Mitsubishi A6M Zero

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Mitsubishi A6M3 Zero Modelo 22 (NX712Z).
Descrição:

Missão: Caça
Fabricante: Merchant flag of Japan (1870).svg Mitsubishi
Projetado por: Jiro Horikoshi
Primeiro voo: 1 de abril de 1939
Entrada em serviço: julho de 1940
Retirado de serviço: 1945 (Japão)
Produção: 19401945
Fabricados: 11.000
Variante: Nakajima A6M2-N[1]
Usuários

Durante a II Guerra Mundial:
Indonésia
 Japão
Capturados ou no pós-guerra:

 Estados Unidos
 França
 República Popular da China
 Tailândia

O Mitsubishi A6M Zero foi o principal caça da marinha japonesa durante toda a Segunda Guerra Mundial.

Ganhou reputação de invencível no início da participação nipônica no conflito, com poder de manobra, alcance e razão de subida inigualáveis por qualquer caça ocidental, tanto de terra quanto embarcado. Foi também o avião usado tanto por Hiroyoshi Nishizawa o maior piloto japonês desta guerra; quanto por Saburo Sakai, o maior ás japonês que sobreviveu ao conflito.

Tinha um defeito fundamental: para que pudesse ter a leveza e o poder de manobra que tinha, era privado de blindagem em relação à cabine do piloto e ao tanque de combustível, o que a exemplo de outros aviões de guerra japoneses do início do conflito, o tornava extremamente vulnerável ao fogo inimigo. Vulnerabilidade esta, típica desses vários modelos de aviões de combate japoneses, responsável pela morte de muitos tripulantes que ao longo do conflito fizeram falta pela sua quantidade e experiência em momentos críticos para o Japão.

Embora insuperável no combate individual, os aliados ainda em 1942 desenvolveram táticas de combate aéreo em grupo que cedo começaram a anular tal vantagem. E logo que modelos aliados equivalentes ou mais aperfeiçoados começaram a entrar em serviço ao final de 1943, foi superado, sendo porém mantido como principal caça nipônico na linha de frente por falta de uma política industrial que produzisse em grande escala algum de seus substitutos que já estavam disponiveís em meados de 1944, como entre outros o Kawanishi N1K ou Shiden (também apelidado pelos pilotos ocidentais de ``George´´). O Zero foi muito famoso também por ter sido o principal avião utilizado pelos Kamikazes, sendo considerado ainda hoje uma obra incrível de engenharia que marcou o início da tecnologia de alta precisão japonesa. Criado por Jiro Horikoshi.[2] [3]

A sigla significa:

A = Combatente
6 = 6º Modelo
M = Mitsubishi

II Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Os caças Zero da série M2, operaram em 1940-41, no bombardeio japonês à China e em Pearl Harbor. No ataque a Pearl Harbor, existiam 420 Zeros em atividade no Pacífico. Estima-se que durante a II Guerra Mundial, os Zeros destruíram 1.550 naves americanas.

Imagens[editar | editar código-fonte]

Variações[editar | editar código-fonte]

Type zero fighter en-hierarchy.png
Protótipo A6M1

Foi completado em Março de 1939, com motor de 780 hp Mitsubishi Zuisei. Em setembro foi aprovado pela Marinha, com mudanças no propulsor para evitar vibrações.

A6M2, Modelo 11
Divergência entre os disparos das armas de 7mm e de 20mm do A6M2
A6M2 "Zero" Modelo 21 (frente). A bordo do porta-aviões Shokaku.
Mitsubishi A6M2 "Zero" Modelo 21 decola do porta-aviões Akagi rumo a Pearl Harbor.

Possuía um motor de 940 hp Nakajima Sakae, o que, apesar da relutância inicial, provou melhorar bastante a performance da nave. Os primeiros foram completados em janeiro de 1940.

As novas aeronaves chegaram a Manchúria em julho de 1940, e foram vistas pela primeira vez em combate em Chungking, em agosto. Enfrentando os aviões Polikarpov I-16s e I-153s soviéticos operados pelos chineses, mostraram superioridade.

A6M2, Modelo 21

Após distribuírem apenas 65 naves até novembro de 1940, foram necessárias se introduzirem mudanças na linha de produção. Estas mudanças resultaram no modelo 21, que permitiram a maior produção de naves do início da guerra. 740 Modelos 21 foram completados pela Mitsubishi, e outros 800 pela Nakajima. Duas outras versões foram construídas em menores números, o A6M2-N "Rufe" planador (baseado no modelo 11 modificado), e o A6M2-K para treinamento. No total foram 508 unidades construídas pela Hitachi e Sasebo Naval Air Arsenal.

