Supermarine Spitfire

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Supermarine Spitfire
Supermarine Spitfire Mk 2I
Descrição
Fabricante Supermarine Division of Vickers-Armstrong/Grã-Bretanha;

Castle Bromwick/Grã-Bretanha;

Cunliffe Owen Aircraft/Grã-Bretanha;

Westland Aircraft Ltd/Grã-Bretanha;

Packard/EUA.

Primeiro voo 5 de março de 1936
Missão Caça
Tripulação 1
Dimensões
Comprimento 9,12 (Versão Mk la) m
Envergadura 11,22 (Versão Mk la) m
Altura 2,69 (Versão Mk la) m
Área (asas) 22,26 (Versão Mk la) m²
Peso
Peso total 2296 (Versão Mk la) kg
Peso bruto máximo 2812 (Versão Mk la) kg
Propulsão
Motores 1 x Rolls-Royce Merlin II de 12 cilindros em V (versão Mk la)
Força (por motor) 1030 hp kN
Performance
Velocidade máxima 582 (Versão Mk la) km/h
Alcance 630 (Versão Mk la) km
Teto máximo 9720 (Versão Mk la) m
Armamento
Metralhadoras Mk la: Oito metralhadoras Browning calibre 7,7 mm

O Supermarine Spitfire foi o avião de caça britânico mais famoso da Segunda Guerra Mundial e o único caça aliado que operou durante todo o conflito.

História[editar | editar código-fonte]

Projetado em 1936 por Reginald Mitchell (criador, na década de 1920, do também famoso Supermarine S6), entrou em serviço em agosto de 1938, na versão Mk I. Seu nome do inglês spit (cuspir) e fire (fogo), pode ser traduzido como "cuspidor de fogo" e designa uma pessoa (especialmente mulher) de temperamento explosivo.[1]

A fama deste caça firmou-se na Batalha da Inglaterra, em combate contra o Messerschmitt Bf 109, a partir da Blitz sobre as cidades britânicas. Embora no computo final da batalha se verifique que foram abatidos mais caças britânicos do que alemães, as perdas de bombardeiros impostas pela Royal Air Force à Luftwaffe, através dos caças Hawker Hurricane escoltados pelos Spitfires, frustrou os planos de Adolf Hitler de obrigar a Grã-Bretanha a assinar a paz segundo os seus termos.[2] [3]

Um Spitfire (à direita) perseguindo uma bomba voadora V-1 (menor, à esquerda) e tentando desviá-la da rota com a ponta da sua asa.

No final de 1941, quando os nazistas já estavam focados no seu principal objetivo, a invasão da então União Soviética, foi introduzido um caça que superava o Spitfire em performance: o alemão Focke-Wulf Fw 190. Por esta época o Spitfire mk. V começou a ser produzido sob licença tanto nos Estados Unidos quanto na União Soviética. No segundo trimestre de 1942, em combates aéreos sobre Papua-Nova Guiné e o norte da Austrália, constatou-se que este caça também estava superado pelo Mitsubishi A6M Zero japonês. A resposta da RAF foi o desenvolvimento versões mais potentes e consequentemente mais pesadas, depois do Spitfire Mk. V, foi produzido em grande escala o Spitifire Mk IX.[4]

Ao longo de 1943 e no início de 1944, foi gradualmente superado e substituído por outras aeronaves de caça (tanto para interceptação, como para escolta) que tinham maior autonomia de voo, como o americano Republic P-47 Thunderbolt, o russo Yakovlev Yak-3 e o anglo-americano P-51 Mustang, entre outros. Em operações de ataque ar-terra, tanto pelo já citado P-47 quanto pelo seu conterrâneo Hawker Tempest, isso devido a mudança do curso da guerra que exigia dos caças maior raio de ação.[5] Embora, ultrapassado pelos modelos citados, a exemplo de seu rival da Batalha da Inglaterra, o alemão Bf 109, continuou a ser utilizado até o final do conflito.[6]

Versões[editar | editar código-fonte]

Ao todo, foram construídas 20.351 unidades, em mais de quarenta versões,[7] que podem ser divididas em três grandes categorias:

  • equipados com motor Merlin;
  • equipados com motor Griffon;
  • versão naval (Seafire).

Entre as versões mais conhecidas, destacam-se:

  • Mk I PR, de 1939, primeiro Spitfire de reconhecimento aéreo;
  • Mk V, de 1941, a mais usada;
  • Mk XII, de 1943, a primeira equipada com motores Griffon;
  • Mk XVI, de 1943, para ataque ao solo;
  • Mk XIX, de 1944, de reconhecimento fotográfico e a mais veloz das versões desarmadas.

Usuários[editar | editar código-fonte]

Além da Royal Air Force, foi utilizado também como avião de caça pela forças aéreas da França, África do Sul, Bélgica, Canadá e Portugal.

Emprego na Força Aérea Portuguesa[editar | editar código-fonte]

A partir de 1942 foram adquiridas pela Aeronáutica Militar cento e doze aeronaves. Com a independência da Força Aérea foram transferidas para o novo Ramo. Foram abatidos em 1955.

Remanescentes[editar | editar código-fonte]

A produção do Spitfire cessou em 1948 e atualmente restam menos de cinquenta exemplares espalhados pelo mundo, entre museus aeroespaciais e colecionadores particulares. Um destes raros exemplares pertence ao Museu Asas de um Sonho, instituição privada pertencente à companhia aérea brasileira TAM.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. (em inglês) Wordreference
  2. Histórico, do desenvolvimento e utilização de Spitfires e Me 109s durante a II Guerra.
  3. Mercer, 2009. Pág.69
  4. Artigo (em inglês) contendo ficha técnica e resumo dos principais caças da II Guerra
  5. (em português) Luftwaffe39-45 - Dados Técnicos do Hawker Tempest. Modelos: Mk.II, Mk.V e Mk.VI. Site acessado em 22 de Abril de 2010.
  6. Best Fighter Planes, artigo acima citado.
  7. (em português) Luftwaffe39-45 Dados Técnicos dos modelos: Mk.Ia, Mk.IIa, Mk.Vc e Mk.IX. (acessado em 22 de Abril de 2010).

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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