Ptolemeu II Filadelfo

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Ptolemeu II Filadelfo
Rei do Egito
Ptolemeu II Filadelfo (frente) e sua irmã/mulher Arsínoe II
Governo
Reinado 281246 a.C.
Consorte Arsínoe I, Arsínoe II
Antecessor Ptolemeu I Sóter
Sucessor Ptolemeu III Evérgeta
Dinastia Dinastia ptolemaica
Vida
Nascimento 309 a.C.
Morte 29 de janeiro de 246 a.C. (63 anos)
Pai Ptolemeu I Sóter
Mãe Berenice I
Estátua de Ptolomeu II recuperada do mar, actualmente junto da Biblioteca de Alexandria

Ptolomeu II Filadelfo (309 a.C.246 a.C.[1] ) foi o rei (faraó) do Egito de 281 a.C. até a sua morte em 246 a.C. Era de constituição física delicada. E. J. Bickermann data a sua morte em 29 de janeiro de 246 a.C.[2]

Família[editar | editar código-fonte]

Ptolomeu II Filadelfo era filho de Ptolomeu I Sóter e Berenice I.[3] Seu pai era filho de Arsinoé da Macedónia, e talvez de um nobre macedônio chamado Lago, ou do rei Filipe II da Macedônia.[4] A família de Berenice, assim como a de Ptolemeu I Sóter, era de Eordaea.[5] Seus avôs maternos eram Magas e Antígona, e, antes de ir para o Egito, Berenice fora casada com um nobre macedônio de nome Filipe, de quem teve pelo menos dois filhos, Magas (futuro Magas de Cirene)[6] e Antígona.[7]

Ptolomeu I Sóter era casado com Eurídice, filha de Antípatro, que havia levado Berenice, sua prima, como dama de companhia para o Egito na ocasião de seu casamento.[3] Ptolomeu I Soter tomou Berenice como concubina provavelmente ao mesmo tempo em que se casou com Eurídice, em 221 a.C, mas só foi se casar com ela em 217 a.C, quando ela estava gravida de Arsinoe II. Ptolomeu I e Berenice tiveram três filhos, Ptolomeu II Filadelfo,[3] Arsínoe II[6] e Philotera, preferindo estes para a sucessão aos filhos de Euridice.

Ptolomeu II Filadelfo casou-se com duas mulheres de nome "Arsínoe": Arsínoe I, a filha de Lisímaco e sua própria irmã, Arsínoe II, em violação aos costumes macedônios, mas de acordo com os costumes egípcios.[6]

Com sua irmã Arsínoe II, ele não teve filhos; seus filhos, Ptolomeu III Evergeta, que foi incluindo seu sucessor,[8] Lisímaco [9] e Berenice eram filhos de Arsínoe I.[10]

Ptolomeu nem sempre foi o herdeiro do trono ptolomaico: sendo o filho caçula do faraó, estaria no ultimo degrau da linha de sucessão, enquanto o primeiro seria ocupado por seu meio-irmão Ptolomeu Cerauno. Ptolomeu Cerauno, filho de Ptolemeu I Sóter e Eurídice, filha de Antípatro,[11] após ser rejeitado como sucessor de Ptolomeu I, acabou se tornando rei da Macedônia em 281 a.C.,[carece de fontes?] perecendo na invasão gaulesa[12] de 280–279 a.C. Seu outro meio-irmão Meleagro[11] (ou, segundo outros autores, seu tio[13] ) sucedeu Cerauno no trono da Macedônia por um curto periodo.[11] [13]

Reinado[editar | editar código-fonte]

Iniciou seu reinado como co-regente de seu pai Ptolomeu I Sóter de 288 a 285 a.C.

Ptolomeu II mantinha uma corte esplêndida em Alexandria. Apesar de Ptolomeu não ser um rei dado à guerra, o Egito não se manteve longe destas. Magas de Cirene iniciou uma guerra contra seu meio-irmão (274 a.C.), e o rei selêucida Antíoco I Sóter desejando a Celessíria e a Judeia, também atacou o Egito logo em seguida. Dois ou três anos de guerra deixaram o Egito com o poder naval dominante do Mediterrâneo Oriental; a esfera ptolomaica de poder se estendia das Cíclades à Samotrácia e os portos e cidades costeiras da Cilícia Trachea, Panfília, Lícia e Cária estavam em sua maioria em mãos ptolomaicas.

