Desnazificação

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Após o colapso da Alemanha nazista, civis alemães algumas vezes foram forçados a visitarem campos de extermínio para exumar valas comuns das vítimas do nazismo.
Zonas da Alemanha ocupada.
Áustria ocupada.

Desnazificação (do alemão Entnazifizierung) é o termo que designa a iniciativa dos Aliados após a vitória sobre a Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial e reforçada pelos Acordos de Potsdam, buscava a limpeza da sociedade, cultura, imprensa, justiça e política da Alemanha e da Áustria de toda influência nazista. Os julgamentos dos maiores responsáveis pelo regime começaram em 20 de novembro de 1945 por um Tribunal Militar Internacional em Nuremberg, onde foram sentenciados 24 pessoas e seis associações (chamadas de "organizações criminosas" são elas: o governo do Reich, partido nacional-socialista (NSDAP), a SS, a Gestapo, a SA, o Estado-Maior e o Comando Supremo da Wehrmacht.

Aplicação nas zonas de ocupação[editar | editar código-fonte]

Após o fim da Guerra na Alemanha, em Janeiro de 1946 a Conselho de Controle dos Aliados dividiu a Alemanha em 4 zonas controladas pelos países vitoriosos Estados Unidos, Reino Unido, França e União Soviética. Estes países governaram a Alemanha de 1945 até 1948.

O território austríaco foi igualmente dividido e ocupado, ficando sob controle aliado até 1955. O historiador estadunidense Frank McCann, [1] alega que o Brasil foi convidado a tomar parte na ocupação da Áustria. [2] [3]

Nas zona alemãs, foram aplicadas uma série de directivas para desnazificação, aplicadas com diferentes esquemas e rigores nas diferentes zonas de ocupação. Se iniciando com detenções massivas, contabilizando somente nas zonas ocidentais cerca de 182.000 prisioneiros, dos quais em 1 de Janeiro de 1947 aproximadamente 86.000 foram libertados. Em 1947 estavam na prisão:

  • Zona britânica 64.500 pessoas (liberadas: 34.000=53%)
  • Zona estadunidense 95.250 pessoas (liberadas: 44.244=46%)
  • Zona francesa 18.963 pessoas (liberadas: 8.040=42%)
  • Zona soviética 67.179 pessoas (liberadas: 8.214=12%)

Zona estadunidense[editar | editar código-fonte]

A zona estadunidense consistia na Baviera, Hesse e porções do Norte do atual Estado de Baden-Württemberg. Também perto de Bremen com Bremerhaven estava sob controle dos Estados Unidos. Os quartéis-gererais do governo militar estadunidense estavam no antigo edifício da IG Farben em Frankfurt.

Zona soviética[editar | editar código-fonte]

A zona soviética incorporava a Turíngia, Saxônia, Saxônia-Anhalt, Brandemburgo e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. Os quartéis-generais do governo militar soviético estavam em Berlin-Karlshorst.

Zona britânica[editar | editar código-fonte]

A zona britânica consistia nos atuais Schleswig-Holstein, Hamburgo, Westfália e Renânia do Norte. Os quartéis generais do governo militar britânico estavam em Bad Oeynhausen.

O exército britânico focalizaram primeiramente na remoção e julgamento da elite e dos líderes do Nazismo naquela região do que a perseguição de todos aqueles que colaboraram com o regime.

Zona francesa[editar | editar código-fonte]

Divisão da área da cidade de Berlim.

Originalmente, os franceses não iriam receber nenhuma zona de ocupação, devido as preocupações de grande hostilidade histórica entre França e Alemanha, assim como também a inefetividade dos franceses como membros da Aliança durante a guerra. Finalmente, os britânicos e estadunidenses concordaram em ceder uma pequena proporção aos franceses. Por esta razão, a zona francesa, contraria as outras três proporções. A zona francesa consistia no atual estado de Renânia-Palatinado e nas zonas de Baden-Württemberg. Os quartéis-generais do governo militar estavam em Baden-Baden.

Os franceses fizeram o mesmo que os britânicos, focalizaram primeiramente na remoção da elite e dos líderes do Nazismo.

Área de Berlim[editar | editar código-fonte]

A cidade de Berlim foi ocupada conjuntamente pelas quatro potências Aliadas e se dividiu em quatro setores.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. (em inglês) UNH - Página acessada em 24 de Novembro de 2010.
  2. (em português) Estadão - País foi chamado a ocupar a Áustria. Página acessada em 2 de Janeiro de 2011.
  3. (em português) Mondopost - Brasil foi chamado a ocupar a Áustria. Página acessada em 24 de Novembro de 2010.