Medina

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Medina
المدينة المنورة

Al Madinah Al Munawwarah
—  Cidade  —
Panorama de Medina
Panorama de Medina
apelido/alcunha(s) Cidade do Profeta
Medina, Saudi Arabia locator map.png
Medina está localizado em: Arábia Saudita
Medina
Localização de Medina na Arábia Saudita
24° 28' N 39° 36' E
País Arábia Saudita
Província Al Madinah (Medina)
Administração
 - Prefeito Abdulaziz Bin Majid (عبدالعزيز بن ماجد)
Área [1]
 - Município 589 km²
 - Urbana 293 km²
Altitude [2] 619 m (2 031 pés)
População (Censo 2010)[3] [4]
 - Município 1 100 093
    • Densidade 1 687,9/km2 
 - Urbana 918 889
    • Densidade urbana 3 136,1/km2 
Fuso horário Arabia Standard Time (UTC+3)

Medina (al - Madinah em árabe) é uma cidade localizada no oeste da Arábia Saudita, na região do Hejaz. O aglomerado possui cerca de 1 milhão e 300 mil habitantes (estimativa 2006) e é uma das cidades sagradas do islamismo. Até 622, quando o profeta Maomé entrou na cidade durante o episódio da história do Islamismo conhecido como Hégira, passou a ser designada como Yathrib, grafada ainda como Iatreb. Do ponto de vista histórico-religioso, Medina foi a primeira cidade regida por princípios teocráticos adotados pelo profeta Maomé, profusor do islamismo.

História[editar | editar código-fonte]

Antes dos judeus[editar | editar código-fonte]

A primeira menção à cidade remonta ao século VI a.C., aparecendo em textos assírios (Crônica de Nabonido) como Iatribu.[5] Na época de Ptolomeu, o oásis era conhecido como Lathrippa.[6] Os primeiros povos a se instalar no oásis de Medina foram as tribos de Banu Matraweel e Banu Hauf que traçam sua linhagem de Sem, filho de Noé. Estas tribos foram as primeiros a plantar árvores e cultivar na cidade. Quando as tribos iemenitas Banu Aus e Banu Khazraj chegaram, haviam cerca de 70 tribos árabes e 20 tribos judaicas em Medina.

Tribos judaicas[editar | editar código-fonte]

Os judeus chegaram à cidade no século II, na sequência das Guerras judaico-romanas. Houve três importantes tribos judaicas que habitaram a cidade até o século VII: a Banu Qaynuqa, a Banu Qurayza e a Banu Nadir.[7] Ibn Khordadbeh relatou mais tarde que durante a dominação do Império Sassânida na região de Hejaz, os Banu Qurayza atuaram como coletores de impostos para o .[8] Durante a guerra entre judeus e romanos no século III, muitos judeus fugiram de Jerusalém e migraram para o local de seus ancestrais, Yathrib (atual Medina). Nero enviou força romana maciça sob comando de Petra Lenidas para massacrar todos os judeus de Medina em 213 d.C.

Banu Aus e Banu Khazraj[editar | editar código-fonte]

A situação mudou após a chegada do Iêmen de duas tribos árabes, chamadas Banu Aus (Banu Aws) e Banu Khazraj. No início, essas tribos eram dependentes dos judeus, mas, posteriormente, elas se revoltaram e se tornaram independentes.[9] Por volta do final do século V,[10] os judeus perderam o controle da cidade para os Banu Aus e Banu Khazraj. A Enciclopédia Judaica relata que eles agiram da seguinte forma "solicitaram ajuda do lado externo e massacraram traiçoeiramente, em um banquete, os principais judeus". Assim, as tribos Banu Aus e Banu Khazraj finalmente tomaram o controle em Medina.[7]

A maioria dos historiadores modernos aceita a alegação de fontes muçulmanas que, após a revolta, as tribos judaicas se tornaram clientes (subordinadas) aos Aus e Khazraj.[11] De acordo com William Montgomery Watt, a clientela das tribos judaicas não é corroborada pelos relatos históricos do período anterior a 627, e sustentou que os judeus mantiveram a independência política.[9]

