Capela Sistina

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
A Criação de Adão de Michelangelo

A Capela Sistina (em italiano: Cappella Sistina) é uma capela situada no Palácio Apostólico, residência oficial do Papa na Cidade do Vaticano. É famosa pela sua arquitetura, inspirada no Templo de Salomão do Antigo Testamento, e sua decoração em afrescos, pintada pelos maiores artistas da Renascença, incluindo Michelangelo, Rafael, Bernini e Sandro Botticelli.

A capela tem o seu nome em homenagem ao Papa Sisto IV, que restaurou a antiga Capela Magna, entre 1477 e 1480. Durante este período, uma equipe de pintores que incluiu Pietro Perugino, Sandro Botticelli e Domenico Ghirlandaio criaram uma série de painéis de afrescos que retratam a vida de Moisés e de Cristo, juntamente com retratos papais e da ancestralidade de Jesus. Estas pinturas foram concluídas em 1482, e em 15 de agosto de 1483, Sisto IV consagrou a primeira missa em honra a Nossa Senhora da Assunção.

Desde a época de Sisto IV, a capela serviu como um lugar tanto para religiosos, como funcionários para atividades papais. Hoje é o local onde se realiza o conclave, o processo pelo qual um novo Papa é escolhido.

Contexto histórico[editar | editar código-fonte]

A virada do Quattrocento para o Cinquecento foi um dos momentos mais marcantes para a História da arte ocidental, quiçá mundial. A Itália, com epicentro em Florença, deu ao mundo uma tal gama de geniais artistas que parece milagrosa. "Não há como explicar a existência do gênio. É preferível apreciá-lo", diz Gombrich,[1] tentando entender por que tantos grandes mestres nasceram no mesmo período.

Sisto IV, por Melozzo da Forlì

A Capela Sistina é um dos locais mais propícios para aquilatar a dimensão desta explosão criativa. Para a sua feitura concorreram os maiores nomes de que dispunha a Itália no momento.

Sisto IV, como parte da política que empreendia para o restabelecimento do prestígio e fortalecimento do papado, convocou a Roma os maiores artistas da Itália. Florença era o centro de excelência até então. De lá e da Úmbria vieram os maiores nomes, fato que deslocaria para Roma a capitalidade cultural, que atingiria o zênite algumas décadas depois, com a eleição de Júlio II para ocupar a Cátedra de São Pedro. Para a história da cultura o significado do projeto e construção da Sistina é imenso, juntamente com as demais obras encomendadas por Sisto IV. Não somente porque marca o deslocamento da capitalidade cultural para Roma, mas por se tratar do ciclo pictórico de maior relevo da Itália no final do século XV, "constituindo além disso um documento inapreciável para observar as virtudes e os limites da pintura do Quattrocento'".[2]

Com exceção de Ghirlandaio, os pintores que nela assinalaram seus talentos avançam com a sua obra o século seguinte e os gênios que mudaram os rumos da pintura no período estão todos estreitamente relacionados com eles: Ghirlandaio fora mestre de Michelangelo; Rafael aprendiz de Perugino; e no atelier de Verrocchio passaram: Leonardo, Perugino e Botticelli.

Mais que um liame entre o Quattrocento e o Cinquecento, esta geração de artistas "representa um ponto final, a constatação de uma crise. Algo que ficará manifesto pelo fato de que tanto Leonardo como Michelangelo construírem em boa medida suas respectivas linguagens sobre a negação da deles".[2]

Arquitetura e decoração[editar | editar código-fonte]

Baccio Pontelli foi o autor do projeto arquitetônico para a construção da capela. Este florentino era um dos responsáveis pela reformulação e revitalização urbanística que Sisto IV efetuava em Roma, tendo realizado dezenas de obras públicas.

Vista externa da Capela Sistina do alto da Basílica de São Pedro.