Com o objetivo de aliviar a ameaça colocada à predominância egípcia no mar Egeu, Ptolomeu incentivou a constituição da aliança militar que estabelecida entre cidades-estado gregas contra o domínio macedônio, na qual se destacavam Atenas e Esparta, nomeadamente fornecendo cereais a Atenas. Quando subiu ao poder em Atenas, o estóico Cremónidas declarou guerra (a chamada guerra cremonidiana) à Macedônia em 267 a.C. ou possivelmente logo no outono do ano anterior. A guerra acabou com a vitória de Antígono II Gônatas, rei da Macedônia, que depois de derrotar o rei espartano Areu I em Corinto em 265 a.C., cercou Atenas, que acabou por se render devido à fome enquanto esperava por auxílio de Ptolomeu. A expedição egípicia de auxílio aos atenienses partiu quando a cidade já tinha caído e foi derrotada na batalha naval de Cós, travada ao largo daquela ilha do Egeu oriental em data incerta entre 262 e 256 a.C., possivelmente em 261 ou 258 a.C..[14]

Essa vitória de Antígono II Gônatas não interrompeu seu domínio egípcio no Egeu. Na segunda das Guerras Sírias (260–253 a.C.), contra o Império Selêucida, que tinha como rei Antíoco II Téo (depois de 260 a.C.), Ptolomeu II aceitou perdas no litoral da Ásia Menor e concordou com a paz selada com o casamento de Antíoco II com sua filha Berenice (cerca de 250 a.C.).

A primeira esposa de Ptolomeu II, Arsínoe I, filha de Lisímaco, e mãe de seus filhos legítimos, acabou sendo trocada, provavelmente por razões políticas, pela própria irmã de Ptolomeu II, Arsínoe II, que era viúva de Lisímaco, um costume egípcio abominável à moralidade grega. Arsínoe I foi exilada em Coptos, e Ptolomeu e Arsinoe II passaram a reinar juntos a partir de então.

O esplendor material e literário da corte alexandrina chegou ao ápice sob Ptolomeu II. Ele divinizou seus pais e sua esposa-irmã, e após sua morte em 270 a.C., receberam os titulos de Filadelfos. O sobrenome foi usado pelas gerações posteriores para distingüir Ptolomeu II, mas ele pertencia apenas a Arsínoe II, não ao rei.

Biblioteca de Alexandria[editar | editar código-fonte]

Ptolemeu II, um grande admirador da literatura, encarregou Demétrio de Faleros e outros homens a recolher livros por todo o mundo e guardá-los em duas bibliotecas em Alexandria. A biblioteca externa teve 42 800 volumes, a a biblioteca interna tinha 400 000 volumes misturados, e 90 000 volumes não misturados, Calímaco completou um catálogo destes livros.[15]

Titulatura[editar | editar código-fonte]

Nome de Nesut-bity
Hieroglifo
nswt&bity
<
C12 C1 N36 F12 D28
Z1
>
Transliteração Wsr-kȝ-Rˁ Mr(y)-Jmn
Transliteração (ASCII) wsr-kA-ra mry-jmn
Transcrição Waser-ka-rá Meriamon
Tradução "O Ka de é poderoso. O amado de Amon"
Nome de Sa-Rá
Hieroglifo
G39 N5
 
<
Q3
X1
V4 E23
Aa15
M17 M17 S29
>
Transliteração ptlwmys
Transliteração (ASCII) Ptwlmys
Transcrição Ptwlemys
Tradução Ptulemis ou Ptolomeus

Ver também[editar | editar código-fonte]

Árvore genealógica baseada no texto (síntese). Por simplificação, seus meio-irmãos não foram incluídos

Agátocles
 
Lago
 
Arsinoé
 
Filipe II
 
Magas
 
 
 
Antígona
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lisímaco
 
 
 
 
 
Ptolomeu I Sóter
 
 
 
 
 
 
 
 
Berenice I
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Arsínoe I
 
 
 
 
 
Ptolemeu II Filadelfo
 
 
 
Arsínoe II
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ptolomeu III Evergeta
 
 
Lisímaco
 
 
Berenice

Referências

  1. Károly Simonyi. A Cultural History of Physics. CRC Press; 2012. ISBN 978-1-56881-329-5. p. 613.
  2. Bickermann, E. J. Chronology of the Ancient World, 2ª edição, 1980
  3. a b c Pausânias, Descrição da Grécia, 1.6.8
  4. Pausânias, Descrição da Grécia, 1.6.2
  5. Posídipo, Epigramas, Hipikka, AB 88
  6. a b c Pausânias, Descrição da Grécia, 1.7.1
  7. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Pirro, 4.4
  8. Pausânias, Descrição da Grécia, 1.7.3
  9. Políbio, Histórias, Livro XV, 25.2
  10. Justino, Epítome das Histórias de Pompeius Trogus, 27.1 [em linha]
  11. a b c Eusébio de Cesareia, Crônicas, 89, A partir dos escritos de Porfírio, o filósofo, nosso adversário
  12. Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XXII, 3.2
  13. a b Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XXII, 4.1
  14. Green, Peter (1993) (em inglês), Alexander to Actium: The Historical Evolution of the Hellenistic Age, University of California Press, ISBN 9780520083493, http://books.google.pt/books?id=1QOvJ14Jxv8C&q=%22Chremonidean%20War%22, visitado em 14 de janeiro de 2014 
  15. João Tzetzes, Sobre a Comédia (Prefácio a Aristófanes), Licofrão [em linha]


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