Papa Bento XV

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Bento XV
258º papa
Bento XV.
In te domine speravi non confvndar in aeternvm
Brasão pontifical de Bento XV
Nome de nascimento Giacomo della Chiesa
Nascimento Génova, Itália,
21 de Novembro de 1854
Eleição 3 de Setembro de 1914
Entronização 6 de Setembro de 1914
Fim do pontificado 22 de janeiro de 1922 (67 anos)
Antecessor Pio X
Sucessor Pio XI
Listas dos papas: cronológica · alfabética

Papa Bento XV (em italiano: Benedetto XV, em latim: Benedictus PP. XV; OFS, nascido Giacomo della Chiesa; Génova, 21 de Novembro de 1854Roma, 22 de Janeiro de 1922) foi Papa desde 3 de setembro de 1914 até à data da sua morte.

Índice

[editar] Biografia e carreira eclesiástica

Papa Bento XV quando criança em 1868

Nasceu numa família nobre. Doutorou-se em Direito em 1875, tendo depois sido ordenado sacerdote e entrado no serviço diplomático do Vaticano, sendo empregado do cardeal Mariano Rampolla como secretário.

Em 18 de Dezembro de 1907, Della Chiesa ascendeu a arcebispo de Bolonha e em 25 de Maio de 1914 a cardeal.

[editar] Eleição e Pontificado

Com a morte do Papa Pio X, os cardeais que tinham direito ao voto naquela época, reuniram-se na Capela Sistina e, em 3 de setembro de 1914 elegeram o cardeal Giacomo della Chiesa o novo Pontífice Romano. O novo Papa, naquele mesmo dia, concedeu a bênção Urbi et Orbi a todos os que ali estavam.

Promulgou o Codex Iuris Canonici (Código do Direito Canônico) em 1917. Em 5 de Maio de 1920, canonizou Joana d'Arc.

Missa de Coroação de Bento XV em 1914

[editar] Bento XV e a Primeira Guerra Mundial

Com a Primeira Grande Guerra, fez um discurso sobre a posição da Igreja e os seus deveres, enfatizando a necessidade de ter uma postura neutral e promover a paz e acudir aos deslocados e feridos. Fez diversas tentativas, infrutíferas, para negociar a paz, tendo o Vaticano sido excluído das negociações de paz no final da guerra. Após o armistício de 1918, Bento XV dedicou-se à reforma administrativa da Igreja, com o intuito de a adaptar ao novo sistema internacional emergente.

[editar] Brasão e lema

[editar] Descrição

Escudo eclesiástico fendido de jalde e blau, com uma igreja de argente e telhado de goles brocante sobre o fendido. Chefe de jalde, com uma águia de vôo estendido de sable, sainte, O escudo está assente em tarja branca. O conjunto pousado sobre duas chaves decussadas, a primeira de jalde e a segunda de argente, atadas por um cordão de goles, com seus pingentes. Timbre: a tiara papal de argente com três coroas de jalde. Sob o escudo, um listel de goles com o mote: IN TE DOMINE SPERAVI NON CONFVNDAR IN ÆTERNVM, em letras de jalde. Quando são postos suportes, estes são dois anjos de carnação, sustentando cada um, na mão livre, uma cruz trevolada tripla, de jalde.

[editar] Interpretação

Papa Bento XV

O escudo obedece às regras heráldicas para os eclesiásticos. Nele estão representadas as armas familiares do pontífice, os della Chiesa, de Gênova. O 1º campo de jalde , por seu metal, simboliza: nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortínio; o 2º, de blau (azul) representa o firmamento celeste e ainda o manto de Nossa Senhora, sendo que este esmalte significa: justiça, serenidade, fortaleza, boa fama e nobreza. A igreja é símbolo (armas falantes) da família ‘’della Chiesa’’, desde o século XVI, sendo de argente (prata) traduz: inocência, castidade, pureza e eloqüência, e seu telhado de goles (vermelho) simboliza: o fogo da caridade inflamada no coração do Soberano Pontífice pelo Divino Espírito Santo, que o inspira diretamente do governo supremo da Igreja, bem como valor e o socorro aos necessitados, que o Vigário de Cristo deve dispensar a todos os homens. No chefe, a águia é símbolo de poder, generosidade e liberdade, e sua cor, sable (preto), representa: sabedoria, ciência, honestidade e firmeza. Os elementos externos do brasão expressam a jurisdição suprema do papa. As duas chaves "decussadas", uma de jalde (ouro) e a outra de argente (prata) são símbolos do poder espiritual e do poder temporal. E são uma referência do poder máximo do Sucessor de Pedro, relatado no Evangelho de São Mateus, que narra que Nosso Senhor Jesus Cristo disse a Pedro: "Dar-te-ei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu" (Mt 16, 19). Por conseguinte, as chaves são o símbolo típico do poder dado por Cristo a São Pedro e aos seus sucessores. A tiara papal usada como timbre, recorda, por sua simbologia, os três poderes papais: de Ordem, Jurisdição e Magistério, e sua unidade na mesma pessoa. No listel o lema: "Em Vós, Senhor, esperei, jamais serei confundido", tirado do saltério (Sl. 70,1) é uma expressão da total e confiante adesão a Cristo e do humilde abandono do papa nas mãos da Divina Providência.

Túmulo de Bento XV na Basílica de São Pedro

[editar] Ligações externas

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