No projeto, construído com a supervisão de Giovannino de Dolci entre 1473 e 1484, emprestaram seus dons: Perugino, Botticelli, Ghirlandaio, Rosselli, Signorelli, Pinturicchio, Piero di Cosimo, Bartolomeo della Gatta, Rafael e outros. Coroando este festival, alguns anos depois, um dos maiores gênios artísticos de todos os tempos: Michelangelo Buonarroti.

As dimensões do projeto de Baccio Pontelli tiveram como inspiração as descrições contidas no Antigo Testamento relativas ao Templo de Salomão. A sua forma é retangular medindo 40,93 m de longitude, 13,41 m de largura e 20,70 m de altura. Os numerosos artistas vestiram o seu interior, esculpindo e pintando as suas paredes, transformando-a em um estupendo e célebre lugar conhecido em todo o mundo pelas maravilhosas obras de arte que encerra.

Uma finíssima transenna de mármore, em que trabalharam Mino de Fiesole, Giovanni Dálmata e Andréa Bregno, divide a capela em duas partes desiguais. Os mesmos artistas levaram a cabo a construção do coro.

Internamente, as paredes, divididas por cornijas horizontais, apresentam 3 níveis:

  • o primeiro nível, junto ao chão em mármore - que, em alguns setores, apresenta o característico marchetado cosmatesco - simula refinadas tapeçarias. No lado direito, próximo à transenna está o coro;
  • o intermediário é onde figuram os afrescos narrando os episódios da vida de Cristo e de Moisés. A cronologia inicia-se a partir da parede do altar, onde se encontravam, antes da feitura do Juízo Final de Michelangelo, as primeiras cenas e um retábulo de Perugino representando a Virgem da Assunção, a quem foi dedicada a capela.
  • o nível mais alto, onde estão as pilastras que sustentam os pendentes do teto. Acima da cornija estão situadas as lunettes, entre as quais foram alocadas as imagens dos primeiros papas.

Afrescos[editar | editar código-fonte]

Afrescos inspirados em cenas do Velho e do Novo Testamento decoram as paredes laterais, assim como o teto.

A Entrega das Chaves a São Pedro - Perugino

Precisamente, na parede esquerda, a partir do altar, estão as cenas do Velho Testamento a representar:

  • 1 – Moisés a caminho do Egito e a circuncisão de seus filhos, obra de Pinturicchio;
  • 2 – Cenas da Vida de Moisés, de Botticelli;
  • 3 – Passagem do Mar Vermelho, de Cosimo Rosselli;
  • 4 – Moisés no Monte Sinai e a Adoração do Bezerro de Ouro, de Rosselli;
  • 5 – A Punição de Korah, Natan e Abiram, de Botticelli;
  • 6 – A Morte de Moisés, de Lucas Signorelli.

Na parte direita, também a partir do altar, as cenas do Novo Testamento:

  • 1 – O Batismo de Jesus, de Pinturicchio;
  • 2 – Tentação de Cristo e a Purificação do Leproso, de Botticelli;
  • 3 – Vocação dos Apóstolos, de Ghirlandaio;
  • 4 – Sermão da Montanha, de Rosselli,
  • 5 – A Entrega das Chaves a São Pedro, de Perugino;
  • 6 – A Última Ceia,de Rosselli.

Entre as janelas, seis de cada lado, figuram 24 retratos de papas, pintados por Botticelli, Ghirlandaio e Fra Diamante. Na abóbada estão os famosos afrescos de Michelangelo, pintados entre 1508 e 1512. O mesmo artista realizaria entre os anos de 1535 e 1541, na parede do altar, o Juízo Final.

Rafael realizou uma série de tapeçarias que, em ocasiões especiais, vestem as paredes.

As cenas de Botticelli[editar | editar código-fonte]

Botticelli, o talentoso discípulo de Filippino Lippi, exercia seu ofício em Florença. Chamado a Roma por Sisto IV para a decoração da capela, ali executou entre 1481 e 1482 alguns afrescos: A Punição de Korah, Dathan e Abiram; Tentação de Cristo e a Purificação do Leproso e Cenas da Vida de Moisés .

