Basílica de São Paulo Extramuros

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Pix.gif Centro Histórico de Roma, Propriedades da Santa Sé e Basílica de São Paulo Extramuros *
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Património Mundial da UNESCO

Roma San Paolo fuori le mura BW 1.JPG
Fachada da Basílica
País Estado da Cidade do Vaticano
Critérios (i)(ii)(iii)(iv)(vi)
Referência 91
Coordenadas Propriedades Extra-territoriais da Santa Sé
Histórico de inscrição
Inscrição 1980
Extensão: 1990  (? sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.
Interior

A Basílica de São Paulo Extramuros, (it.: Basilica di San Paolo fuori le mura) ou Basílica de São Paulo Fora de Muros é, em dimensões, a segunda maior basílica católica de Roma, só superada pela Basílica de São Pedro na Cidade do Vaticano. É uma das quatro basílicas patriarcais.

O Cardeal James Michael Harvey é o atual Arcipreste da basílica, nomeado em 2012, pelo Papa Bento XVI.

História[editar | editar código-fonte]

A Basílica de São Paulo Extramuros localiza-se ao longo da Via Ostiense, próximo à margem esquerda do Tibre e a aproximadamente 2 km da Muralha Aureliana, saindo pela Porta São Paulo, resultando o nome: fuori le mura (fora do muros, extra-muro).

No local onde foi erguida a basílica, reza a tradição, é onde o apóstolo Paulo, ao qual é dedicada a igreja, foi sepultado e o túmulo do santo se encontra debaixo do altar maior, dito altar papal. Por esta razão houve, ao longo dos séculos, um grande movimento de peregrinação. A partir do século XIII, data do primeiro Ano Santo, faz parte do itinerário jubilar para obter-se indulgência e ver celebrar a abertura da Porta Santa.

A construção que tem 131,66 m de comprimento, largura 65 m e altura 29,70 m, é imponente e representa pela grandeza a segunda dentre as quatro basílicas patriarcais de Roma. A atual basílica é uma reconstrução do século XVIII da antiga basílica paleocristã do tempo de Constantino.

A basílica, e todo o complexo anexo, como o claustro e o mosteiro, não fazem parte da República Italiana mas são propriedades da Santa Sé.

Túmulo de São Paulo[editar | editar código-fonte]

Desde 2002 foram efectuadas escavações arqueológicas na basílica que em 2006 encontraram um túmulo de baixo do altar-mor da basílica.

O túmulo - que já em 390 se acreditava ser de São Paulo - tem inscrita a frase "PAULO APOSTOLO MART" (Paulo, apóstolo mártir), apresenta uma abertura e foi encontrado entre os dois templos que foram construídos um sobre o outro. A lápide sepucral que traz o nome PAULO possui três orifícios, um redondo(que não altera a inscrição) e dois quadrados. Eles se ligam a um pequeno escoadouro conectado ao túmulo, e lembram o costume romano, depois cristão, de derramar perfumes nos túmulos[1] . Essa lápide dos séculos IV-V, muito provavelmente, é testemunha de um culto anterior à grande construção de 386[1] .

Durante as reformas mais recentes, foi aberta uma grande janela sob o altar papal, para que os fiéis possam ver o túmulo do Apóstolo[1] . O Papa Bento XVI autorizou o estudo científico do achado. Apesar de não ter sido aberto, foi feito um pequeno orifício e as investigações feitas com recurso a uma microcâmara, que recolheu várias partículas e fragmentos, confirmam que tratar-se de um túmulo datado dos séculos I e II.

O exame do carbono 14 a fragmentos de osso confirmou que se trata de uma pessoa que viveu entre o século I e II, tendo o papa referido que "isso parece confirmar a tradição unânime e incontestável de que se trata dos restos mortais do Apóstolo Paulo"[2] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Vista frontal

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

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