Epístola aos Hebreus

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Epístola aos Hebreus é um dos 27 livros do Novo Testamento.

Autoria[editar | editar código-fonte]

Muitos cristãos atribuem a autoria da epístola ao apóstolo Paulo, mas podemos perceber que o modo como ela foi elaborada, difere das epístolas paulinas.

Ao contrario de todas as precedentes, a epístola aos Hebreus teve sua autenticidade posta em duvida desde a antiguidade. Raramente se encontra sua canonicidade, mas a Igreja do Ocidente, ate o fim do séc. IV, recusou-se atribui-lo a Paulo; E se a do Oriente aceitou o seu atributo, não foi sem fazer certas reservas no tocante da sua forma literária (Cemente de Alexandria, Orígenes). é que com, com efeito, o estilo da escrita dessa carta, e de uma pureza elegante, que não pertence a paulo. a maneira de citar e utilizar o AT não e a sua. Faltam ai o entenreço e o preambulo, com o qual ele costuma iniciar suas cartas.

Pode-se todavia re conhecer ressonâncias de pensamento paulino onde se desenvolveu se o tema da fé: A lei antiga foi dada por intermédio dos anjos (2:2; Gl 3:19+) a falha da geração israelita que saiu do Egito e morreu na travessia do deserto constitui uma advertência para os crentes (3:7-4:2; 1Co 10:1-13), os destinatários são como crianças que tem necessidade do leite maternal (5:12; 1Co 3:1-3) Abraão e o exemplo da fé (6:12-15; Rm 4:17-21), a aliança no Sinai se opõe a Nova Jerusalém (12:18-24; Gl 4:24-26)[1] .

essas consideração levaram a críticos católicos e protestantes a admitir que foi um redator que ser inscreve na ambiência paulina, mas não a acordo quando e para identificar o autor anonimo.

Outros candidatos são Timóteo, Apolo, Lucas, Barnabé, Clemente de Roma, Silas, Filipe e Priscila.

Parece mais simples tentar traçar o seu retrato: trata-se de um judeu de cultura helenística, familiar na arte da oratória, atento a uma interpretação pontual das passagens veterotestamentária que utiliza, frequentemente segundo a versão dos LXX para apoiar seus argumentos

Há quem acredite que não tenha sido escrita por Timóteo, visto que, segundo o versículo 23 do capítulo 13 desta carta, lemos o seguinte:

Logo, a menos que o autor se refira a si mesmo na 3ª pessoa do singular, constatamos que foi outro que não Timóteo a escrever esta carta.

Podemos também perceber que esta Carta terá sido escrita por alguém muito ligada à cultura e tradição judaica, o que não era o caso de Timóteo.

No terceiro século, Orígenes escreveu:

Cquote1.svg Deus sabe ao certo quem escreveu a epístola. Cquote2.svg

Quando foi escrito

Clemente, um dos pais da igreja primitiva, citou o livro de Hebreus em 95 dC. No entanto, provas internas, tais como o fato de que Timóteo estava vivo no momento em que a carta foi escrita e a ausência de qualquer evidência mostrando o fim do sistema sacrificial do Antigo Testamento, o qual ocorrera com a destruição de Jerusalém em 70 dC, indicam que o livro foi escrito por volta de 65 dC.

Conteúdo[editar | editar código-fonte]

No Novo Testamento, a epístola é única quanto à sua estrutura:

Cquote1.svg Começa como tratado, desenvolve-se como sermão e termina como carta. Cquote2.svg

O livro de Hebreus é usado como um argumento final em defesa do Cristianismo. Usando uma lógica cuidadosa e referindo-se freqüentemente ao testemunho, o escritor define que Jesus Cristo é o Filho de Deus e digno da nossa . A preocupação principal do autor parece de estar atento contra a apostasia (6:4-8; 10:19-39) e de confortar queles que parece lamentar o esplendor do culto mosaico e o lado tranquilizador, (inclusive do ponto de vista psicológico) de uma religião oficial que as jovens comunidades cristãs não estava a altura de garantir (9:9b-10)[2] O livro compara e contrasta Jesus com toda história do Velho Testamento e argumenta que Jesus é o clímax de todas as coisas do passado.

O autor explica que a vida do fiel deve ser considerada como um êxodo continuo para uma paria prometida (4:1-6) que não pode ser identificado com um lugar terrestre seja ele qual for (11:13; 13:14).

Assim, o autor conclui:

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Virtual Books (em português)

  1. Paulus. Bíblia de Jerusalém pag. 2083. [S.l.: s.n.], 2002.
  2. Paulus. Bíblia DE jerusalém pag. 2084. [S.l.: s.n.], 2002.