Cenas da Vida de Moisés, afresco medindo 348 cm x 558 cm, é a obra mais complexa. Botticelli teve que se empenhar para entrelaçar os diversos episódios que ali figuram numa narrativa bem articulada.[3] O quadro tem certas irregularidades. É mais apreciado em virtude de detalhes isolados do que pelo conjunto. Os episódios estão narrados no Livro do Êxodo, capítulos II, III e XIII.

A Punição de Korah, medindo 348,5 cm x 570 cm, é a representação da narrativa contida no Livro dos Números, capítulo XVI, onde Korah, subleva 250.000 hebreus contra a autoridade de Moisés e de seu irmão Aarão.

Tentação de Cristo e a Purificação do Leproso, medindo 345,5 cm x 555 cm, ilustra as 3 tentações de Cristo no deserto e a cura do leproso narradas no Evangelho de Mateus, capítulos IV e VIII. No centro do quadro vê-se o edifício do Hospital do Santo Espírito mandado construir por Sisto IV.

O Teto da Capela Sistina (Michelangelo)[editar | editar código-fonte]

Vista do teto da Capela Sistina, projetada por Michelangelo

Na realização desta grandiloqüente obra concorreram amor e ódio. Michelangelo teria feito este trabalho contrariado, convencido que era mais um escultor que um pintor. Encarregado pelo Papa Júlio II, sobrinho de Sisto IV, de pintar o teto da capela, julgou ser um conluio de seus rivais para desviá-lo da obra para a qual havia sido chamado a Roma: o mausoléu do Papa. Mas dedicou-se à tarefa e o fez com tanta maestria que praticamente ofuscou as obras primas de seus antecessores na empresa. Os afrescos no teto da Capela Sistina são, de fato, um dos maiores tesouros artísticos da humanidade.

Diagrama

É difícil acreditar que tenha sido obra de um só homem, pois dispensara os assistentes que havia contratado inicialmente, insatisfeito com a produção destes, e que o mesmo ainda encontraria forças para retornar ao local, duas décadas depois, e pintar na parede do altar, sacrificando, inclusive, alguns afrescos de Perugino, o Juízo Final, entre 1535 e 1541, já sob o pontificado de Paulo III.

A superfície da abóbada foi dividida em áreas concebendo-se arquitetonicamente o trabalho de maneira que resultasse numa articulação do espaço entremeado por pilares. Nas áreas triangulares alocou as figuras de profetas e sibilas; nas retangulares, os episódios do Gênesis. Para entender estas últimas deve-se atentar para as que tocam a parede do fundo:

  • Deus separando a Luz das Trevas;
  • Deus criando o Sol e a Lua;
  • Deus separando a terra das águas;
  • A Criação de Adão;
  • A Criação de Eva;
  • O Pecado Original e a Expulsão do Paraíso;
  • O Sacrifício de Noé;
  • O Dilúvio Universal;

Assim como ocorre com parte da obra de Leonardo da Vinci, Benjamin Blech e Roy Doliner sugerem no seu livro Segredos da Capela Sistina que Michelangelo teria usado de criptografia para inscrever mensagens atacando o papado. O artista teria usado seus conhecimentos dos textos judaicos e cabalísticos, antagônicos à doutrina cristã estabelecida, para transmitir em sua pintura aquilo em que verdadeiramente acreditava.[4]

O Juízo Final (Michelangelo)[editar | editar código-fonte]

O Juízo Final

A parede do altar foi destinada a conservar a maior pintura na qual Michelangelo dedicou, desde 1534, todo seu engenho e força: o Juízo Final.

O afresco ocupa inteiramente a parede atrás do altar. Para sua execução, duas janelas foram fechadas e algumas pinturas da época de Sisto IV apagadas: os primeiros retratos de papas; a primeira cena da vida de Cristo e a primeira da vida de Moisés. Uma imagem da Virgem da Assunção de Perugino, e os afrescos das duas lunettes, onde o próprio Michelangelo havia pintado os ancestrais de Cristo.

