Arábia

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Imagem de satélite da península Arábica.

A Arábia, também conhecida como península Arábica ou Árabe, é uma vasta península localizada na junção da África e da Ásia, a leste da Etiópia e ao norte da Somália, ao sul da Palestina, da Jordânia e da Mesopotâmia, e ao sudoeste do Irã. É uma região majoritariamente de clima desértico.

A Arábia é limitada pelo mar Vermelho e pelo golfo de Aqaba ao sudoeste, pelo mar da Arábia ao sudeste e pelo golfo de Omã e pelo golfo Pérsico ao nordeste.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome próprio árabe (e cognatos em outras línguas) tem sido utilizado para traduzir várias palavras com grafias semelhantes e foneticamente diferentes, de textos antigos e clássicos que não têm necessariamente o mesmo significado ou origem. A etimologia do termo está, naturalmente, relacionada com o nome da Peninsula Arabica. Gustave E. von Grunebaum, no seu livro islâmico clássico diz que uma tradução aproximada é imigrante ou nómada.[1]

História[editar | editar código-fonte]

A região foi tradicionalmente habitada por povos nômades, devido a que a escassez de água e a aridez do chão o transformam em um lugar inóspito para a agricultura. Durante muitos anos, a maior parte dos países que a compõem estiveram atrasados no âmbito da tecnologia. No século XX, o achado de enormes reservas de petróleo na península permitiu aos países da região fomentar um importante desenvolvimento econômico, e suas casas reais se encontram entre as mais ricas do mundo.

Antiguidade[editar | editar código-fonte]

A região era habitada por sírios, judeus e pastores.[2] As cidades eram governadas por um rei, mas a sucessão não era de pai para filho.[3] Em vez disso, assim que um novo rei assumia, todas as esposas grávidas dos nobres eram registradas, e sua gravidez acompanhada.[3] O primeiro filho a nascer seria adotado e educado pelo rei, como seu sucessor.[3]

Peregrinações[editar | editar código-fonte]

Tribos de vida sedentária e mercadores eram influenciados por comerciantes judeus e cristãos das cidades árabes interioranas e do litoral a atrair tribos instaladas nos arredores para peregrinações religiosas que acabavam por transformar-se em grandes feiras.

Pode-se dizer que graças à estes mercadores e tribos houve tempos de paz durante os conflitos. Isso porque, devido ao sucesso das peregrinações, ficou estabelecido desde o século V que durante quatro meses suspenderiam-se os conflitos entre as tribos para que as peregrinações aos estupendos templos cúbicos ocorressem.

Esses grandiosos templos eram constituídos em geral de pedra e guardavam divindades cultuadas pelas várias tribos da Arábia.

Essas peregrinações, alimentadas pelas tréguas, tornaram a cidade de Meca um dos maiores centros religiosos da península.

Atualidade[editar | editar código-fonte]

Apesar do crescimento devido à exportação do petróleo, a instabilidade política da região e o ainda incipiente desenvolvimento das áreas econômicas não relacionadas com a exploração de hidrocarbonetos fazem perigar o futuro da região quando as reservas comecem a esgotar-se.

Medina e Meca, as duas cidades sagradas do Islã encontram-se na Arábia. Os muçulmanos devem peregrinar a Meca uma vez na sua vida, desde que possuam condições físicas e financeiras para tal. Isso faz com que, a cada ano cheguem alguns milhões de muçulmanos de todo o mundo a visitar a cidade.

Países[editar | editar código-fonte]

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A península Arábica é dividida pelos seguintes países:

A Arábia Saudita é o país de maior superfície dentro da Arábia, por isso às vezes se confunde o nome da península completa com este país, que, além disso, exerce uma grande influência política e económica sobre os seus vizinhos. O Bahrein, apesar de ser uma ilha, também faz parte da região da península arábica.

Referências

  1. Grunebaum, G. E. von (1970). Classical Islam: A History 600 A.D. - 1258 A.D.. Aldine Publishing Company. ISBN 0-202-15016-X
  2. Estrabão, Geografia, Livro XVI, Capítulo 4, 2
  3. a b c Estrabão, Geografia, Livro XVI, Capítulo 4, 3

Ligações externas[editar | editar código-fonte]