Ptolemeu IV Filopator

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Ptolemeu IV Filopator
Rei do Egito
Governo
Reinado 221–205 a.C.
Consorte Arsínoe III
Antecessor Ptolemeu III Evérgeta
Sucessor Ptolemeu V Epifânio
Dinastia Dinastia ptolemaica
Vida
Nascimento ca. 244 a.C.
Morte 205 a.C. (39 anos)
Filhos Ptolemeu V Epifânio
Pai Ptolemeu III Evérgeta
Mãe Berenice II

Ptolemeu IV Filopator (ca. 244 a.C. — ca. 205 a.C.) foi o quarto soberano da dinastia ptolemaica que governou de 221 a.C. até à sua morte. Durante o seu reinado iniciou-se a decadência do Egipto ptolemaico.

Filho e sucessor de Ptolemeu III Evérgeta I,[1] sua mãe era Berenice II.[2] Casou-se com Arsínoe III, filha de Berenice II.[2] Segundo Juniano Justino, Ptolemeu IV matou seu pai e sua mãe, e ganhou o apelido de Filopator (aquele que ama seu pai) por ironia.[1]

Ptolemeu IV é retratado pelos autores clássicos como um rei fraco e debochado, que entregou os assuntos de Estado aos seus ministros e conselheiros, como Sosíbios e Agatócles. A pedido destes Ptolemeu IV ordenou a morte de vários membros da sua família, como o seu irmão Magas, a sua mãe e o seu tio Lisímaco.

Em 219 a.C. o rei Antíoco III, o Grande conquista algumas cidades costeiras da Celessíria, ameaçando a presença ptolemaica nesta região. Ptolemeu e Sosíbio procuraram então reorganizar o exército, integrando neste pela primeira vez desde o domínio ptolemaico a população nativa do Egipto.

Em 217 a.C. Ptolemeu IV e Antíoco III defrontam-se no sul da Palestina, na Batalha de Ráfia, que se saldaria numa vitória do Egipto. Antes da batalha a sua irmã, Arsínoe III, encarajou os soldados egípcios; de regresso ao Egipto Ptolemeu casa-se com Arsínoe, com a qual teve um filho em 210 a.C. (o seu sucessor, Ptolemeu V Epifânio).

A nível interno a vitória egípcia provocou o renascer de um espírito nacionalista, iniciando-se um processo de rejeição da soberania ptolemaica. No final do seu reinado o sul do Egipto era governado por um soberano de origem núbia.

Após a sua morte, Sosíbios e Agatócles ordenaram a morte de Arsínoe III, que se preparava para governar como regente na menoridade do seu filho. Quando a população de Alexandria descobriu as circunstâncias em que ocorreu a morte de Arsínoe, estes acabariam por ser linchados pelo povo.

Titulatura[editar | editar código-fonte]

Nome de Nesut-bity
Hieroglifo
nswt&bity
<
F28 R8 F28 R8 F44
N35
Q3
X1
V28 U21 F12
D28
C1 C12 S42 S34
>
Transliteração Jwˁ-n-nṯr.wy-mnḫ.wy Stp-n-Ptḥ Wsr-kȝ-Rˁ Sḫm-ˁnḫ-n-Jmn
Transliteração (ASCII) Jwa-n-ntchr.wy-mnkh.wy stpn-ptah wsr-ka-ra ankh-n-jmn
Transcrição Iwan-entcher wymenkhwy setepen-ptah waser-ka-ra ankhenamon
Tradução "O herdeiro do deus Evérgeta. O eleito de Ptah. A imagem viva de Amon."
Nome de Sa-Rá
Hieroglifo
G39 N5
 
<
Q3
X1
V4 E23
Aa15
M17 M17 S29 S34 I10
X1
N17
Q1 X1
H8
U6
>
Transliteração Ptwlmys ˁnḫ-ḏ.t Mr(y)-ȝs.t
Transliteração (ASCII) Ptwlmys ankh-djt Mry-ast
Transcrição Ptwlemys Ankh-djet Mery-aset
Tradução "Ptolomeu, que tenha vida eterna. O amado de Isis."

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Justino, Epítome das Histórias de Pompeius Trogus, 29.1 [em linha]
  2. a b Políbio, Histórias, Livro XV, 25.2
Precedido por
Ptolemeu III Evérgeta I
Lista de faraós
Dinastia ptolemaica
Sucedido por
Ptolemeu V Epifânio