A grandiosidade da personalidade do grande mestre se revela aqui, com toda sua potência, devido sobretudo à concepção e a força de realização da obra.

Aqui, o "Pai do Barroco", como querem alguns, já desnuda de forma marcante os novos rumos que o artista imprimira em sua arte. A liberdade em relação aos cânones anteriores,[5] da chamada Alta Renascença, manifesta-se na rigorosa maneira com que trata a figura humana.[6] O que seria chamado o terribile por seus contemporâneos.[7]

Michelangelo expressa vigorosamente o conceito de Justiça Divina, severa e implacável em relação aos condenados. O Cristo, parte central da composição, é o Juiz dos eleitos que sobem ao Céu por sua direita, enquanto os condenados, abaixo de sua esquerda esperam Caronte e Minos.

A ressurreição dos mortos e os anjos tocando trombetas completam a composição.

A polémica do restauro[editar | editar código-fonte]

No último quartel do século XX, obras empreendidas no teto da Capela Sistina no intuito de recuperar o brilho original do tempo de Michelangelo foram motivo de inúmeras controvérsias[8] .

Restauros vinham sendo feitas ao longo dos anos, e desde a década de 1960 já se trabalhava nos frescos mais antigos. O projeto mais audacioso, a cargo do restaurador Gianluigi Colalucci, iniciou-se em 1979 com a limpeza da parede do altar: o Juízo Final, de Michelangelo.

Durante este período a capela esteve fechada ao público que visita o Museu do Vaticano - cerca de 3.000.000 pessoas por ano - só voltando a ser reaberta em 8 de Abril de 1994.[9]

Conclaves[editar | editar código-fonte]

Os Conclaves que foram realizados na Capela Sistina

Século XV[editar | editar código-fonte]

Conclave Duração Cardeal Eleito Papa Pontificado
06/08/1492-10/08/1492 04dias Rodrigo Borgia Alexandre VI 10/08/1492-18/08/1503

Século XVI[editar | editar código-fonte]

Conclave Duração Cardeal Eleito Papa Pontificado
16/08/1503-16/09/1503 01mês Francesco Todeschini Piccolomini Pio III 16/09/1503-18/10/1503
31/10/1503-01/11/1503 02dias Giuliano della Rovere Júlio II, O.F.M. 01/11/1503-20/02/1513
04/03/1513-19/03/1513 15dias Giovanni di Lorenzo de' Medici Leão X 19/03/1513-01/12/1521
27/12/1521-09/01/1522 13dias Adriano Floriszoon Boeyens Adriano VI 09/01/1522-14/09/1523
01/10/1523-19/11/1523 01mês18dias Giulio di Giuliano de' Medici Clemente VII 19/11/1523-25/09/1534
11/10/1534-13/10/1534 3dias Alessandro Farnese Paulo III 13/10/1534-10/11/1549
25/11/1549-29/11/1549 5dias Giovanni Maria Ciocchi Del Monte Júlio III 29/11/1549-25/03/1555
05/04/1555-07/04/1555 03dias Marcelo Cervini Marcelo II 07/04/1555-30/04/1555
15/05/1555-23/05/1555 08dias Gian Petro Carafa Paulo IV, C.R. 23/05/1555-18/08/1559
05/09/1559-26/12/1559 03meses21dias Giovanni Angelo Medici Pio IV 26/12/1559-09/12/1565
20/12/1565-07/01/1566 18dias Michele Ghislieri São Pio V, O.P. 07/01/1566-01/05/1572
12/05/1572-13/05/1572 02dias Ugo Boncompagni Gregório XIII 13/05/1572-10/04/1585
21/04/1585-24/04/1585 03dias Felici Peretti Sixto V, O.F.M. Conv. 24/04/1585-27/08/1590
07/09/1590-15/09/1590 08dias Giovanni Battista Castagna Urbano VII 15/09/1590-27/09/1590
08/10/1590-05/12/1590 01mês27dias Nicooló Sfrondrati Gregório XIV 05/12/1590-16/10/1591
27/10/1591-03/11/1591 06dias Giovanni Antonio Facchinetti Inocêncio IX 03/11/1591-30/12/1591
10/01/1592-30/01/1592 20dias Ippolito Aldobrandini Clemente VIII 30/01/1592-05/03/1605

