Djer

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Djer
Manetão: Atótis (ou Cencennes?);
Lista Real de Abidos:
Teti;
Lista Real de Turim:
Iteti (é um anacronismo, pois esta forma de escrita dos nomes reais foi inventados anos depois[1] ).
Estela do faraó Djer
Estela do faraó Djer
Faraó do Egito
Reinado 57 anos segundo Manetão; 41 anos segundo Toby Wilkinson,  I dinastia
Predecessor Hórus Aha
Sucessor Djet
Esposa(s) Herneith[2]
Nakhtneith[2] [3]
Seshemetka[2] ? (talvez esposa de Den)
Penebui[2]
bsu (nome incerto)[2]
Filhos Djet
Tumba Tumba em Umm el-Qa'ab, Abidos
Monumentos Tumba de Umm el-Qa'ab

Djer foi o segundo ou o terceiro faraó da I dinastia. Alguns estudiosos, contudo, debatem se o primeiro faraó, Menés ou Narmer, e Hórus Aha podem ter sido diferentes governantes. Se eles foram governantes separados, isto faz de Djer o terceiro faraó da dinastia. Foi o sucessor (e talvez filho) de Hórus Aha que alguns autores identificam com Menés. Djer governou em 2980 a.C..[4]

Um pulso mumificado de Djer ou de sua esposa foi descoberto, mas foi perdido.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome de Hórus de Djer significa "Hórus que socorre".[5] A Lista Real de Abidos lista o segundo faraó como Teti, o Lista Real de Turim lista como Iteti, enquanto Manetão lista Atótis.

Duração do reinado[editar | editar código-fonte]

Embora o sacerdote egípcio Manetão, escrito no século III a.C., afirme que Djer governou por 57 anos, pesquisas modernas por Toby Wilkinson em Os Anais Reais do Antigo Egito salienta que a quase contemporânea e portanto, mais precisa Pedra de Palermo atribui a Djer um reinado de "41 completos e anos parciais".[6] Wilkinson nota que os anos 1-10 do reinado de Djer estão preservados no registro II da Pedra de Palermo, enquanto os anos centrais do reinado do faraó estão registrados no registro II Fragmento do Cairo.[7]

Reinado[editar | editar código-fonte]

A evidência da vida e reinado de Djer está[8] :

  • Tumba em Umm el-Qa'ab, Abidos
  • Impressões em selos das sepulturas 2185 e 3471 em Saqqara
  • Inscrições nas sepulturas 3505, 3506 e 3535 em Saqqara
  • Impressão em selo e inscrições de Helwan (Saad 1947: 165; Saad 1969: 82, pl. 94)
  • Vaso de Turah com o nome de Djer (Kaiser 1964: 103, fig.3)
  • UC 16182 tablete de marfim de Abidos, na tumba subsidiaria 612 no recinto de Djer (Petrie 1925: pl. II.8; XII.1)
  • UC 16172 enxó de cobre com o nome de Djer (tumba 461 em Abidos, Petrie 1925: Pl. III. 1. IV. 8)
  • Inscrição de seu nome (de autenticidade questionável) de Wadi Halfa, Sudão.[9]

As inscrições, em marfim e madeira, estão em uma forma muito precoce de hieróglifos, dificultando a tradução completa, mas um selo de Saqqara pode descrever o início da prática de sacrifícios humanos do Antigo Império.[10] Um tablete de marfim de Abidos menciona que Djer visitou Buto e Saís no Delta do Nilo. Um dos seus anos de reinado na Pedra do Cairo foi nomeado "Ano de ferir a terra de Setjet", que muitas vezes é especulada ser o Sinai ou além. Informações obtidas na Pedra de Palermo assim como registros materiais (cobre e turquesa) mostram que houve certa atividade militar no Sinai e, possivelmente, na Palestina.[11]

As inscrições provam que foi introduzida por Djer a tradição de comemorar a cada dois anos, a Escolta de Hórus.[12] Djer fundou o Domínio Real Semer-netjeru ("Excelência dos deuses"[13] ) e a nova Residência Real Hor-sechentj-dju ("Hórus sobe acima das montanhas"[14] ). Dirigida, tornou-se a residência do alto funcionário Amka.[15]

Com base no calendário egípcio, Djer faleceu no 7. Peret III. O reinado de seu sucessor Djet começou em 22. Peret IV.[16]

Família[editar | editar código-fonte]

Djer foi filho do faraó Hórus Aha e de sua esposa Khenthap. Seu avô foi provavelmente Narmer, e sua avó foi Neithhotep. Possivelmente foi o pai da rainha Meritneith e do rei Djet.[9] Mulheres com títulos mais tarde associados com as rainhas foram sepultadas em tumbas subsidiárias próximas da tumba de Djer em Abidos ou atestadas em Saqqara. Estas mulheres são pensadas serem as esposas de Djer e inclui:

