Papa Nicolau V
| Nicolau V, O.P. 208º papa |
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|---|---|
| Nome de nascimento | Tommaso Parentucelli |
| Nascimento | Sardenha, Itália, 15 de novembro de 1397 |
| Eleição | 6 de Março de 1447 |
| Fim do pontificado | 24 de março de 1455 (57 anos) |
| Antecessor | Eugénio IV |
| Sucessor | Calisto III |
| Listas dos papas: cronológica · alfabética | |
O Papa Nicolau V, nascido Tommaso Parentucelli (15 de novembro de 1397 — 24 de março de 1455), foi Papa de 6 de março de 1447 até à data da sua morte. Em 1450, censura, em epístola expedida de Roma, o rei Afonso V de Portugal, pela forma de enterramento desonroso dada ao corpo de seu tio Pedro, Duque de Coimbra, morto no recontro de Alfarrobeira. Sepultado em Alverca e, depois, na igreja Santa Maria do Castelo, em Abrantes, o corpo do Infante D. Pedro só em 1455 viria a ser trasladado para o mosteiro da Batalha.
O Papa Nicolau V concedeu, em 1453, aos Franciscanos, a incorporação dos estudos de Teologia, do seu convento, na Universidade de Lisboa. E, por bula de 1454, concedeu ao Infante D. Henrique o monopólio das expedições marítimas. Deve-se-lhe, também, a bula "Romanus Pontifex" (1455), que reconheceu aos reis de Portugal a posse das terras e mares já descobertos ou a descobrir. Tal documento representa o conhecimento, por direito internacional, do espírito de cruzada dos descobrimentos henriquinos. Aqui entra um erro grave de interpretação: se diz que: "também de suas mãos saiu a autorização da escravidão de africanos por portugueses, o que trouxe graves prejuízos aos descendentes de escravizados e às sociedades tocadas pela escravidão humana na América do Sul". Tal feito nunca aconteceu.
Afirma BRAUDEL: "O tráfico negreiro não foi uma invenção diabólica da Europa. Foi o Islã, desde muito cedo em contato com a África Negra através dos países situados entre Níger e Darfur e de seus centros mercantis da África Oriental, o primeiro a praticar em grande escala o tráfico negreiro (…)." (BRAUDEL, 1989: 138).
Em 18 de junho de 1452, publicou a bula "Dum Diversas". Através desta bula, dirigida ao rei Afonso V de Portugal, o pontífice afirma:
"(…) nós lhe concedemos, por estes presentes documentos, com nossa Autoridade Apostólica, plena e livre permissão de invadir, buscar, capturar e subjugar os sarracenos e pagãos e quaisquer outros incrédulos e inimigos de Cristo".
Para entender o porquê o PAPA Nicolau V emite essa bula, devemos adentrar na história e descobrir o que os mulçumanos faziam aos cristãos na Europa: primeiramente, o tráfico negreiro era feito pelos próprios negros dentro da África muitos séculos antes da chegada dos brancos europeus à África, as tribos, reinos e impérios negros africanos praticavam largamente o escravismo, da mesma forma as demais etnias muçulmanas. Estes eram vendidos pelos próprios africanos, que tinham grandes mercados espalhados pelo interior do continente, abastecidos por guerras entre as tribos com seqüestros aleatórios. Esta Bula foi escrita em uma época de perseguição muçulmana contra a cristandade e Constantinopla estava sob ameaça de ataque.
| Precedido por Eugénio IV |
Papa 208.º |
Sucedido por Calisto III |