Ibn Ishaq fala de um conflito entre o último rei iemenita do Himiar (ou Reino Himiarita)[12] e os moradores de Yathrib. Quando o rei estava passando pelo oásis, os moradores mataram seu filho, e o governante iemenita ameaçou exterminar o povo e cortar as palmeiras. De acordo com ibn Ishaq, ele foi impedido de fazê-lo por dois rabinos da tribo Banu Qurayza, que imploraram ao rei para poupar o oásis, porque seria o lugar "para onde um profeta do Quraysh migraria para ser sua casa e local de descanso". O rei iemenita, desta forma, não destruiu a cidade e se converteu ao judaísmo. Ele levou os rabinos com ele e, em Meca, os rabinos teriam reconhecido a Caaba como um templo construído por Abraão e aconselharam o rei a fazer o que o povo de Meca fazia: circundar o templo, venerá-lo e honrá-lo, raspar a cabeça e comportar-se com toda a humildade até deixar seu recinto." Ao se aproximarem do Iêmen, conta Ibn Ishaq, os rabinos monstraram ao povo local um milagre ao saírem ileso de um incêndio, convertendo os iemenitas ao judaísmo.[13]

Conflito civil[editar | editar código-fonte]

Algumas vezes, as tribos Banu Aus e Banu Khazraj brigaram entre si, sendo que na época da Hégira (migração de Maomé e seus seguidores para Medina), eles estavam em luta por 120 anos e se consideravam inimigos mortais.[14] As tribos Banu Nadir e Banu Qurayza eram aliadas da tribo Banu Aus, enquanto a tribo Banu Qaynuqa era aliada da tribo Khazraj.[15] Eles lutaram um total de quatro guerras.[9]

A última e mais sangrenta batalha foi a de Bu'ath,[9] travada alguns anos antes da chegada de Maomé.[7] O resultado da batalha foi inconclusivo e a contenda continuou. Abd-Allah ibn Ubayy, um chefe Khazraj, se recusou a participar da batalha, o que lhe valeu a reputação de equidade e paz. Até a chegada de Maomé, ele era o habitante mais respeitado de Yathrib.

A chegada de Maomé[editar | editar código-fonte]

Mesquita de Quba, a primeira mesquita construída por Maomé em sua chegada à Medina

Em 622, Maomé e os muhajirun deixaram Meca e chegaram a Yathrib, um evento transformaria o panorama político e religioso completamente; a longa inimizade entre as tribos Aus e Khazraj foi reduzida uma vez que muitos habitantes destas duas tribos adotaram o Islamismo. Maomé, ligado a tribo Khazraj através de sua bisavó, logo virou o chefe e uniu os muçulmanos convertidos de Yathrib sob o nome de Ansar (os "patronos" ou "os ajudantes"). Após a chegada de Maomé, a cidade aos poucos passou a ser conhecida como Medina (literalmente "cidade" em árabe). Alguns consideram esse nome como um derivado da palavra aramaica Medinta, que os habitantes judeus teriam usado para a cidade.[16]

De acordo com Ibn Ishaq, os muçulmanos e os judeus da região assinaram um acordo, a Constituição de Medina, que comprometeu as tribos judaicas à cooperação mútua com os muçulmanos. A natureza deste documento, como registrado por Ibn Ishaq e transmitido por Ibn Hisham, é objeto de controvérsia entre os historiadores modernos, muitos dos quais consideram que este "tratado" é, possivelmente, uma montagem de acordos, orais e não escritos, de diferentes datas, e que não está claro exatamente quando eles foram feitos.[17]

A Batalha de Badr[editar | editar código-fonte]

A Batalha de Badr foi uma batalha fundamental no início do islamismo e uma virada na luta de Maomé com seus oponentes entre os coraixitas em Meca.

Na primavera de 624, Maomé recebeu informação de suas fontes de inteligência que uma caravana de comércio, comandada por Abu Sufyan ibn Harb e protegida por trinta a quarenta homens, estava viajando da Síria de volta para Meca. Maomé reuniu um exército de 313 homens, o maior exército que os muçulmanos já haviam posto em campo. No entanto, muitas fontes muçulmanas primitivas, incluindo o Alcorão, indicam que nenhuma luta séria era esperada,[18] e o futuro califa Uthman ibn Affan ficou para trás para cuidar da esposa doente.

