Josué

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Os filhos de Israel atravessando o Rio Jordão. Por Gustave Doré.

Josué tambem chamado Oseias (Nm 13, 8 - 14, 6)(ou Joshua, do hebraico יהושע בן נון, Yehoshua ou Yeshua, significa "Javé Salva" ou "Javé é Salvação", Iesous na transliteração para o grego, e na forma latina, Jesus)Josué era chamado originalmente de Oséias (Nm 13.8; Dt 32.44), entretanto, seu nome fora mudado por Moisés em Cades (Nm 13.16). Oséias significa “salvação”, todavia, seguindo a prática hebréia e semítica de mudar o nome a fim de ratificar a mudança de posição ou destino, Moisés, influenciado pelo Espírito de Deus, muda o nome do primogênito da tribo de Efraim para Yehōshuāh. Com a mudança do nome, altera-se também a função e a responsabilidade do indivíduo diante de Deus e do povo israelita. No cânon hebraico, o livro de Josué é o primeiro rolo dos “Livros dos Profetas”; de acordo com a tradição judaico-cristã, é o nome do líder de Israel, sucessor do profeta Moisés. Filho de Num, da Tribo de Efraim, Josué foi ajudante de Moisés durante o êxodo dos israelitas do Egito e os 40 anos pelo deserto do Sinai. Depois da morte de Moisés, Josué liderou o povo de Israel na conquista das cidades-estados da terra de Canaã. E foi responsável por conduzir os israelitas à Terra Prometida.

Batalha contras os Amalequitas[editar | editar código-fonte]

Josué lidera a Luta Contra os Amalequitas. No ano 1513 AC, quando os israelitas estavam acampados em Refidim, pouco depois da sua milagrosa libertação da potência militar egípcia no mar Vermelho, os Amalequitas lançaram um ataque não provocado contra eles. Josué foi então designado por Moisés para ser o comandante na luta contra os Amalequitas. Sob a hábil liderança dele, os israelitas, com ajuda divina, derrotaram o adversário. Subsequentemente, Jeová decretou a derradeira aniquilação dos Amalequitas, mandando que Moisés fizesse um registro escrito disso e o propusesse a Josué. — Êx 17:8-16.

Os 12 Espias[editar | editar código-fonte]

Moisés enviou dali 12 homens sendo um deles Josué para espiar a Terra prometida, depois de quarenta dias caminhando e observando a terra prometida os doze espias retornam ao arraial do povo de Israel e diante de toda congregação liderada por Moisés e Arão, relatam o que viram e ouviram e provaram. Quarenta dias depois, somente Josué e Calebe apresentaram um relatório favorável Os pontos iniciais são comuns a todos os espias, todos concordam que a terra é muito boa, produtiva, que mana leite e mel, que é produtiva, que tem fontes de águas, que tem uvas maravilhosas, eles apresentam o fruto da terra. Entretanto a conclusão de dez espias é completamente antagônica à de dois deles: Dez dizem: “a terra é boa, mas é terra que devora os seus moradores” fazendo referência a possível competitividade entre nações vizinhas ou rituais pagãos de sacrifícios humanos, como ao deus Amonita Moloque em que sacrificavam seus proprios recém-nascidos, jogando-os em uma fogueira. Há também relatos de gigantes na terra, e que as cidades são muito grandes e fortificadas”, o relato dos dez espias foi tão assustador à nação que para eles era preferível voltar a ser escravos do que lutar e vencer gigantes na busca da concretização da promessa Divina. Porem dois dos espias Josué e Calebe cuja conclusão era favorável; estabeleceram o critério que prevaleceu na vida de toda uma geração que tomou a terra de Canaã.

Perto do fim da peregrinação de Israel no deserto, Moisés e Arão nomeiam Josué como sucessor. Na própria presença do filho de Arão, Eleazar, o novo sumo sacerdote, e diante da assembléia de Israel, Moisés impôs as mãos sobre Josué designando seu sucessor.

Batalha de Jerico[editar | editar código-fonte]