Século XVII[editar | editar código-fonte]

Conclave Duração Cardeal Eleito Papa Pontificado
14/03/160501/04/1605 18dias Alessandro Ottaviano de' Medici Leão XI 01/04/160527/04/1605
08/05/160516/05/1605 08dias Camilo Borghese Paulo V 16/05/160528/01/1621
08/02/162109/02/1621 02dias Alessandro Ludovici Gregório XV 09/02/162108/07/1623
19/07/162306/08/1623 18dias Mafeo Barberini Urbano VIII 06/08/162329/07/1644
09/08/164415/09/1644 01mês06dias Giovanni Battista Pamphilj Inocêncio X 15/09/164407/01/1655
18/01/165507/04/1655 03meses20dias Fabio Chigi Alexandre VII 07/04/165522/05/1667
02/06/166720/06/1667 18dias Guilio Rospigliosi Clemente IX 20/06/166709/12/1669
20/12/166929/04/1670 04meses09dias Emilio Altieri Clemente X 29/04/167022/07/1676
02/08/167621/09/1676 01mês19dias Benedetto Odescalchi Beato Inocêncio XI 21/09/167612/08/1689
23/08/168906/10/1689 01mês13dias Pietro Voti Ottoboni Alexandre VIII 06/10/168901/02/1691
12/02/169121/07/1691 05meses09dias Antonio Pignatelli Inocêncio XII 21/07/169127/09/1700
09/10/170023/11/1700 01mês14dias Giovanni Francesco Albani Clemente XI 23/11/170019/03/1721

Século XVIII[editar | editar código-fonte]

Conclave Duração Cardeal Eleito Papa Pontificado
31/03/172108/05/1721 01mês08dias Michelangelo dei Conti Inocêncio XIII 08/05/172107/03/1724
20/03/172429/05/1724 02meses09dias Pietro Francesco Orsini Bento XIII, O.P. 29/05/172421/02/1730
05/03/173007/04/1730 01mês02dias Lorenzo Corsini Clemente XII 07/04/173006/02/1740
18/02/174017/08/1740 06meses01dias Prospero Lorenzo Lambertini Bento XIV 17/08/174003/05/1758
15/05/1758-06/07/1758 01mês22dias Carlo della Torre Rezzonico Clemente XIII 06/07/1758-02/02/1769
15/02/176919/05/1769 03meses04dias Giovanni Vicenzo Antonio Ganganelli Clemente XIV, O.F.M. Conv. 19/05/176922/09/1774
05/10/177415/02/1775 04meses10dias Giovanni Angelo Brachi Pio VI 15/02/177529/08/1799

Século XIX[editar | editar código-fonte]

Conclave Duração Cardeal Eleito Papa Pontificado
02/09/182328/09/1823 26dias Annibale Sermatti della Genga Leão XII 28/09/182310/02/1829
24/02/182931/03/1829 01mês07dias Francesco Severino Castiglione Pio VIII 31/03/182930/11/1830
14/12/183002/02/1831 01mês19dias Bartolomeu Albert Cappellari Gregório XVI, O.S.B. Cam. 02/02/183101/06/1846
14/06/184616/06/1846 03dias Giovanni Maria Mastai-Ferretti Beato Pio IX, O.F.S. 16/06/184607/02/1878
18/02/187820/02/1878 03dias Gioacchino Vicenzo Raffaele Luigi Pecci Leão XIII 20/02/187820/07/1903

Século XX[editar | editar código-fonte]