À medida que a caravana se aproximava de Medina, Abu Sufyan começou ouvir dos viajantes e dos cavaleiros sobre uma emboscada planejada por Maomé. Ele enviou um mensageiro chamado Damdam a Meca para alertar os coraixitas e obter reforços. Alarmados, os coraixitas reuniram um exército de 900 a 1000 homens para salvar a caravana. Muitos dos nobres coraixitas, incluindo Amr ibn Hishām, Walid ibn Utba, Shaiba e Umayyah ibn Khalaf, ingressaram no exército. Entretanto, parte do exército regressou posteriormente para Meca, antes da batalha.

A batalha começou com os melhores de ambos os exércitos se apresentando para entrar em combate. Os muçulmanos enviaram Ali, Ubaydah ibn al-Harith (Obeida) e Hamza ibn 'Abd al-Muttalib. Em um combate três-a-três, os muçulmanos liquidaram os melhores de Meca, Hamzah matou sua vítima logo no primeiro ataque, embora Ubaydah tenha sido mortalmente ferido.[19]

Na sequência, ambos os exércitos começaram a atirar flechas um contra o outro. Dois muçulmanos e um número desconhecido de coraixitas foram mortos. Antes da batalha começar, Maomé havia dado ordens para os muçulmanos atacar com suas armas de longo alcance, e só enfrentar os coraixitas com armas brancas quando eles avançassem.[20] Posteriormente, ele deu ordem para atacar, atirando um punhado de pedras em direção ao exército de Meca, o que era provavelmente um gesto tradicional árabe, enquanto gritava "Desfiguradas sejam aquelas faces!"[21] [22] O exército muçulmano gritou "Yā manṣūr amit!"[23] e avançou sobre as linhas coraixitas. O exércio de Meca, sem força e entusiasmo para a luta, rapidamente desistiu e fugiu. A batalha em si durou apenas algumas horas e já estava terminada no início da tarde.[21] O Alcorão descreve a força do ataque dos muçulmanos em muitos versos, que se referem aos milhares de anjos descendo do céu em Badr para massacrar os coraixitas.[22] [24] Antigas fontes muçulmanas interpretam essas palavras literalmente, e existem vários hadiths onde Maomé debate com o Anjo Jibrīl seu papel na batalha.

A Ubaydah ibn al-Harith (Obeida) foi dada a honra de ser "quem atirou a primeira flecha pelo Islamismo", enquanto Abu Sufyan ibn Harb mudou de lugar para escapar do ataque. Em retaliação por este ataque, Abu Sufyan ibn Harb solicitou uma força armada de Meca.[25]

Durante todo o inverno e primavera de 623 outros grupos de ataque foram enviados por Maomé de Medina.

A Batalha de Uhud[editar | editar código-fonte]

Em 625, Abu Sufyan ibn Harb, rei de Meca, que pagava impostos regularmente para o Império Bizantino, novamente liderou uma força de Meca contra Medina. Maomé marchou ao encontro desta força, mas antes de chegar à batalha, cerca de um terço das tropas sob comando de Abd-Allah ibn Ubavy se retirou. Mesmo assim, as tropas de Medina marcharam adiante para a batalha, e, embora em número muito inferior, os muçulmanos foram bem sucedidos inicialmente e empurraram as linhas de Meca para trás, deixando a maior parte do acampamento de Meca desprotegido. Quando a batalha parecia estar próxima de uma vitória muçulmana, um erro grave cometido por uma parte do exército muçulmano mudou o resultado da batalha. A desobediência às ordens de Maomé pelos arqueiros muçulmanos, que deixaram os seus postos designados para espoliar o acampamento de Meca, permitiu um ataque surpresa da cavalaria de Meca, liderada pelo veterano de guerra Khalid ibn al-Walid, trazendo o caos para as fileiras muçulmanas. Muitos muçulmanos foram mortos e até o próprio Maomé quase morreu, saindo gravemente ferido. Os muçulmanos tiveram que se retirar das encostas de Uhud. O exército de Meca não aproveitou sua vitória para invadir Medina e retornou para Meca.

