Artaxerxes I

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita fontes fiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde Junho de 2011). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Trechos sem fontes poderão ser removidos.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing.
Artaxerxes I
Representação de Artaxerxes I em sua tumba em Persépolis
Governo
Casa Real Império Aquemênida
Vida
Morte 424 a.C.

Artaxerxes I Longímano (Artaxšaça em persa antigo) (? — 424 a.C.) foi um rei da Pérsia. Filho de Xerxes I,[1] e foi sucedido por seu filho Xerxes II. Seu apelido longímano foi dado porque ele tinha a mão direita maior que a mão esquerda.[2]

Após o assassinato de Xerxes I em 465 a.C. assumiu o trono persa Artaxerxes I que governaria até 424 a.C..

No seu governo um mensageiro ou guerreiro grego foi a Susa e obrigou o imperador a assinar com a Grécia um tratado de paz, no qual a Pérsia libertava as colônias gregas na Anatólia, no litoral do mar Egeu, tais como Troia, Mileto, Halicarnasso, e outras, ficando o Egeu totalmente sob controle grego.

Reinado[editar | editar código-fonte]

Historiadores não chegam a acordo no que diz respeito ao ano em que Artaxerxes começou o seu reinado. Assim sendo, muitos têm apontado 465 a.C. como o ano da ascensão ao trono deste rei persa, uma vez que seu pai, Xerxes I, que havia começado a reinar em 486 a.C., morreu no 21º ano do seu reinado.

Há outras evidências, porém, que mostram que a ascensão de Artaxerxes ao trono pode ter-se dado em 475 a.C. e de que o primeiro ano do seu reinado se completou em 474 a.C.[carece de fontes?]

  • De acordo com o Cânone de Ptolomeu, ele reinou de 465 a 424 a.C..[3]
  • Esculturas e inscrições encontradas em Persépolis (antiga capital persa) dão evidência de que Xerxes co-regeu, durante 10 anos, com seu pai, Dario I. Sabendo que Xerxes reinou sozinho durante 11 anos após a morte de Dario, que se deu em 486 a.C., 474 a.C. pode ser apontado como sendo o primeiro ano do reinado de Artaxerxes.
  • Segundo o historiador grego Tucídides, Temístocles, general ateniense, chegou à Ásia Menor quando Artaxerxes havia ascendido ao trono "há pouco tempo". Temístocles, embora tendo vencido o exército persa em 480 a.C., acabou por ser vencido e acusado e traição, factos que o levaram a refugiar-se na corte persa. Tendo passado 1 ano antes que Temístocles falasse com Artaxerxes e tendo morrido em 471 a.C. (conforme Diodoro Sículo, historiador grego), Temístocles deve ter chegado à Ásia Menor em 473 a.C.
  • Ernst Hengstenberg, assim como outras fontes, declara que o reinado de Artaxerxes começou em 474 a.C.

Feitos Históricos[editar | editar código-fonte]

Guerra contra o Egito[editar | editar código-fonte]

Em 462 ou 461 a.C.,[carece de fontes?] quando Conon era arconte de Atenas e Quintus Fabius Vibulanus e Tiberius Aemilius Mamercus eram cônsules romanos, Artaxerxes I, enviou seu tio Aquemenes ao Egito, comandando mais de trezentos mil soldados, para suprimir uma revolta.[4] A batalha deu-se próxima ao rio Nilo, e os egípcios e os líbios tiveram ajuda de Atenas,[5] que enviou duzentos navios.[6] A batalha, inicialmente, foi vantajosa aos persas, pelo seu maior número, mas, quando os atenienses tomaram a ofensiva, os persas fugiram,[6] se retirando para uma fortaleza branca, onde foram sitiados pelos atenienses.[7]

Filhos e sucessão[editar | editar código-fonte]

Artaxerxes I, filho de Xerxes I e Amastris,[8] só teve um filho legítimo, Xerxes II, filho de Damaspia.[9] Damaspia morreu no mesmo dia que Artaxerxes I.[9] Artaxerxes I teve dezessete filhos ilegítimos, dentre os quais Secydianus (Sogdiano), filho da babilônia Alogyne, Ochus (o futuro rei Dario II Nótus) e Arsites pela babilônia Cosmartidene e Bagapaeus e Parisátide pela babilônia Andria.[9] Durante o reinado de Artaxerxes I, Ochus foi feito sátrapa da Hircânia e casou-se com sua meio-irmã Parisátide.[9]

Secydianus conspirou com os eunucos e assassinou Xerxes II quando este estava dormindo, depois de ficar bêbado em um festival, quarenta e cinco dias depois da morte de seu pai.[10] Os corpos de pai e filho foram levados juntos para Pasárgada, porque as mulas que levariam o corpo do pai haviam se recusado a andar, como se esperassem o filho, e se moveram assim que este corpo chegou.[10]

Secydianus mandou matar Bagorazus por apedrejamento, o que deixou o exército insatisfeito, além da morte de Xerxes II.[11]

Secydianus convocou Ochus para a corte, mas este, unindo-se a generais e eunucos, reuniu um grande exército e foi coroado rei.[12] Ochus assumiu o nome real de Dario (Dario II Nótus) e atraiu Secydianus com um truque, o prendeu e o matou por fogo.[12]

Sogdiano reinou por sete meses [13] (ou seis meses e quinze dias[12] ) e foi assassinado por seu sucessor, Dario II Nótus, que reinou por dezenove anos.[13] O reinado efêmero de Sogdiano ocorreu no ano da 89a olimpíada.[14]

Dario II e Parisátide tiveram quatro filhos, Artaxerxes II, Ciro, o Jovem, Ostanes e Oxathres.[2]

Referências

  1. Heródoto, Histórias, Livro VI, Erato, 98 [pt] [el] [el/en] [ael/fr] [en] [en] [en] [es]
  2. a b Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Artaxerxes II, 1.1
  3. Cláudio Ptolomeu (compilador), Cânone de Ptolomeu, Os reis dos persas [em linha]
  4. Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XI, 74.1
  5. Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XI, 74.2
  6. a b Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XI, 74.3
  7. Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XI, 74.4
  8. Ctésias de Cnido, Pérsica, texto em epítome por Fócio, Biblioteca de Fócio, 24 [em linha]
  9. a b c d Ctésias de Cnido, Pérsica, texto em epítome por Fócio, Biblioteca de Fócio, 47 [em linha]
  10. a b Ctésias de Cnido, Pérsica, texto em epítome por Fócio, Biblioteca de Fócio, 48
  11. Ctésias de Cnido, Pérsica, texto em epítome por Fócio, Biblioteca de Fócio, 49
  12. a b c Ctésias de Cnido, Pérsica, texto em epítome por Fócio, Biblioteca de Fócio, 50
  13. a b Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XII, 71.1 [ael/fr][en]
  14. Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XII, 65.1

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • de Almeida, João Ferreira, A Bíblia Sagrada - Antigo e o Novo Testamento, Revista e Atualizada no Brasil, 2a. edição, Barueri/SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 1993, ISBN 85.311.0279-0
  • Wood, Lynn Harber, The Chronology of Ezra 7, Review and Herald Pub. Association, 1970
Precedido por:
Xerxes I
imperador aquemênida
466 a.C.424 a.C.
Sucedido por:
Dario II
Faraó
(466 a.C.424 a.C.)
27ª Dinastia
Ícone de esboço Este artigo sobre História ou um historiador é um esboço relacionado ao Projeto História. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.