Ficha técnica modelo 21 Propulsão: monomotor radial 14 cilindros NK1C Sakae 12 de 950HP (708KW) Velocidade máxima: 534 km/h a 4.550 m Alcance: 1.866 km (1) e (2) a 245 km/h (velocidade econômica de cruzeiro) Alcance: máximo de 3.105 km (2) - com tanques descartáveis externos Teto de serviço: 10.000 metros Razão de subida: até 6.000 metros em 7 min 27 seg (13,42 m/s) Peso vazio - máximo (1): 1.680 kg - 2.796 kg (decolagem) Peso vazio - máximo (2): 1.680 kg - 2.410 kg Dimensões: (Asa x Comprimento x Altura) 12,00 m x 9,06 m x 3,05 m Armas: Fuselagem: 2 canhões 20 mm Asas: 2 metralhadoras 7,7 mm Bomba: 1 x 120 kg ou (2) 1 x 60 kg + 2 x 30 kg Pontos fortes (2): Alta manobrabilidade entre 370 - 400 km/h e abaixo de 4.500 m Alta razão de subida (13,4 metros por segundo) abaixo de 4.500 m Tonneaus à esquerda mais acentuados que à direita Pontos fracos (2) Estrutura leve e mais frágil Baixa capacidade de mergulho Sem blindagem para piloto Sem tanques auto-vedantes Controles pioram a partir de 400 km/h e ficam duros a 480 km/h

Fontes (considerar 1 quando não citado): (1) ISBN 978-85-7971-137-4 - Coleção Armas de Guerra Vol. 1 - Ed. Abril (2) Combat Flight Simulator 2 - cap. 8 - pp. 221 a 227 - ed. 1998-2000


A6M3, Modelo 32

Em 1941, a Nakajima introduziu o motor Sakae 21, melhorando a performance em altitude e aumento a potência para 1.130 hp. A ideia era preparar outro modelo para um novo motor.

O primeiro Modelo 32 foi entregue em abril de 1942. Trazia mudanças nas asas e os aliados o chamavam pelos códigos de Hap e depois Hamp, mas depois foi simplificado para Zeke, código do modelo anterior. Foram usados nas batalhas das Ilhas Salomão na Melanésia, mas apresentaram piora de performance. Permaneceu produzido por um curto período, com 343 naves construídas.

A6M3, Modelo 22

Com as deficiências do 32, um novo modelo 21 foi construído, com maior capacidade de voo devido ao aumento dos tanques de combustível. Iniciou-se a produção em Dezembro de 1942 com 560 naves construídas. Chamado pela marinha de modelo 22, a Mitsubishi o denominou A6M3b (modelo 22b).

A6M4 Model 41

Os A6M4 foram planejados para usar um motor Sakae turbo-supercharged (supercompressor), para altitudes extremas. Depois de testes fracassados com dois protótipos em 1943, o modelo foi abandonado.

A6M5, Modelo 52

O A6M5 era um A6M3 Modelo 22 com pequenas alterações. Teve várias sub-variantes, modificações para voo noturno, treinamento etc.

Ficha técnica modelo 52 Propulsão: monomotor radial 14 cilindros NK1C Sakae 21 de 1.130HP (840KW) Velocidade máxima: 565 km/h a 6.000 m (fonte: Combat Flight Simulator 2 op. cit.) Velocidade máxima: 540 km/h a 8.000 m (fonte: verbete wiki em inglês) Alcance: 1.921 km (com tanques descartáveis) Teto de serviço: 11.740 metros Razão de subida: 22,87 m/s Peso vazio - máximo: N/D Dimensões: (Asa x Comprimento x Altura) N/D x 9,06 m x N/D 3,05 m Armas: Fuselagem: 2 canhões 20 mm Asas: 2 metralhadoras 7,7 mm Bomba: 1 x 120 kg ou (2) 1 x 60 kg + 2 x 30 kg Pontos fortes: Alta manobrabilidade entre 370 - 480 km/h Alta razão de subida (22,87 metros por segundo) Tonneaus à esquerda mais acentuados que à direita Pontos fracos: Estrutura leve e mais frágil Melhor capacidade de mergulho que o A6M2 modelo 21 Sem blindagem para piloto Sem tanques auto-vedantes Fonte: Combat Flight Simulator 2 - cap. 8 - pp. 221 a 227 - ed. 1998-2000


A6M6c, Modelo 53c

Similar ao A6M5c, possuía um motor que funcionava com mistura de água-metanol.

A6M7, Modelo 63

Similar ao A6M6, construído para os ataques dos kamikazes, tinha todo seu armamento removido, e era adicionado uma carga de bombas muito além de sua capacidade, o que reduzia sua velocidade.

A6M8 Modelo 64

Foram construídos dois protótipos em 1945, que não entraram em testes em função do fim da guerra.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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