Comunicação de massa

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Entende-se como comunicação de massa a disseminação de informações através de jornais, televisão, rádios, cinema e também pela Internet, os quais se reúnem em um sistema denominado mídia. A comunicação de massa tem a característica de chegar a uma grande quantidade de receptores ao mesmo tempo, partindo de um único emissor. As sociedades receptoras geralmente são urbanas e complexas e passam por processos múltiplos e dinâmicos em que há um grande poder da mídia sobre seus habitantes. A comunicação humana pode ser classificada em dois aspectos distintos, sendo desenvolvida em vários campos de naturezas diferentes: a comunicação em pequena escala e a comunicação de massa. Nos dois casos, o ser humano começou a lidar com utensílios para auxiliar e tornar potente o processo de produzir, enviar e receber mensagens. A tecnologia se tornou aliada de tal comunicação humana, além de passar a participar da rotina da humanidade ao longo de seu desenvolvimento.

Comunicação de massa e veículos de massa[editar | editar código-fonte]

Apesar da comunicação autêntica ser a que se assenta sobre um esquema de relações simétricas — numa paridade de condições entre emissor e receptor, na possibilidade de ouvir o outro e ser ouvido, como possibilidade mútua de entender-se —, os meios de comunicação de massa são veículos, sistemas de comunicação num único sentido (mesmo que disponham de vários feedbacks, como índices de consumo, ou de audiência, cartas dos leitores). Esta característica distingue-os da comunicação pessoal, na qual o comunicador conta com imediato e contínuo feedback da audiência, intencional ou não, e leva alguns teóricos da mídia[quem?] a afirmar que aquilo que obtemos mediante os meios de comunicação de massa não é comunicação, pois esta é via de dois sentidos e, por tanto, tais meios deveriam ser denominados veículos de massa.

A divulgação em grande escala de mensagens, a rapidez com que elas são absorvidas, a amplitude que atingem todo tipo de público, cuja própria sociedade através da indústria cultural criou e se alimenta, gera um enorme interesse e abre espaço para o estudo de nosso comportamento.

A concentração das massas no cenário social, desde a concentração industrial de mão-de-obra nas grandes cidades, tornou visível a força das massas até a constituição do massivo como modo de existência do popular. A existência do popular, por sua vez, traz consigo a necessidade de meios de comunicação, o que podemos denominar de meios de cultura de massa que, em geral, equivale a nomear aquilo que é como um conjunto de meios massivos de comunicação.

É possível afirmar que as modalidades de comunicação que nos meios de cultura de massa e com eles aparecem, só foram possíveis na medida em que a tecnologia materializou mudanças que, a partir da vida social, dão sentido a novas relações e novos usos. Estamos, portanto, situando a mediação no âmbito dos meios, isto é, num processo de transformação cultural que não se inicia nem surge através dos meios, mas para a qual eles passarão a desempenhar um papel importante.

A formação dos veículos de massa[editar | editar código-fonte]

Os sistemas de comunicação novos e antigos atuam paralelamente, um não se distingue do outro. Por exemplo, da mesma forma que existem dois sistemas sociais, dois sistemas econômicos, a agricultura e a indústria etc, há também os sistemas de comunicação. Nos povoados, comunicação é primordialmente oral e pessoal, como tem sido durante muitos anos. Paulatinamente, a nova alternativa começa a atingir os povoados, livre de pressa. Existe certo tipo de carência de pessoas especializadas; de papel de imprensa com o qual se possa aumentar a cobertura jornalística e também de papel utilizado na edição de livros e revistas mais acessíveis aos recém-alfabetizados. Há também ausência de receptores radiofônicos e transmissões radiofônicas, produção cinematográfica, através dos quais a informação possa vencer a barreira do analfabetismo e propiciar a vida moderna aos povoados.

Na realidade, os problemas financeiros dificultam a extensão da comunicação moderna para além das cidades. Os pequenos jornais vivenciam esse obstáculo sofrendo grandes dificuldades financeiras. Os recursos para a disposição da comunicação moderna (telecomunicações, eletrificação, transporte, serviços postais) são insuficientes. Inclusive não há nenhum plano nem mecanismo para a integração e o balanço do seu desenvolvimento em comunicação: balanço do crescimento de determinado veículo em comparação com outros; integração com os canais dos veículos de massa com os canais interpessoais de tomada de decisões, ensino e governo local; incorporação dos “novos meios educacionais” na educação.

