Efluente

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Efluente (do latim effluens)[1] é o resíduo líquido resultante de processos industriais.[2]

Na engenharia química, define-se dois tipos de efluentes líquidos: os gerados na planta, a partir de processos como reações, separações ou reciclos e os usados como utilidades, como águas de lavagem, resfriamento etc.[3]

Características[editar | editar código-fonte]

Descarga de efluente

As principais características para avaliar os efluentes líquidos são:[4]

  • sólidos totais - matéria que permanece após a evaporação, podem ser ainda classificados como sólidos em suspensão e sólidos filtráveis.
  • sólidos sedimentáveis - volume de sólidos presente no efluente que se sedimenta ou decanta após um período de tempo.
  • temperatura - parâmetro muito importante devido seu efeito na vida aquática.
  • cor e turbidez
  • pH ou potencial hidrogeniônico
  • demanda bioquímica de oxigênio (DBO) - a quantidade de oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica por meio de bactérias.
  • demanda química de oxigênio (DQO) - a quantidade de oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica por meio de um agente químico.

Tratamentos[editar | editar código-fonte]

Graus de tratamento[editar | editar código-fonte]

A o grau de tratamento de efluentes depende de dois fatores:[5]

  • A qualidade do efluente antes de ser lançado no corpo receptor.
  • A legislação ambiental em vigor que regula os padrões de qualidade do efluente para seu lançamento.[6]

Os efluentes tem diferentes origens portanto devem ser considerados diversos métodos para seu tratamento, o tratamento de um efluente pode ser dividido em três processos:

  • Tratamento primário, remoção de sólidos em suspensão e material graxo.
  • Tratamento secundário, a remoção do material orgânico solúvel de natureza biodegradável, é um processo natural conduzido por agentes microbianos.
  • Tratamento terciário, a remoção de material diluído que não foi removido nas etapas anteriores.

Legislação[editar | editar código-fonte]

Brasil[editar | editar código-fonte]

A Resolução CONAMA no. 430/2011 estabelece limites para lançamento de efluentes e a Portaria no. 518/2004 do Ministério da Saúde estabelece procedimentos e responsabilidades do controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano.[7]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Legislação do Brasil
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Referências

  1. Cândido de Figueiredo. Novo dicionário da língua portuguesa. Library of Alexandria; 1937. ISBN 978-1-4655-6829-8. p. 3052.
  2. Aguas doces no Brasil. Escrituras; ISBN 978-85-86303-41-8. p. 383
  3. Príamo Albuquerque Melo Jr. (editor). Fronteiras da Engenharia Química 1. Editora E-papers; ISBN 978-85-7650-049-0. p. 237.
  4. Ênio Viterbo Jr. Sistema Integrado de Gestao Ambiental. Editora Aquariana; 1998. ISBN 978-85-7217-059-8. p. 59 – 60.
  5. Márcia Dezotti (coord.). Processos e técnicas para o controle ambiental de efluentes líquidos: Volume 5 da Série Escola Piloto de Engenharia Química. Editora E-papers; 2008. ISBN 978-85-7650-173-2. p. 30 – 31.
  6. Marcos Von Sperling. Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos. Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental, Universidade Federal de Minas Gerais; 1996. ISBN 978-85-7041-114-3. p. 250.
  7. Abepro; Paulo Adissi; José Almeida Neto. Gestão Ambiental De Unidades Produtivas. Elsevier Brasil; ISBN 978-85-352-5160-9. p. 218.