogadores como Abel , Nuno André Coelho e Nuno Miguel Barbosa Morais.

[editar] Freguesias

As freguesias de Penafiel são as seguintes:

[editar] Demografia

População do concelho de Penafiel (1801 – 2011)
1801 1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2008 2011
18 576 26 944 31 799 37 496 49 924 64 267 68 444 71 800 71 841 72 265

[editar] Referências

  1. UMA POPULAÇÃO QUE SE URBANIZA, Uma avaliação recente - Cidades, 2004. Instituto Geográfico Português. Página visitada em 29 de Junho de {{{acessoano}}}.

[editar] Ligações externas

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