Deuteronômio

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Deuteronômio (português brasileiro) ou Deuteronómio (português europeu) é o quinto livro da Bíblia, vem depois do Livro dos Números e antes do Livro de Josué.[1] [2] Faz parte do Pentateuco, os cinco primeiros livros bíblicos, cuja autoria é, tradicionalmente, atribuída a Moisés. É um dos livros do Antigo Testamento da Bíblia e possui 34 capítulos.

Contém os discursos de Moisés ao povo, no deserto, durante seu êxodo do Egito à Terra Prometida por Deus. O nome é de origem grega e quer dizer segunda lei ou repetição da lei (Dt 17,18)[3] .

Os discursos contidos nesse livro, em geral, reforçam a idéia de que servir a Deus não é apenas seguir sua lei. Moisés enfatiza a obediência em conseqüência do amor: "Amarás a Javé teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e com todo o teu entendimento". Também é enfatizado o "caminho da bênção e da maldição", no qual Deus previne o povo a seguir seus mandamentos, pelos quais o povo ou seria abençoado, ou receberia maldições (porém, caso se arrependesse e voltasse a seguir de coração a Deus, Ele se arrependeria e perdoaria o povo, ou então exigiria um sacrificio de sangue, em geral a morte de quem "pecou" contra Ele ou Israel, e em seguida, após tal sacrifício, o restante do povo seria perdoado. Conforme várias passagens da "ira de Deus" contra os "rebeldes" demonstradas no Levitico, Exodo e Números).

Nome hebraico[editar | editar código-fonte]

O nome hebraico deste quinto livro do Pentateuco é Deva•rím (Palavras), tirado da frase inicial do texto hebraico. O nome "Deuteronômio" deriva do título grego na Septuaginta, Deu•te•ro•nó•mi•on, que significa literalmente "segunda lei", "repetição da lei". Vem da tradução grega duma frase hebraica no Deuteronômio 17:18, mish•néh hat•toh•ráh, corretamente traduzida por "cópia da lei".

Autenticidade[editar | editar código-fonte]

A autenticidade do Deuteronômio como livro do cânon da Bíblia e de Moisés ser o escritor dele acha-se bem alicerçada no fato de que Deuteronômio sempre foi reputado pelos judeus como parte da Lei de Moisés. A evidência da autenticidade do Deuteronômio, em geral, é a mesma que a dos outros quatro livros do Pentateuco.

No Novo Testamento cristão, Jesus é a principal autoridade que atesta a autenticidade de Deuteronômio, citando-o três vezes ao repelir as tentações de Satanás, o Diabo. (Mateus 4:1-11; Deuteronômio 6:13,16, 8:3). Também, Jesus respondeu à pergunta quanto a qual era o maior e o primeiro mandamento por citar Deuteronômio 6:5. (Marcos 12:30).

E Paulo cita Deuteronômio 30:12-14; 32:35, 36 (em Romanos 10:6-8 e Hebreus 10:30).

Entretanto, segundo a Edição Pastoral da Bíblia, trata-se de uma reapresentação e adaptação da Lei em vista da vida de Israel na Terra Prometida, portanto, este livro nasceu muito tempo depois da situação histórica que relata (discurso de Moisés antes da entrada na Terra), e passou por um longo período de formação[4] .

O tempo do Deuteronómio[editar | editar código-fonte]

O tempo abrangido pelo livro de Deuteronômio é um pouco superior a dois meses, no ano de 1473 a.C. Foi escrito nas planícies de Moabe, e consistem em quatro discursos, um cântico e uma bênção, da parte de Moisés, enquanto Israel acampava nas fronteiras de Canaã, antes de entrar nessa terra. (Deuteronômio 1:3; Josué 1:11, 4:19)

Objetivo[editar | editar código-fonte]

O objetivo central é a promoção da fidelidade à aliança com Deus[4] , também traz outra versão dos 10 mandamentos (5,1-22) e mostra que o comportamento fundamental do homem para com Deus é o amor com todo o ser (6,4-9).

Referências

  1. Echegary, J. González et ali. A Bíblia e seu contexto (em português). 2 ed. São Paulo: Edições Ave Maria, 2000. 1133 p. 2 vol. ISBN 9788527603478
  2. Pearlman, Myer. Através da Bíblia: Livro por Livro (em português). 23 ed. São Paulo: Editora Vida, 2006. 439 p. ISBN 9788573671346
  3. Bíblia de Jerusalém, Nova Edição Revista e Ampliada, Ed. de 2002, 3ª Impressão (2004), Ed. Paulus, São Paulo, p 21
  4. a b Deuteronômio, acessado em 21 de julho de 2010

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Kennett, R. H.. (1906). "The Date of Deuteronomy". Journal of Theological Studies VII: 481–500. The Clarendon Press.
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