Narmer

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Narmer
Narmer, na tradicional pose onde golpeia os inimigos do Egito, produzida na Paleta de Narmer 3100 a.C.
Narmer, na tradicional pose onde golpeia os inimigos do Egito, produzida na Paleta de Narmer 3100 a.C.
Faraó do Egito
Predecessor Crocodilo
Sucessor Hórus Aha[1] [2] ou Menés
Esposa(s) Neithhotep
Mãe Rainha Shesh I[3]
Tumba Tumba B17/B18, Umm el-Qa'ab, Abidos[4]


Narmer foi um faraó do Antigo Egito da Época Tinita (século XXXII a.C.). É pensado que ele é o sucessor do faraó protodinástico Escorpião II (ou Selk) e/ou Ka, e é considerado por alguns como sendo o unificador do Egito e fundador da Primeira Dinastia, e portanto o primeiro faraó do Egito unificado.

A identidade de Narmer está sujeita a contínuo debate, embora o consenso dos egiptólogos[1] [2] [5] é de que Narmer foi o faraó protodinástico Menés (ou Merinar revertendo dois hieróglifos que escrevem Narmer). Menés é também creditado com a unificação do Egito, como o primeiro faraó. Esta conclusão de identidade conjunta é evidenciada por diferentes titularias reais em registros arqueológicos e históricos, respectivamente.

Nome e identidade[editar | editar código-fonte]

O comumente usado nome Narmer é uma interpretação do nome Hórus, um elemento da titularia real associado com o deus Hórus, e é mais integralmente dado como Hor(us) Nermeru, ou Hor(us) Merinar[2] [6] quando revertendo a pronunciação de 2 hieróglifos no nome.

Nos hieróglifos egípcios, Narmer é representado foneticamente pelo hieróglifo peixe-gato (n’r) e cinzel (mr).

Narmer e Menés[editar | editar código-fonte]

Pela Época Tinita, o registro arqueológico refere-se ao faraó por estes nomes Hórus, enquanto os registros históricos, como evidenciados nas listas de Turim e Abidos, usam uma titularia real alternativo, o nome Nebty.[1] [2] Diferentes elementos titulares do faraó foram muitas vezes usados isoladamente, por razões de brevidade, embora a escolha variou de acordo com a circunstância e período.[1]

A corrente egiptóloga central segue o consenso de achados de Petrie em reconciliação com os dois registros e conecta o nome Hórus Narmer (arqueológico) com o nome nebty Menés (histórico).[1] [2] [5] Lloyd (1994) encontrou a identificação "extremamente provável", e Cervelló-Autuori (2003) categoricamente afirma que "Menés é Narmer e a Primeira Dinastia começa com ele".[5]

Reinado[editar | editar código-fonte]

A famosa Paleta de Narmer, descoberta em 1898 em Hieracômpolis, mostra Narmer exibindo a insígnia de ambos Baixo e Alto Egito, dando origem à teoria que ele unificou os dois reinos em 3100 a.C..[7]

O consenso egiptólogo geral identificando Narmer como Menés não é de forma universal. Isto tem implicações para o acordado da história do Antigo Egito. Alguns egiptólogos defendem que Menés é a mesma pessoa que Hor-Aha, e que ele herdou um Egito já unificado de Narmer;[8] outros acham que Narmer iniciou o processo de unificação, conseguindo parcialmente este feito, deixando a conclusão para Menés. Argumentos que tenham sido feitos que Narmer é Menés é por causa de sua aparição em várias ostracas em conjunto com o hieróglifo do tabuleiro de um jogo para mn que parece ser um registro contemporâneo do contrário rei mítico.[9]

No sítio de Nahal Tillah, um caco de cerâmica foi encontrado com o serekh do rei Narmer mostrando que os reis egípcios tinham cinco nomes reais, um dos quais inclui também os sinais de min (Menés), sem título ainda mas adjacente ao nome de Hórus de Narmer. Isso levaria a conclusão de que os nomes reais de Menés incluem Narmer. No entanto, há contradições dentro de cada ostraca que menciona Menés, impedindo qualquer prova definitiva de sua identidade.[10] A lista de reis recentemente encontrada nas tumbas de Den e Qa'a ambas listam Narmer como o fundador da sua dinastia, que foi seguido por Hor-Aha (mas Menés estava ausente).

Outra teoria é igualmente plausível que Narmer foi o sucessor imediato para o rei que conseguiu unificar o Egito (talvez Escorpião II, cujo nome foi encontrado em uma cabeça de clava também descoberta em Hieracômpolis), mas ele adotou símbolos de unificação que já haviam sido usados talvez por uma geração.

Sua esposa é pensado ter sido Neithhotep (literalmente: "Neith está satisfeita"), uma princesa do norte do Egito. Inscrições com o seu nome foram encontradas em tumbas pertencentes aos sucessores imediatos de Narmer, Hor-Aha e Djer, insinuando que ela era mãe de Hor-Aha.

Tumbas e artefatos[editar | editar código-fonte]

A tumba de Narmer é composta por duas câmaras unidas (B17 e B18) encontradas na região de Umm el-Qa’ab de Abidos. Está localizada ao junto ao túmulo de Ka, que governou Tinis pouco antes dele.

Durante o verão de 1994, a expedição de escavadeiras de Nahal Tillah, no sul de Israel, descobriu um fragmento de cerâmica incisa (ostraca) com o sinal do serekh de Narmer, o mesmo indivíduo, cuja paleta cerimonial de ardósia foi encontrada por James E. Quibell no Alto Egito. A ostraca foi encontrado em uma grande plataforma circular, possivelmente as bases de um silo de armazenamento em Halif Terrace. Datado de 3000 a.C., estudos mineralógicos do fragmento concluem que é um fragmento de uma garrafa de vinho que havia sido importado do Vale do Nilo para Canaã.

Narmer havia produzido cerâmica egípcia no sul de Canaã – com o seu nome estampado nos vasos – e depois exportou de volta para o Egito.[11] Os locais de produção incluem Tel Arad, Ein HaBesor, Rafah, e Tel Erani.[11]

Referências

  1. a b c d e Lloyd 1994: 7
  2. a b c d e Edwards 1971: 13
  3. Wives and mothers
  4. Narmer
  5. a b c Cervelló-Autuori 2003: 174
  6. Narmer: Titulary
  7. Shaw, op.cit. p.196
  8. Gardiner, op.cit. p.405
  9. Gardiner, op.cit.
  10. Gardiner, op.cit.
  11. a b Naomi Porat, "Local Industry of Egyptian Pottery in Southern Palestine During the Early Bronze I Period", in Bulletin of the Egyptological, Seminar 8 (1986/1987), pp. 109-129.
Precedido por
Crocodilo
Faraó
?
Sucedido por
Menés