Normalmente, a partir de uma coleção de problemas como esses e uma decisão estabelecida para solucioná-los é que se inicia o desenvolvimento da comunicação de massa. [1]

Tipos de meios de comunicação[editar | editar código-fonte]

Para introduzir o conceito dos tipos de comunicação, abordamos os argumentos de Dizard (2000, p. 23)[2] "As atuais mudanças são a terceira grande transformação nas tecnologias da mídia de massa nos tempos modernos. A primeira aconteceu no século XIX, com a introdução das impressoras a vapor e do papel de jornal barato. O resultado foi a primeira mídia de massa verdadeira - os jornais "baratos" e as editoras de livros e revistas em grandes escalas. A segunda transformação ocorreu com a introdução da transmissão por ondas eletromagnéticas - o rádio em 1920 e a televisão em 1939. A terceira transformação na mídia de massa - que estamos presenciando agora - envolve uma transição para a produção, armazenagem e distribuição da informação e entretenimento estruturadas em computadores. Ela nos leva para o mundo dos computadores multimídia, compact discs, banco de dados portáteis, redes nacionais de fibras óticas, mensagens enviadas por fax de última geração, páginas de Web e outros serviços que não existiam há 20 anos"

Podemos citar os meios de comunicação de massa mais comuns: Televisão, Rádio, Revistas, Internet, Livros, Cinema.

Todos eles têm como principal função informar, educar e entreter de diferentes formas, com conteúdos selecionados e desenvolvidos para seus determinados públicos. No entanto, as pessoas passam maior parte do tempo ocupando-se com esses meios de comunicação, pois estes de certa forma proporcionam o prazer humano referente ao seu lazer, entretenimento, aprendizado, ensino, entre outros e a partir desses disseminam as informações que consideram relevantes e que de certa forma despertam interesses no público, ouvinte, leitor, telespectador ou internauta.

E cada dia mais a tecnologia avança e surgem com ela novos produtos que se adaptam a fácil comercialização, fazendo com que o homem viva em busca de algo a mais, com funções diferentes que substituam seus hábitos antigos.

Os meios de comunicação de massa podem ser usados tanto para fornecer informações úteis e importantes para a população, como para alienar, determinar um modo de pensar, induzindo certos comportamentos e aquisição de certos produtos, por exemplo. Cabe aos órgãos responsáveis fiscalizarem que tipo de informação esta sendo veiculada por esses meios, como ao receptor das informações ser crítico, para selecionar e internalizar as informações que considerar úteis para si, denunciando os abusos aos órgãos competentes.

Por se tratar de diversas idades, com diferentes interesses procurando esses meios para suprir seus desejos momentâneos. Os meios de comunicação em massa é a principal ferramenta para a indústria do marketing, são neles que as propagandas, as campanhas publicitárias chegam ao público, a população. Dessa forma deve-se atentamente fazer uma pesquisa para que se possa saber em qual o tipo do meio de comunicação deve ser vinculada cada campanha, para que não ocorra o erro de vincular uma campanha que não atenda as perspectivas daquelas pessoas que têm acesso aquele meio de informação.

Indústria cultural e comunicação de massa[editar | editar código-fonte]

Não podemos separar a comunicação de massa da indústria cultural, já que por sua vez elas são dependentes uma da outra, pelo fato de existirem diversos meios de comunicação que são capazes de atingir através de uma mensagem um grande número de indivíduos. Essa indústria é consequência de uma sociedade industrializada, muitas vezes alienada, que aceita ideias e mensagens sem um pré-julgamento, entrando diretamente na “veia” dos indivíduos não existindo nenhuma barreira, tornando assim uma sociedade de consumo e global, sem restrições.

Horkheimer, Adorno, Marcuse e outros pesquisadores frankfurtianos criaram o conceito de "Indústria Cultural" para definir a conversão da cultura em mercadoria. O conceito não se refere aos veículos (televisão, jornais, rádio...), mas ao uso dessas tecnologias por parte da classe dominante. A produção cultural e intelectual passa a ser guiada pela possibilidade de consumo mercadológico.

Evolução dos suportes de informação[editar | editar código-fonte]

O Brasil está muito distante de ser potência em relação à comunicação em massa, isso está ligado ao atraso no desenvolvimento do país. Porém a comunicação de massa é importante para um bom desenvolvimento do país, pois é através dos meios de comunicação que a maior parte da população tem acesso a informação, o ser humano bem informado constrói opiniões próprias e consequentemente o desenvolvimento vêm com o tempo.

Com a transformação dos suportes de informação, fica cada vez mais fácil atender maior público. Praticamente tudo hoje é digital, através do fácil acesso a maior parte da população é favorecida pela informação na internet.

E a comunicação em massa cresce diretamente relacionada ao desenvolvimento tecnológico. Com o avanço da tecnologia cada vez maior o preço desses produtos tende a cair, oferecendo oportunidades para aquela fatia do mercado que antes não tinham condições financeiras para adquirir esse material tecnológico, conforme o baixo custo dos equipamentos aumenta, cresce cada vez mais o número de pessoas com acesso a internet, com acesso a informação.

Referências

  1. WILBUR, Schramm. Comunicação de massa e desenvolvimento. 2.ed. brasileira 1970; Bloch editores S. A. Rio de Janeiro, GB.
  2. DIZARD, Wilson. A nova mídia: a comunicação de massa na era da informação. 2.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000.