Papa Inocêncio XIII

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde maio de 2014).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Inocêncio XIII
244º papa
Brasão pontifical de Inocêncio XIII
Nome de nascimento Michelangelo dei Conti
Nascimento Roma, Itália,
13 de Maio de 1655
Eleição 8 de Maio de 1721
Fim do pontificado 7 de Março de 1724 (68 anos)
Antecessor Clemente XI
Sucessor Bento XIII
Listas dos papas: cronológica · alfabética

Inocêncio XIII, nascido Michelangelo Conti, (Roma, 13 de Maio de 1655Roma, 7 de Março de 1724) foi papa entre 8 de Maio de 1721 e a data da sua morte.

Era filho de Carlos IV, Duque de Poli e Guadagnolo, da família dos Condes de Segni e de Isabella Muti, descendente da família Farnese. Sua família já tivera alguns papas, sendo por parte de pai: Inocêncio III, Gregório IX e Alexandre IV e sendo descendente, pelo lado materno, em linhagem direta do papa Paulo III.

Foi com grande satisfação popular dos romanos que foi eleito papa, pois decorrera já meio século em que se não elegia um romano. O novo papa completara os 66 anos de idade. Estivera 12 anos (1697 - 1710) em Portugal, como Núncio.

De espírito conciliador, procurou ganhar os favores da corrente jansenista, reforçada então pelas simpatias dos galicanos (partidários da independência da Igreja francesa). O seu pontificado é parco em grandes eventos, decorrendo na relativa tranquilidade do apogeu do absolutismo então vigente na maior parte dos reinos europeus.

Uma certa perturbação ocorreu quando o rei português D. João V pretendeu recusar a nomeação do núncio Bichi; e depois exigiu que o mesmo Bichi permanecesse em Portugal e fosse nomeado cardeal. Inocêncio teve de ter bastante paciência. Tomou o partido de várias ordens religiosas que desaprovavam os métodos usados pelos jesuítas nas missões: os chamados ritos chineses e malabáricos, ou seja, adaptações, não essenciais, do culto cristão à mentalidade dos povos da China e da Índia. O caso foi explorado pelos jansenistas contra seus fortes adversários, os jesuítas. Não era, portanto, favorável aos Jesuítas, tendo-os mesmo proibido de desenvolver actividades na China e suspendendo a admissão de novos membros.

Brasão[editar | editar código-fonte]

  • Descrição: Escudo eclesiástico de goles com uma águia de asas abaixadas, xadrezada de sable e jalde, armada, bicada e coroada do último – armas dos Condes de Segni. O escudo está assente em tarja branca. O conjunto pousado sobre duas chaves decussadas, a primeira de jalde e a segunda de jalde, atadas por um cordão de goles, com seus pingentes. Timbre: a tiara papal de argente, com três coroas de jalde. Quando são postos suportes, estes são dois anjos de carnação, sustentando cada um, na mão livre, uma cruz trevolada tripla, de jalde.
Brasão pontifício de Inocêncio XIII
  • Interpretação: O escudo obedece às regras heráldicas para os eclesiásticos. Nele estão representadas as armas familiares do pontífice, os Condes de Segni, já presentes nos brasões dos papas: Inocêncio III, Gregório IX e Alexandre IV. O campo de goles (vermelho), simboliza o fogo da caridade inflamada no coração do Soberano Pontífice pelo Divino Espírito Santo, que o inspira diretamente do governo supremo da Igreja, bem como valor e o socorro aos necessitados, que o Vigário de Cristo deve dispensar a todos os homens. A águia é símbolo de poder, generosidade e liberdade, e sua cor, sable (preto), representa: sabedoria, ciência, honestidade e firmeza. O xadrezado é uma das nobres e antigas figuras da armaria não sendo dado senão a valentes e esforçados guerreiros, por sinal de seu valor e ousadia. (Asêncio, 45), é também emblema da milícia e modelo de estratégia militar, porque representa convencionalmente um campo de batalha. (Asêncio, 45) – como num jogo de xadrez, em que duas pessoas fazem mover, num tabuleiro, diferentes peças cujo objetivo é a tomada do rei do parceiro contrário e a defesa do seu, representa o exército em mordem de batalha, estando composto de quadros que simbolizam os batalhões e esquadrões. (Baron – Playbe, 256); e por seu metal e cor tem significado próprio, sendo que jalde (ouro) simboliza: nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortínio e sable (preto), representa: sabedoria, ciência, honestidade e firmeza. Os elementos externos do brasão expressam a jurisdição suprema do papa. As duas chaves "decussadas", uma de jalde (ouro) e a outra de argente (prata) são símbolos do poder espiritual e do poder temporal. E são uma referência do poder máximo do Sucessor de Pedro , relatado no Evangelho de São Mateus, que narra que Nosso Senhor Jesus Cristo disse a Pedro: "Dar-te-ei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu" (Mt 16, 19). Por conseguinte, as chaves são o símbolo típico do poder dado por Cristo a São Pedro e aos seus sucessores. A tiara papal, usada como timbre, recorda, por sua simbologia, os três poderes papais: de Ordem, Jurisdição e Magistério, e sua unidade na mesma pessoa.


Precedido por
Clemente XI
Emblem of the Papacy SE.svg
Papa

244.º
Sucedido por
Bento XIII


Ícone de esboço Este artigo sobre um papa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.