Nave (arquitetura)

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Nave da Catedral de Magdeburgo na Alemanha.
Secção esquemática de uma catedral, com indicação da nave central e das colaterais.
Representação esquemática de uma planta de catedral. A nave é a área colorida.
Representação esquemática de uma planta de catedral. As colaterais (ou naves laterais) são as áreas coloridas.

O termo arquitectónico nave é originário do grego naos, referente ao espaço fechado de um templo, e do latim medieval navis. A nave é o termo referente à ala central de uma igreja ou catedral onde se reunem os fiéis de modo a assistirem ao serviço religioso.

Origens[editar | editar código-fonte]

O templo egípcio apresenta já uma extensa área central com passagens laterais mais estreitas denominada de hipostilo. Transposto para as basílicas romanas e mantendo-se, através do tempo, até às primeiras igrejas da Idade Média durante o românico, várias transformações e adições ao espaço vão sendo observadas, culminando na monumentalidade das catedrais góticas.

A evolução[editar | editar código-fonte]

A nave situa-se, em regra, no eixo ocidental da igreja estendendo-se longitudinalmente do átrio da entrada principal a ocidente, narthex, ao coro, onde os clérigos tomariam o lugar durante as suas celebrações. A zona do santuário pode estar dividida da nave por um painel. No caso da igreja apresentar um transepto, eixo no sentido norte-sul que cruza a nave perpendicularmente antes do coro a este (formando uma planta em cruz), a nave estende-se até ao cruzeiro, o local de intersecção dos dois eixos. A ala dos braços do transepto também pode ser denominada de nave de cruzeiro.

A igreja pode ter somente uma ala, denominando-se o edifício, neste caso, de igreja salão, ou pode apresentar ainda uma nave principal flanqueada por outras duas alas mais estreitas que correm paralelas ao eixo central, as chamadas colaterais ou naves laterais. Estas alas apresentam-se separadas da nave central através de arcadas e, em edifícios maiores, as colaterais podem ainda apresentar aberturas para capelas. Durante o românico foi colocada acima das colaterais uma galeria para passagem, o trifório, aumentando verticalmente as paredes da nave. O clerestório, sequência de janelas, seria ainda adicionado ao limite superior dos dois níveis já existentes (colunas e trifório), apresentado a parede da nave, neste momento, uma divisão em três níveis. Estas janelas surgem acima do telhado das colaterais fornecendo luz ao interior do edifício e, pricipalmente, à nave central.

No momento alto do gótico a nave é o corpo central do templo e base à verticalidade monumental do interior. Os dois níveis superiores anteriormente referidos podem ser eliminados e substituídos por grandes janelas, vitrais, que rasgam a parede da nave deixando filtar a luz através de um mosaico de cores para o seu interior.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]