A Batalha da Trincheira[editar | editar código-fonte]

Painel representando a mesquita de Medina (atualmente na Arábia Saudita). Encontrada em İznik (Turquia), século XVIII.

Em 627, Abu Sufyan ibn Harb mais uma vez liderou as forças de Meca contra Medina. Por causa de uma trincheira escavada pelos habitantes de Medina para proteger a cidade, este evento tornou-se conhecido como a "Batalha da Trincheira". Depois de um prolongado cerco e vários conflitos, o exército de Meca se retirou. Durante o cerco, Abu Sufyan ibn Harb havia feito um acordo com a tribo judaica remanescente dos Banu Qurayza para atacar os muçulmanos por trás das linhas. O plano, no entanto, foi descoberto pelos muçulmanos e o ataque frustrado. Isto representou uma violação da Constituição de Medina, e, após a retirada de Meca, Maomé marchou imediatamente contra os Qurayza e cercou seus redutos. Os judeus finalmente se renderam. Alguns membros da tribo Banu Aus intercederam em favor dos seus antigos aliados e Maomé concordou com a indicação de um dos seus chefes, Sa'd ibn Mua'dh, como juiz. Sa'ad julgou pela lei judaica que todos os membros masculinos da tribo deveriam ser mortos e as mulheres e crianças feitas prisioneiras, como estabelecia o Antigo Testamento em caso de traição (Deuteronômio).[26] Esta ação foi concebida como uma medida defensiva para garantir que a comunidade muçulmana pudesse estar segura de sua sobrevivência em Medina. O historiador Robert Mantran argumenta que a partir deste ponto de vista a ação foi bem-sucedida - a partir deste ponto, os muçulmanos já não se preocupavam mais essencialmente com a sobrevivência, mas sim com a expansão e conquista.[26]

Cidade Capital[editar | editar código-fonte]

Nos dez anos seguintes da Hégira, Medina se tornou a base a partir da qual Maomé atacava e era atacado, e foi daí que ele marchou sobre Meca, tornando-se seu governante sem batalha. Mesmo quando a lei islâmica foi estabelecida, Medina permaneceu por alguns anos a cidade mais importante do Islã e a capital do califado.

Medina Medieval[editar | editar código-fonte]

Sob os quatro primeiros califas, conhecido como o Califado Rashidun (Os Califas Probos), o império islâmico se expandiu rapidamente e passou a incluir centros históricos da civilização, como Jerusalém, Damasco e Mesopotâmia. Após a morte de Ali, o quarto califa, a sede do califado foi transferida para Damasco e depois para Bagdá. A importância de Medina diminuiu e ela se transformou mais num lugar de importância religiosa do que de poder político. Após a fragmentação do Califado, a cidade se submeteu a vários governantes, incluindo os Mamelucos no século XIII e, finalmente, desde 1517, os turcos otomanos.

Em 1256, Medina foi ameaçada pelo fluxo de lava da última erupção do Harrat Rahat.[27]

Medina Moderna[editar | editar código-fonte]

Medina em 1890.
Medina em 1940.

No início do século XX, durante a Primeira Guerra Mundial, Medina testemunhou um dos mais longos cercos na história. Medina era uma cidade do Império Otomano. O governo local estava nas mãos dos hachemitas como sharifs ou emires de Meca. Fakhri Paşa era o governador otomano de Medina. Ali bin Hussein, o sharif de Meca e líder do clã Hachemita, revoltou-se contra o califa e se aliou com a Grã-Bretanha. A cidade de Medina foi cercada por suas forças, Fakhri Paşa resistiu bravamente durante o Cerco de Medina desde 1916, mas em 10 de janeiro de 1919, foi forçado a se render. Após a Primeira Guerra Mundial, o hachemita Sayyid Ali bin Hussein foi proclamado rei da independente Hejaz, mas, em 1924, ele foi derrotado por Ibn Saud, que integrou Medina e Hejaz em seu reino da Arábia Saudita.

