XIX dinastia egípcia

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Antigo Egito
Faraós e dinastias
Período pre-dinástico
Período protodinástico
Época Tinita: I - II
Império Antigo: III IV V VI
1º Período Intermediário:

VII VIII IX X XI

Império Médio: XI XII
2º Período Intermediário:

XIII XIV XV XVI XVII

Império Novo: XVIII XIX XX
3º Período Intermediário:

XXI XXII XXIII XXIV XXV

Época Baixa: XXVI XXVII
XXVIII XXIX XXX XXXI
Período Greco-romano:
Dinastia macedónica
Dinastia ptolomaica
Período Romano

A XIX dinastia egípcia foi fundada em 1293 a.C., quando o faraó Ramsés I assumiu o trono. O último faraó da XVIII dinastia, Horemheb, conseguiu no seu reinado de cerca de um quarto de século estabilizar o Império Egípcio e as suas fronteiras, após o conturbado período dos Reis de Amarna. Contudo, morreu sem herdeiros e deixou como sucessor o seu vizir: Paramesse, agora, Ramsés I. Conquanto todas as glórias posteriores, a XIX dinastia egípcia inicia-se de uma maneira algo recatada não existindo sobre o reinado de Ramsés I grande documentação. A explicação para tal poderá residir na já avançada idade do vizir agora monarca: 50 anos. De facto Ramsés I morre no seu segundo ano de reinado sem deixar grande marca na história. No entanto, a sua Grande Esposa Real, foi a pioneira na criação de túmulos no Vale das Rainhas. Até à data, as rainhas eram normalmente supultadas nos túmulos dos seus esposos. Se morressem posteriormente, o túmulo seria reaberto. Contudo, Sitré teve direito a túmulo próprio (QV 38) numa zona adjacente ao Vale dos Reis, hoje conhecida como Vale das Rainhas. Abriu um precedente que seria depois seguido para as principais damas da Família Real e para os príncipes secundogénitos.

Apogeu[editar | editar código-fonte]

Templo de Abu Simbel, um dos ex-líbris arquitectónicos desta época

A XIX dinastia, ou dinastia Ramséssida devido ao nome do seu fundador, prosseguiu com Seti I, filho de Ramsés I. E depois com o filho deste: Ramsés II, o Grande. Sob a égide destes dois monarcas o Egipto prosperou. Igualaram-se e superaram-se os feitos militares e econômicos da dinastia anterior (Tutmés III e Amenófis III). O Egipto conheceu um esplendor inimaginável e que hoje associamos a toda a época do Império Novo. Tanto no curto reinado de pouco mais de uma década de Seti I, como no anormalmente longo reinado de 64 anos de Ramsés II, as campanhas militares sucederam-se e o Egipto era a primeira potência da zona do Médio Oriente e Norte de África. O fulgor artístico e a magnificência do aparato régio e clerical não encontram par em nenhum outro período da história egípcia, como nos demonstram os soberbos relevos e insignes pérolas arquitectónicas datadas deste período.

Declínio[editar | editar código-fonte]

Com a morte de Ramsés II, o Grande, entrou também em declíneo a época áurea do Egipto faraónico. O seu filho e sucessor Merneptá teve de enfrentar um período de crescente instabilidade durante o seu reinado de cerca de um década. Aquando da sua morte ocorreu um hiato na sucessão no Trono das Duas Terras: os indícios arqueológicos apontam para um verosímil golpe de Estado em que um príncipe secundogénito, Amenmesés, terá aproveitado a ausência do presuntivo herdeiro para tomar o poder durante quatro anos. Aquele que se pensa ser o verdadeiro herdeiro do faraó Merneptá, o príncipe Seti-Merneptá, parece ter conseguido recuperar o trono por volta de 1199 a.C., com o nome de Seti II. De facto, provas existem que testemunham que o novo faraó procedeu a uma damnatio memoriae do seu irmão e antecessor Amenmesés. A instabilidade da linhagem real é o reflexo das crecentes conturbações políticas e económicas que iam crescendo no Egipto, não raras vezes despoletadas por factores externos. De facto, o Egipto cada vez mais se abria ao Mundo Mediterrânico, perdendo o isolamento quase total que o seu enquadramento geográfico lhe proporcionava. Já desde o Império Médio que as relações diplomáticas, quer hostis quer amigáveis, se vinham intensificando. Com faraós como Amenhotep III, da XVIII dinastia ou Ramsés II, da XIX dinastia, tal intercâmbio com o estrangeiro atinge apogeus de intensidade. Situação que se mantém em continuo daí em diante e que levará a situações como a vivida por Ramsés III face aos Povos do Mar.

O Fim[editar | editar código-fonte]

A Seti II sucede o filho Siptah num curto e atribulado reinado de 6 anos. Com a morte de Siptah extingue-se a linha dos Ramséssidas. A sua madrasta e Grande Esposa Real de Seti II, Tausaret, apoderou-se do trono e declarou-se faraó tomando todos os nomes e títulos inerentes ao cargo. A XIX dinastia acaba assim em grande confusão e os egiptólogos acreditam que a presença de uma mulher no trono provocou um período de anarquia. Um novo faraó acabará por se impor, ainda que de forma para nós desconhecida: Setnakht; fundado a XX dinastia egípcia.

Lista de Faraós[editar | editar código-fonte]

Seti I e seu filho Ramsés II contemplando os seus antepassados; Templo de Abidos

Ordem: Nome (Nome do cartucho) – Datação aproximada do reinado (ainda há muitas divergências quanto as datas1 )

  • 1º - Ramsés I (Menpehtire2 ) – 1293 - 1291 a.C.
  • 2º - Seti I (Menmaat-re) – 1291 - 1278 a.C.
  • 3º - Ramsés II (Usermaat-re-setepenre) – 1278 - 1212 a.C.
  • 4º - Merneptá (Baenre-hotepirmaat) – 1212 - 1202 a.C.
  • 5º - Amenmesés (Menmi-re) – 1202 - 1199 a.C.
  • 6º - Seti II (Userkheprure-setepenre) – 1199 - 1193 a.C.
  • 7º - Siptah (Akhenre-setepenre) – 1193 - 1187 a.C.
  • 8º - Tausert (Sit-re-meritamun) – 1187 - 1185 a.C.

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Twosret Siptah Seti II Amenmesse Merneptah Ramses II Seti I Ramsés I

Referências

  1. Nota: Repare que mesmo os artigos em outros idiomas da Wikipédia divergem, como o inglês e o francês.
  2. Nomes de cartucho: - Grandes Império e Civilizações - O Mundo Egípcio Vol. 1 pg. 36 - Tradução: Maria Emília Vidigal, Edições del Prado, 1996

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • CLAYTON, Peter A.; Crónicas dos Faraós. Lisboa: Verbo, 2004
Precedido por
XVIII dinastia
Dinastias faraónicas
Sucedido por
XX dinastia