  • Nakhtneith (ou Nekhetneith), sepultada em Abidos e conhecida de uma estela.[2] [17]
  • Herneith, possivelmente uma esposa de Djer.[18] Sepultada em Saqqara.[17]
  • Seshemetka, sepultada em Abidos próxima do rei.[19] Ela foi dita como sendo a esposa de Den em Dodson e Hilton.[17]
  • Penebui, seu nome e título foram encontrados em um selo de marfim de Saqqara.[2]
  • Bsu, conhecida de um selo de Saqqara e vários vasos de pedra (leitura do nome é incerta; nome consiste em três peixes hieróglifos).[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Similarmente a seu pai Hórus Aha, Djer foi sepultado em Abidos. A tumba de Djer é a Tumba O de Petrie. Sua tumba contém os restos de 300 retentores que foram enterrados. Vários objetos foram encontrados em e entorno da tumba de Djer[20] :

  • Uma estela de Djer, agora no Museu do Cairo provavelmente vinda de Abidos
  • Vedações de um rei chamado Khent
  • Selos mencionando o nome de um palácio e o nome de Meritneith
  • Fragmentos de dois vasos inscritos com o nome da rainha Neithhotep
  • Braceletes de uma rainha foram encontrados na parede da tumba

Foram encontradas nas tumbas subsidiárias[20] :

  • Estelas de vários indivíduos
  • Objetos de marfim com o nome de Neithhotep
  • Tabletes de marfim

Da XVIII dinastia, a tumba de Hórus Aha foi reverenciada como a tumba de Osíris, e o complexo fúnebre da I dinastia, que inclui a tumba de Djer, foi muito importante na tradição religiosa egípcia.

Manetão indica que a I dinastia governou de Mênfis – e de fato, Herneith, uma das esposas de Djer, foi sepultada próxima de Saqqara. Manetão também afirmou que Atótis, que é as vezes identificado como Djer, escreveu um tratado de anatomia que ainda existia em seu tempo, mais de dois milênios depois.

Referências

  1. Wolfgang Helck: Der Name des letzten Königs der 3. Dynastie und die Stadt Ehnas. In: Studien zu Altägyptischen Kultur Nr.4. Helmut Buske, Hamburg 1976, ISSN 0340-2215, S. 125-128.
  2. a b c d e f g h W. Grajetzki: Ancient Egyptian Queens: a hieroglyphic dictionary
  3. Aidan Dodson & Dyan Hilton: The Complete Royal Families of Ancient Egypt. Thames & Hudson, 2004, ISBN 0-500-05128-3 p.45
  4. Jahreszahlen nach Schneider: Lexikon der Pharaonen.
  5. Peter Clayton, Chronicle of the Pharaohs, Thames & Hudson Ltd., 2006 paperback, p.16
  6. Toby Wilkinson, Royal Annals of Ancient Egypt: The Palermo Stone and Its Associated Fragments, (Kegan Paul International), 2000. p.79
  7. Wilkinson, Royal Annals of Ancient Egypt, p.258
  8. King Djer page from digitalegypt.
  9. a b Nicolas Grimal: A History of Ancient Egypt. S. 50-53.
  10. Rice, Michael The Power of the Bull Routledge; 1 edition (4 Dec 1997) ISBN 978-0415090322 p123 [1]
  11. Coleção grande civilizações: Egito. 1º ed. Rio de Janeiro: Minuano Cultural, 2010. 10 pp. ISBN
  12. Toby A. H. Wilkinson: Early Dynastic Egypt. S. 71-73.
  13. Dieter Arnold, Nigel Strudwick, Sabine H. Gardiner: The Encyclopaedia of Ancient Egypt Architecture. S. 71.
  14. Dilwyn Jones: An Index of ancient Egyptian titles, epithets and phrases of the Old Kingdom, Bd. 2, Nr. 2209
  15. Toby A. H. Wilkinson: Early Dynastic Egypt. S. 124 & 146 ff.
  16. 22 Peret IV em um ano normal; em um ano bissexto seria 21/21 Shemu I
  17. a b c Dodson and Hilton: The Complete Royal Families of Ancient Egypt, 2004
  18. Walter Bryan Emery: Ägypten, Geschichte und Kultur der Frühzeit, 3200-2800 v. Chr. S. 53-58.
  19. W. M. Flinders Petrie: The Royal Tombs of the Earliest Dynasties, 1901, Part II, London 1901, pl. XXVII, 96
  20. a b B. Porter and R.L.B. Moss. Topographical Bibliography of Ancient Egyptian Hieroglyphic Texts, Reliefs, and Paintings, V. Upper Egypt: Sites. Oxford, 1937

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Toby A. H. Wilkinson, Early Dynastic Egypt, Routledge, London/New York 1999, ISBN 0-415-18633-1, 71-73
  • Toby Wilkinson, Royal Annals of Ancient Egypt: The Palermo Stone and Its Associated Fragments, (Kegan Paul International), 2000.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Hórus Aha
Faraó
Sucedido por
Djet