O projeto "Cidade de Conhecimento Econômico de Medina", uma cidade focada em indústrias baseadas no conhecimento, tem sido planejado e é esperado impulsionar o desenvolvimento e aumentar o número de postos de trabalho em Medina.[28]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Medina está localizada no lado ocidental da Arábia Saudita nas coordenadas 24° 28′ N 39° 36′ E a 619 metros acima do nível do mar.[2] Está situada 430 km a norte de Meca (Makkah Al-mukarama), 150 km a leste do Mar Vermelho e 850 km da capital Riad. O município possui área total de 589 km², sendo 293 km² correspondente a área urbana (cidade).[1]

Clima[editar | editar código-fonte]

Medina possui um clima desértico, caracterizado por uma aridez constante e temperaturas geralmente muito quentes durante o dia. As manhãs de inverno possuem temperatutas bem mais frescas.

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Medina Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 32 36 39 41 45 47 47 46 46 42 37 32 47
Temperatura máxima média (°C) 23 26 29 34 39 42 42 42 41 36 29 25 34
Temperatura mínima média (°C) 12 14 17 22 26 28 29 29 28 23 18 13 22
Temperatura mínima registrada (°C) 0 3 1 12 14 19 19 21 21 11 5 1 0
Precipitação (mm) 5,1 0 10,2 12,7 5,1 0 0 0 0 0 10,2 5,1 53,3
Fonte: www.weatherbase.com[29] 11-7-2010

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional da cidade[30] [31]
ano população
1920s 18 000
1960s 72 000
1992 608 295
2004 918 889

De acordo com o último censo realizado em 2004, o município possui 994 175 habitantes, sendo 918 889, ou seja, 92,4% em sua área urbana.[32] A densidade demográfica é de 1 687,9 hab/km² no município 3 136,1 hab/km² apenas na área urbana (cidade).

Distribuição da população por sexo e nacionalidade (sauditas/não-sauditas)[32]
Área de
abrangência
Moradias
habitadas
Sauditas Não-sauditas População total
Homens Mulheres Subtotal Homens Mulheres Subtotal Homens Mulheres Total
Município 177 404 350 378 353 573 703 951 185 237 104 987 290 224 535 615 458 560 994 175
Cidade 163 116 319 606 320 966 640 572 174 816 104 450 279 266 494 422 425 416 919 838

Educação[editar | editar código-fonte]

No passado, a educação em Medina estava centrada nos cantos e nas escolas corânicas espalhados pela cidade, e ao longo do tempo deixou de existir todas estas, sendo substituídas por escolas, universidades e centros educacionais.

Escolas: Medina inclui cerca de 309 escolas, incluindo 112 escolas primárias e 95 do ensino médio públicas e 102 escolas privadas.

As três universidades de Medina incluem:

Transportes[editar | editar código-fonte]

Aéreo[editar | editar código-fonte]

O Aeroporto Internacional Princípe Mohammad Bin Abdulaziz é o principal aeroporto que serve a cidade de Medina, está localizado 15 km a nordeste do centro da cidade e é um dos principais locais de chegada e partida de peregrinos provenientes do exterior com destino às peregrinações de Hajj e Umra, em Meca. Inaugurado em 1972, inicialmente como aeroporto doméstico, pois os voos internacionais estavam limitados ao período da Hajj, foi transformado em 2006 em aeroporto internacional, devido ao aumento significativo no número de voos para os períodos da Hajj e Umrah.[33] [34] [35]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Medina possui uma rede de auto-estradas, que a liga ao resto das cidades e regiões da Arábia Saudita, a saber:

Ferroviário[editar | editar código-fonte]

No passado, Medina era conectada por vias-férreas à região do Levante através da Ferrovia do Hejaz, uma linha que ligava Medina a cidade de Damasco. Esta linha começou a ser construída em 1900, foi inaugurada oficialmente em 1908 e continuou a funcionar até o ano de 1916, quando, na Primeira Guerra Mundial, foi devastada pela Grande Revolta Árabe e pela queda do Império Otomano após a guerra.[33]

