Magas de Cirene

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Magas foi um filho de Berenice I e enteado de Ptolemeu I Sóter. Ele reprimiu uma rebelião de Cirene (Cirenaica) durante o reinado do seu padrasto e, quando seu meio-irmão Ptolemeu II Filadelfo era o faraó, se rebelou contra o Egito.

Família[editar | editar código-fonte]

Sua mãe, Berenice I, foi casada com um nobre macedônio chamado Filipe, com quem teve pelo menos dois filhos, Magas,[1] e Antígona.[2] Alguns historiadores modernos especulam que a princesa egípcia Texena, esposa de Agátocles, tirano de Siracusa, poderia ser filha de Filipe e Berenice. Os pais de Berenice I se chamavam Magas e Antígona;[1] sua mãe era parente de Antípatro.

Quando Ptolomeu I Sóter se casou com Eurídice, filha de Antípatro, Berenice foi junto com Eurídice para o Egipto.[3] Enquanto Ptolomeu I Sóter estava casado com Eurídice, ele tomou Berenice como concubina.[3]

Ptolomeu I Sóter e Berenice tiveram três filhos, Ptolomeu II Filadelfos,[3] Arsínoe II[1] e Filotera.

Governador de Cirene[editar | editar código-fonte]

Após a morte de Antígono Monoftalmo, Ptolemeu I Sóter reconquistou a Síria e Chipre, e restaurou Pirro ao seu reino, porém Cirene se rebelou.[3] No quinto ano da rebelião, Magas foi enviado, e reconquistou Cirene.[3]

Por influência de Berenice, Magas tornou-se o governador de Cirene.[1]

Magas se casou com Apama,[4] filha de Antíoco I Sóter [4] [5] e Estratonice.[5]

Rei de Cirene[editar | editar código-fonte]

Após a morte de Ptolemeu I Sóter, quando seu filho Ptolemeu II Filadelfo se tornou o faraó, Magas se rebelou contra o meio-irmão, e atacou o Egito,[1] porém teve que recuar, pois os nômades líbios (marmaridae) haviam se revoltado.[6] Ptolemeu II também não conseguiu atacar Cirene, pois seus mercenários, 4000 gauleses, tinham planejado tomar o Egito; eles foram isolados em uma ilha no Rio Nilo e deixados para morrer se matando ou de fome.[6]

Magas convenceu seu sogro, Antíoco I Sóter, a romper o acordo que havia sido feito entre Seleuco I Nicator, pai de Antíoco, e Ptolemeu I Sóter, pai de Ptolemeu II, e atacar o Egito.[4] Porém Ptolemeu II atacou os súditos de Antíoco, de forma que Antíoco não conseguiu atacar o Egito.[4]

Sucessão[editar | editar código-fonte]

Ele teve uma filha, Berenice, que se casou com Ptolemeu III Evérgeta.[7] Segundo Juniano Justino, a mãe de Berenice se chamava Arsínoe,[8] a identidade entre Apama e Arsínoe foi confirmada pelos Papiros de Oxirrinco.[9]

Referências

  1. a b c d e Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 1.7.1
  2. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Pirro, 4.4
  3. a b c d e Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 1.6.8
  4. a b c d Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 1.7.3
  5. a b Eusébio de Cesareia, Crônica, 95, Os reis da Ásia Menor após a morte de Alexandre, o Grande
  6. a b Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 1.7.2
  7. Políbio, Histórias, Livro XV, 25.2
  8. Justino, Epítome das Histórias de Pompeius Trogus, 26.3 [em linha]
  9. Calímaco, fragmento 110, Papiros de Oxirrinco, pOxy 20.2258, citado por Chris Bennett, Ptolemaic Dinasty - Apama/Arsinoe [em linha]