Alto Egito

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Mapa do Egito antigo, mostrando grandes cidades e sítios (c. 3150 a.C. e 30 a.C.).

Alto Egito (árabe: صعيد مصر‎ Sa'id Misr) é uma faixa de terra, em ambos os lados do Vale do Nilo, que se estende desde os limites da catarata ao norte do atual Assuão para a área entre El-Ayait e Dahshur Zawyet (que fica ao sul do atual Cairo). O trecho norte do Alto Egito, entre El-Ayait e Sohag é às vezes conhecido como Médio Egito. A designação Alto Egito é mais frequentemente usada como uma divisão do Egito Antigo. Os modernos habitantes do Alto Egito são conhecidos como Sa'idis; eles geralmente falam o Sa'idi arábico. O Alto Egito era conhecido como Ta Shemau[1] , que significa “terra de juncos”.[2] Foi dividido em 22 distritos chamados nomos.[3] O primeiro nomo foi mais ou menos onde é Assuão e o vigésimo segundo foi na moderna Atfih (Aphroditopolis), logo ao sul do Cairo.

História[editar | editar código-fonte]

A primeira cidade do Alto Egito pré-dinástico foi Hieracômpolis (em grego: Hierakonpolis),[4] cuja divindade patrono era a deusa abutre Nekhbet.[5] Para a maior parte do Egito faraônico, Tebas era o centro administrativo do Alto Egito. Após a sua destruição pelos assírios sua importância diminuiu. Sob os ptolomeus[6] a cidade de Ptolomaida, assumiu o papel de capital do Alto Egito.[7] O Alto Egito era representado pela coroa branca Hedjet, e seus símbolos eram o lótus e o carriço.

Por volta de 3200 a.C., o Alto Egito, sob Narmer, conquistou o Baixo Egito, unificando todo o território sob uma coroa.

Representação mitológica da unificação do território.

No século XI, um grande número de pastores, conhecidos como hilalianos, fugiram do Alto Egito e se mudaram para o oeste da Líbia tão quanto para Tunis.[8] Acredita-se que as condições de pastagens degradadas no Alto Egito, associados com o inicio do Período Medieval Quente, foram à causa da migração.[9]

No século XX no Egito, o título Príncipe de Sa'id (significando príncipe do Alto Egito) foi usado pelo herdeiro aparente ao trono egípcio.[10] Apesar de a monarquia egípcia ter sido abolida em 1953, o título continua a ser usado por Muhammad Ali e chefe hereditário, Sheikh Beja Khawr al`allaqi, Príncipe do Sa'id.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bard, Katheryn A. and Shubert, Steven Blake (1999) Encyclopedia of the Archaeology of Ancient Egypt Routledge, London, ISBN 0-415-18589-0
  • Chauveau, Michel (2000) Egypt in the Age of Cleopatra: History and Society Under the Ptolemies Cornell University Press, Ithaca, New York, ISBN 0-8014-3597-8
  • David, Ann Rosalie (1975) The Egyptian Kingdoms Elsevier Phaidon, London, OCLC 2122106
  • Edel, Elmar (1961) Zu den Inschriften auf den Jahreszeitenreliefs der "Weltkammer" aus dem Sonnenheiligtum des Niuserre Vandenhoeck & Ruprecht, Göttingen, OCLC 309958651, in German
  • Ermann, Johann Peter Adolf and Grapow, Hermann (1982) Wörterbuch der Ägyptischen Sprache Akademie, Berlin, ISBN 3-05-002263-9, in German

Referências

  1. Ermann & Grapow, op.cit. Wb 5, 227.4-14
  2. Ermann & Grapow, op.cit. Wb 4, 477.9-11
  3. The Encyclopedia Americana Grolier Incorporated, 1988, p.34
  4. Bard, op. cit., p.371
  5. David, op.cit., p.149
  6. Ptolemais do Nilo não deve ser confundida com Ptolemais na Fenícia ou Ptolemais Theron no Sudão.
  7. Chauveau, op.cit., p.68
  8. Ballais, Jean-Louis (2000) "Chapter 7: Conquests and land degradation in the eastern Maghreb" p. 133 In Barker, Graeme and Gilbertson, David (2000) The Archaeology of Drylands: Living at the Margin Routledge, London, Volume 1, Part III - Sahara and Sahel, pp. 125-136, ISBN 978-0-415-23001-8
  9. Ballais, Jean-Louis (2000) "Chapter 7: Conquests and land degradation in the eastern Maghreb" p. 134 In Barker, Graeme and Gilbertson, David (2000) The Archaeology of Drylands: Living at the Margin Routledge, London, Volume 1, Part III - Sahara and Sahel, pp. 125-136, ISBN 978-0-415-23001-8
  10. O título foi primeiro usado por Príncipe Faruk, o filho e herdeiro de Rei Fuad I. O Príncipr Faruk foi oficialmente nomeado príncipe de Sa'id em 12 de Dezembro de 1933.Brice, William Charles. An Historical Atlas of Islam. LeidenBRILL, 1981. p. 299. OCLC 9194288 ISBN 90-04-06116-9

Ver também[editar | editar código-fonte]


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