Heb. Yerichô, “cidade do (deus) lua”, ou “lugar da fragrância”; Gr. Iericho. Uma cidade importante no vale do Jordão, por vezes apelidada de “a cidade das palmeiras” localizada cerca de 13 km a norte do Mar Morto e 24 km a nordeste de Jerusalém em linha reta, na base das montanhas da Judeia, na zona mais alta do Vale do Jordão. Possui um clima quase tropical. Por isso crescem ali palmeiras e actualmente também bananeiras. Embora as escavações efectuadas mostrem que Jericó é uma das mais antigas cidades do mundo, não é mencionada em nenhum registo antigo, para além da Bíblia. Quando os israelitas invadiram Canaã, Jericó, que se situava na principal estrada que ligava o Este ao Oeste, foi o seu primeiro obstáculo, uma vez que foi a primeira cidade a ser conquistada na Terra Prometida, Josué declarou que os seus tesouros seriam dedicados a Deus como oferta (Js 6:17-19). A história da queda de Jerico é bem conhecida, acreditava-se que as muralhas de Jericó eram impenetráveis, na primeira das sangrentas batalhas para conquistar a Terra Prometida foram enviados homens para espiar a terra, as forças de Josué se infiltram em Jericó para analisa-la a partir do seu interior, no entanto, uma espiã de nome Raab é contatada, ela mostrou-se hospitaleira para com eles, protegendo-os e ajudando-os a escapar quando foram perseguidos pelos habitantes de Jericó. Como recompensa por tê-los ajudado e também pela sua demonstração de fé no Deus dos israelitas, pois todos em Jerico já sabiam de como aviam atravessado o mar vermelho e vencido os Amalequitas; os espiões prometeram então poupar a vida de Raabe e sua família. Depois que exercito israelitas atravessou o Jordão, acamparam em Gilgal, perto de Jericó (Js 5:10) e marcharam à volta de Jerico uma vez por dia durante seis dias. No sétimo dia marcharam à volta da cidade sete vezes e depois, ao sinal das trombetas, gritaram. Nesse momento, os muros da fronteira ruíram (Js 6:8-21). Os israelitas entraram na cidade, e á destruíram completamente, com exceção de Raabe e sua família; os exercitos de Josué queimaram e destruíram toda a cidade. Josué, então, pronunciou uma maldição sobre todo aquele que tentasse reconstruir Jericó no futuro "Maldito diante do Senhor seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó; com a perda do seu primogênito a fundará, e e pela perda do seu filho mais novo lhe porá as portas." (Js 6:26).

Na Bíblia em Josué13:6-14 Vemos que Josué Já estava exercendo o seu chamado, quando ele liberou a bênção e deu a Calebe a sua parte na terra, que lhe era por herança.

Os arqueólogo John Garstang e Bryant Wood, após apuradas escavações e comparaçãos entre documentos antigos, determinaram que a queda de Jericó ocorreu por volta de 1400 a.C. (Fim do período da Idade do Bronze Antigo I). Certos documentos que foram descobertos em Tel-el-Armana, no Egito, e em Ugarite, na Síria Ocidental, confirmam a data afirmada pelos dois arqueólogos, pois referem-se aos “Habirus” em Canaã, bem próximo de 1400 A.C.

Batalha de Gibeom[editar | editar código-fonte]

Depois da morte de Moisés, Josué assumiu a liderança do povo hebreu e era uma liderança espiritual e administrativa, ou seja, Josué era o homem que "falava diretamente com Deus", e assim guiava o povo e também administrava todo o exercito, era uma espécie de juiz que julgava os conflitos e também era o grande estrategista de guerra, Josué era um soldado que liderava os guerreiros de Israel em todas as batalhas. No tempo do profeta Josué, Gibeão era habitada pelos heveus, uma das sete nações cananéias, assim, depois da destruição de Jericó e de Ai, os homens de Gibeão, evidentemente representando também as outras três cidades hevéias de Quefira, Beerote e Quiriate-Jearim, enviaram uma delegação a Josué em Gilgal, pedindo paz. Os gibeonitas também eram chamados amorreus, visto que este nome às vezes parece ter sido aplicado de modo geral a todos os cananeus. Porem todos já destinados à destruição, pois antes de pelejar contra o numeroso exército de Gibeom, Josué havia consulta à Deus: “E o Senhor disse a Josué: Não os temas, porque os tenho dado na tua mão; nenhum deles te poderá resistir."(Josué 10:8) Ao receber esta resposta, Josué reuniu os homens de guerra de Israel e marchou contra Gibeom. E viajou durante toda a noite com o objetivo de pegar os exércitos inimigos de surpresa e foi o que aconteceu. O povo hebreu perseguiu seus inimigos que fugiram deles, segundo a Biblia o próprio Deus lançou sobre os Amorreus grandes pedras que caíram do céu e morreu mais gente da saraivada de pedras, do que os mortos à espada pelo exercito de Israel, porem se anoitecesse os exércitos dos Amorreus fugiriam da presença dos hebreus.

Josué ora e o Sol para

Josué orou e o Sol parou

Então, Josué falou ao Senhor: No dia em que o Senhor entregou os amorreus nas mãos dos filhos de Israel; e disse na presença dos israelitas: Sol, detém-te em Gibeão, e tu, oh lua, no vale de Aijalom. E o sol se deteve, e a lua parou até que o povo se vingou de seus inimigos. Não está isto escrito no livro de Jasher (Livro dos Justos)? O sol, pois, se deteve no meio do céu e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro. Não houve dia semelhante a este, nem antes nem depois dele, tendo o Senhor assim, atendido à voz de um homem; porque o Senhor pelejava por Israel. Js 10.12-14

Depois disso, Gibeão passou a ser uma das cidades do território de Benjamim, designadas aos sacerdotes arônicos. O benjamita Jeiel, pelo que parece, ‘tornou-se pai’, ou fundador, duma casa ali. Um dos poderosos de Davi, Ismaías, era gibeonita, e o falso profeta Hananias, contemporâneo de Jeremias, procedia de Gibeão.

Precedido por
Moisés
Juiz de Israel
Sucedido por
Otniel

Referências

MERRILL, E. H. História de Israel no Antigo Testamento. RJ: CPAD, 2001; ARCHER JR. G.L. Merece confiança o Antigo Testamento? 4.ed., São Paulo: Sociedade Religiosa Vida Nova, 1986, p. 297.

Na Bíblia: Josué14:6-14 Números13:1-30

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