Outdoor

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Outdores da Times Square.

Outdoor é a designação popular de um painel de mídia exterior, de grandes dimensões, sobretudo em placas modulares, disposto em locais de grande visibilidade, como à beira de rodovias ou nas empenas de edifícios nas cidades.[1] A palavra outdoor é de origem inglesa e, em inglês, tem sentido totalmente diverso do seu significado em português. Billboard é a palavra inglesa para qualquer propaganda (painel, letreiro luminoso, letreiro em parede, muro etc.) exposta ao ar livre ou à margem das vias públicas. Contudo é importante ressaltar que existem padrões, e nem toda mídia exterior é comercialmente chamada de outdoor. Painéis rodoviários, empenas, bandeiras, lonas, frontlights, backlights e totens, são outros exemplos de mídia exterior, popular e erroneamente chamadas de outdoor.

História[editar | editar código-fonte]

Pode-se dizer que antigamente, pela falta de tecnologia, o outdoor foi um dos primeiros modos de divulgação de produtos, idéias e serviços. Por exemplo, na Mesopotâmia os comerciantes de vinho anunciavam em axones pedras talhadas em relevo. Já os gregos gravavam suas mensagens em rolos de madeira.

Na Roma Antiga, a propaganda já era mais próxima do nosso atual cartaz mural: retângulos divididos por tiras de metal eram instalados sobre muros e pintados de cores claras, onde qualquer interessado poderia escrever - com carvão - mensagens de venda, compra ou troca de mercadorias.

Padrão atual[editar | editar código-fonte]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Outdoor sobre a Batalha do Jenipapo, no Piauí, Brasil.

O padrão do outdoor de hoje: tipo de mídia exterior constituído por uma placa de madeira ou metal, cuja medida mais comum são de 9 X 3 metros, que fica colocado na horizontal em áreas de grande circulação de carros e/ou transeuntes.

A impressão é feita por impressoras especiais, que dividem a imagem do outdoor em trinta e duas, dezesseis, oito partes ou seis, conhecido como L32, L16, L8 e L6 respectivamente, na qual cada uma constitui uma folha diferente a ser impressa e colada. A colagem se dá por meio de uma mistura de cola, fixador e água, em que profissionais treinados colam com cuidado as folhas de forma que não haja erro e o conteúdo fique bem definido, não aparentando emendas. Existe ainda a possibilidade de aplicação de lona, com o mesmo padrão de tamanho. Diferentemente do papel sua fixação é feita através de abraçadeiras plasticas em ilhoses aplicados na lona, e não cola.

O outdoor limitava-se no interior da área de 9 x 3 m mas a partir de 1980 com a DPZ e o produto Chancy da Nestlé, surgiu o primeiro outdoor brasileiro usando aplique (colagem de elemento fora do retangulo de 3x9) feito em madeira, ou PVC. (fonte: Grandes Nomes da Mídia Brasileira)

O período de veiculação de um outdoor também é padronizado são 14 dias chamados de "Bi-Semanas", com data inicial e final já estabelecidas seguindo um calendário anual. Este calendário pode ser encontrado em diversos sites de veiculadoras, e a entidade que rege e organiza esse calendário é a "Central de Outdoor" (www.outdoor.org.br).

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

O outdoor em Portugal é basicamente constituído por modelos standard: 4 m x 3 m - 8 m x 3 m - 12 m x 4 m. Construídos em paineis modulares metálicos de 1 m x 3 m em (zinco ou alumínio)obedecem à medida padrão, adoptadas pela maioria das empresas do sector.

Coincidente com a entrada da (multinacional francesa) JCDecaux e da Cemusa (espanhola) no mercado Outdoor português, o sector entrou em crise a por meados dos anos 90. A principal estratégia para a aquisição do mercado por estes grupos, esteve em dar como contrapartida, equipamento como é o caso dos "abrigos" de passageiros nas paragens de autocarro e sinalética indicativa nas localidades. As licenças de montagem e ocupação da via pública, passaram desta forma a ser da exclusividade de duas empresas, como é o caso entre outros, do Concelho de Sintra. A produção em série dos cartazes passou a ser feita em Espanha e França. Não está feito qualquer estudo, sobre o impacto sobre as empresas locais do mesmo sector afectadas, e que por essa mesma razão ficaram impossibilitados de exercerem a sua actividade, pelo indiferimento nas licenças para ocupação da via publica

Comercialização[editar | editar código-fonte]

Os quadros dos outdoors são comercializados no Brasil por bi-semanas ou (Quinzenas com exibição em 15 em 15 dias), ou seja, por duas semanas, mas há possibilidade de renovação.

Embora seja muito utilizado, o outdoor gera críticas de muitos analistas por contribuir com uma parcela da chamada poluição visual, que aflige principalmente cidades grandes.

Os outdoor´s também podem contar com apêndices, chamados apliques, cujo valor se dá em metros quadrados. Esses apliques constituem imagens, objetos e outros elementos gráficos que exteriorizem a imagem do outdoor, que faça o trabalho sair de suas limitações espaciais e ganhar inclusive volume.

Há diversos prêmios no mundo que levam em consideração a mídia outdoor.

Hoje já são comuns nas grandes cidades os outdoors revestidos em lona, que são chamados "lonados ou envelopados" e podem ou não ter iluminação.

Fora do formato 9 x 3, o outdoor se chama frontlight, se tiver iluminação dianteira, e quando a luz vem de sua parte traseira, usando principalmente da transparência do material utilizado, se chama backlight. O formato do frontlight e do backlight é variado, mas o mais comum é o de 12 x 4. Também existe o top sight, cujo visual é mais sintético e limpo, com o formato de 3,5 x 5.

Em Janeiro de 2007 a prefeitura da cidade de São Paulo criou uma lei proibindo qualquer tipo de outdoor. A lei começou a valer em Março de 2007, mas judicialmente várias empresas publicitárias foram autorizadas a prorrogar o prazo de retirada até Abril de 2007.

Referências