Conclave Duração Cardeal Eleito Papa Pontificado
31/07/190304/08/1903 05dias Giuseppe Melchiore Sarto São Pio X, O.F.S. 04/08/190320/08/1914
31/08/191403/09/1914 04dias Giacomo della Chiesa Bento XV 03/09/191422/01/1922
02/02/192206/02/1922 04dias Achille Ratti Pio XI 06/02/192210/02/1939
01/03/193902/03/1939 02dias Eugenio Pacelli Pio XII 02/03/193909/10/1958
25/10/195828/10/1958 03dias Angelo Giuseppe Roncalli Beato João XXIII, O.F.S. 28/10/195803/06/1963
19/06/196321/06/1963 03dias Giovanni Battista Montini Paulo VI 21/06/196306/08/1978
25/08/197826/08/1978 02dias Albino Luciani João Paulo I 26/08/197828/09/1978
14/10/197816/10/1978 03dias Karol Józef Wojtyła João Paulo II 16/10/197802/04/2005

Século XXI[editar | editar código-fonte]

Conclave Duração Cardeal Eleito Papa Pontificado
18/04/200519/04/2005 02dias Joseph Alois Ratzinger Bento XVI 19/04/200528/02/2013
12/03/2013-13/03/2013 02dias Jorge Mario Bergoglio Francisco 13/03/2013-Em curso

Trívia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  • GILSON, Barreto e OLIVEIRA, Marcelo G. - Arte Secreta de Michelangelo - Uma Aula de Anatomia na Capela Sistina Editora ARX, 2004.
  • ARGAN, G. C. e FACIOLO, Maurizio. Guia de História da Arte. Lisboa: Estampa, 1992.
  • DURANT, Will. História da Civilização. São Paulo: CEN, 1957, vol. XII e XIII.
  • GOMBRICH, E. H.. A História da Arte. Rio de Janeiro: LTC, 1999.
  • HAUSER, Arnold. Maneirismo. São Paulo: Perspectiva, 1993.
  • HISTÓRIA GERAL DA ARTE. Pintura I. Madrid: Ediciones del Prado, 1995.
  • LARROUSSE DICIONARY of PAINTERS. Córdoba: Hamlyn
  • LEICHT, Hermann. História Universal da Arte. São Paulo: Melhoramentos, 1967, cap. 20 e 21.
  • ROMA y VATICANO. – Guia Ilustrado Kodak, s.d.
  • WADIA, Bettina. BOTTICELLI. Coleção Biblioteca de Arte. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1987.
  • WÖLFFLIN, Heinrich. Renascença e Barroco. São Paulo: Perspectiva, 2000.

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. GOMBRICH, Ernst, A História da Arte, página 287.
  2. a b História Geral da Arte, Pintura I. Rio de Janeiro: Ed. del Prado, página 124s.
  3. BOTTICELLI. In, Larousse Dictionary of Painters. Córdoba: Hamlyn.
  4. Doliner, Benjamin. Segredos da Capela Sistina. Ed. Objetiva
  5. Sobre estas novas inclinações e a importância para a história da arte consulte o artigo Maneirismo
  6. "Com o Juízo Final, não só a influência correspondente de Michelangelo se torna efetiva no verdadeiro sentido da palavra, como aí se inicia o período do Maneirismo e da arte ocidental em geral, que pode ser descrita como michelangelesca par excellence" (HAUSER, 1993, página 139s).
  7. WÖLFFLIN, 2000, pg.94s.
  8. BBC News: Sistine Chapel Restored (1999) - A polémica do restauro (em inglês)
  9. Homilia de João Paulo II durante Celebração Eucarística por ocasião da inauguração do restauro dos afrescos de Miguel Ângelo na Capela Sistina]
  10. Capela Sistina com as cores de Miguel Ângelo (11/12/2013). Visitado em 13/12/2013.

Leituras adicionais[editar | editar código-fonte]

  • BARRETO, G. e OLIVEIRA, M.. Arte Secreta de Michelangelo: uma lição de Anatomia na Capela Sistina. São Paulo:ARX, 2004.
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Capela Sistina