Cashrut

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Cashrut ou kashrut (em hebraico: כַּשְרוּת), também conhecido como kashruth ou kashrus na tradição asquenazita, é o termo que se refere às leis alimentares do judaísmo. A comida, de acordo com a halachá (lei judaica) é chamada de kosher, do termo hebraico כשר (kashér), que significa "próprio" (neste caso, próprio para consumo pelos judeus, de acordo com a lei judaica). Os judeus que seguem o kashrut não podem consumir comida não-kosher, porém existem exceções quanto à utilização não-alimentícia de produtos não-kosher, como, por exemplo, numa injeção de insulina de origem porcina ministrada a um diabético.

A comida que não estiver de acordo com a lei judaica é chamada de treif ou treyf (em iídiche: טרייף, do hebraico |טְרֵפָה, transl. trēfáh). Num sentido mais técnico, treif significa "rasgado", e se refere à carne que veio de qualquer animal que contenha algum defeito que o torne impróprio para o abatimento. Um animal que tenha morrido por qualquer meio que não o sacrifício ritual é chamado de neveila, que significa literalmente "coisa suja".[carece de fontes?]

Muitas das leis básicas do cashrut derivaram de dois livros da Torá, o Levítico e o Deuteronômio, com a adição dos detalhes estabelecidos pela lei oral (a Mishná e o Talmude) e codificadas pelo Shulkhan Arukh e pelas autoridades rabínicas posteriores. A Torá não afirma explicitamente o motivo da maioria das leis cashrut, e diversas razões foram apresentadas para estas leis, desde filosóficas e ritualísticas, até práticas e higiênicas.

Por extensão, a palavra kosher passou a significar "legítimo", "aceitável", "genuíno" ou "autêntico", num sentido mais amplo.[1]

O islamismo também tem um sistema relacionado, embora diferente, chamado de halal, e os dois possuem um sistema comparável de sacrifício ritual (shechita no judaísmo e dhabihah no islã).

Entre os alimentos taref ou treif podemos citar: carne de porco, camarão, lagosta, todos os frutos do mar, peixes que não possuem escamas, carne com sangue, e qualquer alimento que misture carne e leite. Um judeu ortodoxo não consome queijo ate 6 horas depois de comer carne, por exemplo, visto que este é preparado com leite.

[editar] Simbolismo

O U no círculo indica que este produto é certificado como kosher pela União Ortodoxa (OU). A palavra "pareve" indica que este produto não contém leite, carne ou seus derivados.

Para se identificar um produto kosher são usados símbolos de certificação acompanhados por letras ou palavras para indicar a categoria do produto, de acordo com a lei religiosa judaica. A certificação mais utilizada é a feita pela União Ortodoxa (OU), dos EUA. Mas além dela existem outras várias organizações que se encarregam disso. Os produtos certificados pela OU são identificados com um U dentro de um círculo acompanhado de uma das letras ou palavra abaixo:

  • D: Do inglês Dairy, que significa Laticínios
  • M: Do ingês Meat, que significa Carne, incluindo aves
  • Pareve: Comida que não possui derivados tanto de leite quanto de carne
  • Fish: Peixe
  • P: Permitido para Pessach (P não é usado para Pareve)

No Brasil os produtos não adotam classificação, mas a maioria dos produtos kosher vendidos no Brasil adotam a classificação da OU porque são provenientes principalmente dos EUA e de Israel.

Referências

  1. Por exemplo, o Talmude Babilônico se refere ao rei Dario I da Pérsia, que ajudou a construir o Segundo Templo, como um "rei kosher". A tradução se refere a 'kosher' no sentido de "virtuoso", "correto". Ver Tractate Rosh Hashanah 3a, Schottenstein Edition, Mesorah Publications Ltd.

[editar] Ligações externas

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