Para o futuro, Medina estará ligada a Meca através do projeto chamado "trem expresso Duas Mesquitas Sagradas", um projeto de ferrovia elétrica com extensão de 450 km, que vai ligar Meca a Medina passando por Jeddah e Rabigh. A primeira fase do projeto cobrirá a construção de cinco estações de passageiros, incluindo duas em Meca, duas em Jeddah no Aeroporto Internacional Rei Abdulaziz e no centro da cidade, e a quinta estação em Medina. É esperado para a segunda fase a construção de uma outra estação em Rabigh.[33]

Referências

  1. a b Al Madina Al Monawrah (em inglês). Saudi Commission for Tourism and Antiquities. Página visitada em 11-7-2010.
  2. a b Al Madinah al Munawwarah, Saudi Arabia Page (em inglês). Falling Rain Genomics. Página visitada em 11-7-2010.
  3. Population by Gender and Nationality (Saudi/Non-Saudi) and Administrative Area in the Kingdom - Administrative Area : Al-Madina Al-Monawarah (em inglês). Central Department Of Statistics & Information - Ministry of Economy & Planning. Página visitada em 11-7-2010.
  4. Cities With Population of More Than 5000 Persons (em inglês). Central Department Of Statistics & Information - Ministry of Economy & Planning. Página visitada em 11-7-2010.
  5. Chronicle of Nabonidus (em inglês).
  6. 1954 Enciclopédia Americana, vol. 18, pp.587, 588
  7. a b c Enciclopédia judaica Medina
  8. Peters 193
  9. a b c d "Al-Medina." Encyclopaedia of Islam
  10. for date see "J. Q. R." vii. 175, note
  11. See e.g., Peters 193; "Qurayza", Enciclopédia Judaica
  12. fontes muçulmanas normalmente referem-se aos reis do Himiar com o título dinástico de "Tubba".
  13. Guillaume 7–9, Peters 49–50
  14. The Events of the First Year of Migration (em inglês). Página visitada em 13-7-2010.
  15. Para alianças, ver Guillaume 253
  16. Lucien Gubbay. The Jews of Arabia (em inglês).
  17. Firestone 118. Para pontos de vista disputando a data inicial da Constituição de Medina, ver e.g., Peters 116; "Muhammad", "Encyclopaedia of Islam"; "Kurayza, Banu", "Encyclopaedia of Islam".
  18. Sahih al-Bukhari: Volume 5, Livro 59, Número 287
  19. Sunan Abu Dawud: Livro 14, Número 2659
  20. Sunan Abu Dawud: Livro 14, Número 2658
  21. a b Armstrong, p. 176.
  22. a b Lings, p. 148.
  23. "Ó quem Deus fez vitorioso, mate!"
  24. Alcorão: Al-i-Imran
  25. The Biography of Mahomet, and Rise of Islam.: Extension of Islam and Early Converts, from the assumption by Mahomet of the prophetical office to the date of the first Emigration to Abyssinia by William Muir (em inglês). [S.l.: s.n.]. Capítulo: quarto. ,
  26. a b Robert Mantran, L'expansion musulmane Presses Universitaires de France 1995, p. 86.
  27. Harrat Rahat (em inglês). Global Volcanism Program — Department of Mineral Sciences — National Museum of Natural History — Smithsonian Institution. Página visitada em 17-7-2010.
  28. Economic cities a rise (em inglês).
  29. Medina, Saudi Arabia - Estatísticas do clima em weatherbase.com (em inglês).
  30. Saudi Arabia - cities (em inglês). citypopulation.de. Página visitada em 17-07-2010.
  31. Medina (em inglês). archnet.org. Página visitada em 17-7-2010.
  32. a b Population by Gender and Nationality (Saudi/Non-Saudi) and Administrative Area in the Kingdom - Markazes & Governorates in Al-Madina Al-Monawarah Administrative Area (em inglês). Central Department Of Statistics & Information - Ministry of Economy & Planning. Página visitada em 12-7-2010.
  33. a b c Good Teeba (em inglês). Página visitada em 12-7-2010.
  34. Prince Mohammad Bin AbdulAziz Int'l Airport - About Airport (em inglês). Página visitada em 12-7-2010.
  35. Medinah Airport Public-Private-Partnership (em inglês). Página visitada em 12-7-2010.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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