Primeira Epístola a Timóteo

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A Primeira Epístola a Timóteo - é como é conhecida a primeira carta que o apóstolo S. Paulo redigiu a Timóteo.

Características e Objetivos[editar | editar código-fonte]

Desde o início do século XVIII, I e II Timóteo, bem como a Epístola a Tito têm sido designadas Epístolas Pastorais. Embora não seja completamente adequada, essa designação indica a natureza prática do assunto explorado nessas epístolas.

Autoria[editar | editar código-fonte]

A autoria paulina das epístolas pastorais tem sido largamente negada pela erudição moderna, baseada principalmente sobre os fenômenos linguísticos e sobre a teologia avançada dessas epístolas. Entretanto, os argumentos contrários à posição tradicional da autoria de Paulo não são conclusivos. I Timóteo foi escrito na Macedônia (provavelmente em Filipos), cerca de 64 D.C., durante o intervalo entre o primeiro e o segundo aprisionamento de Paulo em Roma.

Contexto histórico, geográfico e cultural[editar | editar código-fonte]

Éfeso era a capital e o principal centro de negócios da Ásia (parte da atual Turquia). Era um centro de transporte marítimo e terrestre, tão importante quanto à Antioquia, na Síria, e Alexandria, no Egito. Éfeso era uma das maiores cidades no litoral do mar Mediterrâneo, uma cidade com suas peculiaridades. Progressista, rica e idólatra. Os valores morais não eram os melhores. Praticavam-se ali torpezas e cultos a diversas divindades, sendo o principal o culto à deusa da fertilidade, a Diana dos efésios.

A cidade ocupava um lugar estratégico para o comércio que, dentre outras coisas, girava em torno da manipulação do ouro.

Apesar de toda a riqueza material, em sua terceira viagem missionária, Paulo encontrou ali um povo não só atolado na decadência moral, como também na cegueira e pobreza espiritual. O nível cultural que se revelava naquela cidade era excelente, destacando-se ali os estóicos e os epicureus (filósofos que contendiam com Paulo em Atenas, Atos 1:17-18). Os epicureus ensinavam que o prazer é o sumo bem dos homens. Os estóicos, ao contrário, ensinavam que o prazer nunca deve ser o motivo de nossos atos. Zenão de Cítio, o fundador dessa seita, aconselhava os seus discípulos a dominarem os seus sentimentos, para resistirem o mais possível todas as influências externas. O estoicismo alcançava um grau de insensibilidade que se assemelhava muitas vezes à dureza.

O propósito da epístola[editar | editar código-fonte]

Proporcionar encorajamento e instrução a Timóteo, um jovem líder. Não foi Paulo o fundador da igreja em Éfeso. Certamente fora um dos discípulos de João, talvez o próprio Apolo, pregador eloqüente da época.

O que se destaca nesta igreja é que não basta a uma igreja ser cristã, unida e cultivar vários outros valores importantes na vida do povo de Deus. Ela deve ser cheia do Espírito Santo. Não basta apenas ter a herdade da eloqüência, precisa ser avivada pelo poder de Deus. Ao chegar ali, Paulo estranhou ao ver uma igreja tão pequena, apenas com alguns poucos discípulos (Atos 19:1)

Referências Bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  • Mears, Henrietta C. Estudo Panorâmico da Bíblia. São Paulo / SP. Editora Vida, 1978.
  • Wood, Leon J. A Bíblia e os Eventos Futuros. Panorama da Escatologia Bíblica. Interlagos / SP. Editora Candeia, 1ª Edição, 1993.
  • Bíblia de Estudo Almeida. SBB. 1999.
  • Bíblia de Estudo Vida Nova. Edições Vida Nova. SBB. 10ª Edição 1988.
  • Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Edições CPAD. Edição 1995.
  • Revista Explicando as Escrituras. Lições Para Escola Bíblica Dominical. Igreja Metodista Wesleyana. 1º Semestre de 2003. Escritas pelo Pastor Marcos Batista de Oliveira.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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