Berenice II

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Berenice II representada numa moeda

Berenice II (267 ou 266 — 221 a.C.), filha do rei ptolomaico Magas de Cirene e da rainha selêucida Apama. Única herdeira de seu pai, assumiu o trono ainda adolescente por volta do ano 230 a.C..

Berenice (o nome significa "Portadora da Vitória"), recebeu seu nome em homenagem à sua avó, Berenice I. A rainha, além de uma notável administradora, era conhecida como excelente amazona, tendo mesmo entrado em batalhas.

Família[editar | editar código-fonte]

Seu pai era Magas de Cirene,[1] filho do primeiro casamento de Berenice I, com um nobre macedônio chamado Filipe.[2] Berenice I, mais tarde, se tornaria amante de Ptolemeu I Sóter, e mãe do seu herdeiro, Ptolemeu II Filadelfos.[3]

Magas de Cirene casou com Apama,[4] filha de Antíoco I Sóter [4] [5] e Estratonice.[5] Apama tinha o nome de sua avó persa; o casamento entre Magas de Cirene e Apama foi uma aliança entre Magas e os selêucidas contra Ptolemeu II.[6]

Segundo Juniano Justino, a mãe de Berenice se chamava Arsínoe,[7] a identidade entre Apama e Arsínoe foi confirmada pelos Papiros de Oxirrinco.[8]

Casamentos[editar | editar código-fonte]

Berenice II havia sido prometida por seu pai como esposa a Ptolemeu III Evérgeta, para acabar com a divisão entre a Cirenaica e o Egito, mas, após a morte de Magas de Cirene, Arsínoe, a mãe de Berenice II, chamou Demétrio, o Belo, para casar-se com a filha.[7]

Berenice foi casada duas vezes, a primeira, em 249 a.C,[carece de fontes?] foi com seu primo Demétrio, o Belo,[7] filho de Demétrio Poliorcetes [9] e Ptolemaida,[10] filha de Ptolemeu I Sóter.[9] O casamento com Demétrio durou pouco:[carece de fontes?] Demétrio era muito belo, atraiu as atenções da sua sogra, agindo de forma arrogante com a família real e o exército, e transferiu sua atenção da filha para a mãe.[7] Como em Cirenaica havia uma vontade de fazer aliança com Ptolemeu, iniciou-se a conspiração contra Demétrio.[7] Os assassinos foram enviados quando Demétrio estava na cama com Arsínoe, que, ouvindo a voz da filha, tentou proteger seu amante, deitando-se sobre ele, mas, mesmo assim, Demétrio foi assassinado.[7] Na sequência, Berenice casou-se conforme o desejo de seu pai.[7]

Seu segundo marido foi Ptolemeu III Evérgeta I,[7] também seu primo, filho do faraó Ptolemeu II Filadelfo, e da primeira esposa deste, Arsínoe I, filha de Lisímaco.[4] Com o casamento, os reinos do Egito e da Cirenaica se fundiram, aumentando consideravelmente o território ptolomaico.

Rainha do Egito[editar | editar código-fonte]

Segundo a versão de que nos chega de Higino, poucos dias depois de casarem, chegou a noticia de que Berenice Sira, irmã de seu marido que havia se casado com Antíoco II Teos em mais um dos muitos casamentos diplomáticos dos Ptolomeus, havia sido assassinada na corte selêucida, fazendo com que Ptolomeu partisse em missão militar para a Síria.

Durante os anos em que Ptolomeu III esteve fora do Egito na guerra, Berenice assumiu o governo competentemente, demonstrando ser uma excelente rainha soberana.

Berenice II, possuidora de cabelos magníficos, prometeu oferece-los aos deuses se seu marido regressasse a salvo da guerra. Quando ele voltou, a rainha cumpriu a promessa, depositando-os no templo dedicado à deusa Ártemis em Zéfirio, nas proximidades da moderna Assuan.

Alguns dias depois, verificou-se que a cabeleira desaparecera. Cónon de Samos, matemático e astrónomo que trabalhou em Alexandria, mostrou ao rei as estrelas nas proximidades da constelação de Leão, dizendo-lhe que elas seriam a cabeleira da rainha, pois a oferenda teria agradado tanto às divindades que estas a tinham colocado no céu.[11]

A constelação foi batizada como Cabeleira de Berenice (Coma Berenices) em comemoração à este incidente. Calímacos celebra a transformação num poema de que apenas restam umas linhas, mas do qual existe uma tradução por Catullo.

Sabe-se que Berenice participou de corridas de bigas dos Jogos de Neméia, uma espécie de olimpíada, entre 245 e 241 a.C, e que foi vitoriosa.

Morte e descendência[editar | editar código-fonte]

Pouco após a morte do seu marido em 220 a.C., ela é assassinada à mando de seu filho Ptolomeu IV, com quem estaria governando como co-regente.

Magas foi seu filho com Ptolemeu III.[1] Possivelmente, outros filhos do casal foram Ptolomeu IV Filopator,[carece de fontes?] Arsínoe III (filha de Berenice),[1] Alexandros e Berenice.

Apenas Ptolemeu e Arsínoe se mantiveram vivos após a morte dos pais. Magas foi assassinado por Sosíbio,[1] e Alexandros provavelmente foi assassinado a mando de Ptolomeu IV para evitar problemas na sucessão ao trono. A princesa Berenice faleceu ainda na infancia, e só se sabe de sua existência através de uma placa em sua homenagem erigida por seus pais. Ptolomeu IV e Arsinoe III, seguindo a tradição egípcia adotada pelos Ptolomeus, se casaram e foram pais de Ptolomeu V Epifanes.[12] Arsínoe III foi assassinada por Sosíbio logo após a morte de Ptolemeu IV.[1]

Referências

  1. a b c d e Políbio, Histórias, Livro XV, 25.2
  2. Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 1.7.1
  3. Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 1.6.8
  4. a b c Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 1.7.3
  5. a b Eusébio de Cesareia, Crônica, 95, Os reis da Ásia Menor após a morte de Alexandre, o Grande
  6. E. R. Bevan, The House of Ptolemy, Chapter III, The Second Ptolemy, Philadelphus (283-245 b.C.)
  7. a b c d e f g h Justino, Epítome das Histórias de Pompeius Trogus, 26.3 [em linha]
  8. Calímaco, fragmento 110, Papiros de Oxirrinco, pOxy 20.2258, citado por Chris Bennett, Ptolemaic Dinasty - Apama/Arsinoe [em linha]
  9. a b Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Demétrio, 32.3
  10. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Demétrio, 53.4
  11. Catulo, Poema 66 [em linha]
  12. Pedra de Roseta, 3


Árvore genealógica incompleta baseada em alguma síntese.

Lisímaco
 
 
 
Ptolomeu I Sóter
 
 
 
Berenice
 
 
 
Filipe
 
Antíoco I Sóter
 
 
 
Estratonice
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Arsínoe I
 
 
 
 
 
 
Ptolomeu II Filadelfo
 
 
 
 
Magas de Cirene
 
 
 
 
 
Apama/Arsínoe
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ptolomeu III Evérgeta
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Berenice
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ptolemeu IV Filopator
 
 
 
 
Arsínoe
 
 
 
 
 
 
 
Magas