Executivo

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Executivo é a função de quem executa algo nas áreas administrativas complexas e de grande responsabilidade. A nível empresarial, é o profissional que exerce cargo de liderança. Ou seja, ele dirige uma empresa, fazendo cumprir as diretrizes desta, e promovendo os desenvolvimentos sociais, financeiros e econômicos. É uma pessoa que tem cargo de chefia, e tem como objetivo o lucro, contratação de empregados e modernização da empresa.

Etimologia e significado de Executivo[editar | editar código-fonte]

Significado da palavra Executivo: designado a, quem executa ou põe em execução. Etimologia de Executivo: Originada do latim EXSEQUI, “realização, cumprimento de algo”, formada por EX-, “fora”, mais SEQUI, “seguir, ir atrás, acompanhar”.

História do Executivo[editar | editar código-fonte]

O papel, Executivo, surgiu no século XVI, quando muitas Companhias cresciam assustadoramente e em pouco tempo e se tornaram uma sociedade anônima e houve a necessidade de uma pessoa , não necessariamente os donos, assumir a responsabilidade de administrar a empresa. Na época sua função mais importante era manter a comunicação entre patrão e trabalhadores. Somente no século XIX é que ser executivo ganha mais prestígio pois, foi aqui que tiveram mais liberdade para usar suas habilidades sem ter que envolver o dono em suas decisões, o que era comum na época.

No Brasil,na década de 70, foi realizada pesquisas para traçar o perfil desde novo personagem no Brasil e este foi o cenário para a ascensão de um dos mais importantes cargos corporativo: o executivo. Como descrito pelo jornalista britânico Anthony Sampson, o Homem da Companhia: "Seguir o rastro das variáveis que moldaram o executivo leva ao caminho da evolução e da modernização das próprias empresas, até então comandadas por seus donos".

Mulher executiva[editar | editar código-fonte]

Até a década de 70, em todo mundo as mulheres que se viam frente à uma empresa de modo geral eram figuras representativas, mulheres que receberam a empresa por herança ou por viuvez. Na década de 70 no Brasil houve pelo menos 200 mulheres que ocuparam e exerceram efetivamente o principal cargo executivo de uma empresa. Todo o contexto histórico em que a mulher está inserida ajuda a explicar o porque que as mulheres tem dificuldade de assumir um alto cargo como executiva.

Além de acumular conhecimentos técnicos e manter-se atualizada sobre as tendências e perspectivas sobre sua área e outras tantas que englobam a profissão, espera-se que a mulher executiva seja uma verdadeira embaixadora de sua empresa ao representá-la em qualquer situação.

A mulher deve ter capacidade e habilidades suficientes para atingir excelentes resultados para o local em que trabalha e para seus conhecimentos, mesmo submetida a viagens constantes, o que consecutivamente implica distanciar-se do lar e de suas verdadeiras raízes. No mundo globalizado há muitas cobranças e se você não faz o seu trabalho com qualidade e eficiência, com certeza outra pessoa fará isso e por um valor menor.

Perfil do Executivo[editar | editar código-fonte]

Num mercado onde as qualificações técnicas assemelham-se cada vez mais, estes traços pessoais que não constam no currículo são muito valorizados.

A criatividade e a capacidade de criar soluções estruturadas possíveis e viáveis a partir de situações pré-existentes são qualificações bem desejadas. é preciso ser criativo, por ém realista. Mais que isso, é preciso criar soluções capazes de envolver os outros e não somente causem a elevação de quem a criou inicialmente. As soluções devem desenvolver-se como redes, com cada um acrescentando a sua contribuição.

Inspirar os outros, fazendo com que as coisas aconteçam através da equipe é outra qualidade bastante apreciada. e seja feito, desenvolve times, consegue mobilizar para um determinado caminho ou objetivo, lidera em vez de somente chefiar e isso só é possível se o executivo tiver reputação e um propósito para a empresa, uma visão que ele persegue e busca realizar, além de uma conduta coerente com isso. Comunicar-se bem tanto por escrito como verbalmente é requisito fundamental. Este executivo também deve ter capacidade de ouvir e entender as pessoas e o que está a sua volta, conseguindo assim montar medidas práticas em função das circunstâncias que o cercam.

Um bom Executivo[editar | editar código-fonte]

Nem sempre uma pessoa mais experiente é o melhor líder. Nem sempre o gerente é o melhor líder. Na verdade, um líder se consolida pelas atitudes e isso não está obrigatoriamente relacionado com a idade ou o cargo.

Apoiar a equipe: Os líderes de equipes eficazes sempre apoiam a equipe e traduzem este apoio com postura encorajadora. Eles aceitam o que os outros têm a dizer e não tentam controlar ou manipular os outros. Estão sempre criando oportunidades para os outros expressarem seus pensamentos e conhecimentos, pois assumem que os outros têm ideias e informações úteis. Estimulam pontos de vista divergentes, pois sabem que das diferenças é que surgirá o crescimento e sentem-se livres também para dar novas ideias.

Saber ouvir: Saber ouvir é outra característica importantíssima dos líderes eficazes. Eles são ouvintes ativos, prestam atenção e respondem tanto a sentimentos quanto a ideias dos outros. Ouvem sem interromper, fazem perguntas abertas sem julgar ou avaliar e só então resumem e ponderam sobre as ideias e sentimentos dos outros.

Analisar e solucionar problemas: No momento em que as diferenças confrontam-se, o líder eficaz está presente para fazer a atenção concentrar-se no processo de análise e solução do problema e não nas pessoas. Ele auxiliará a negociação específica e direta das diferenças, questionando sua própria posição. Neste espaço aberto para o confronto fará considerações de como a equipe está quanto às relações pessoais, ao andamento dos processos e, quanto ao uso do tempo.

Buscar concordância de todos os membros da equipe: A decisão de consenso às vezes é fundamental. Ela é importante quando o compromisso é necessário, quando as pessoas envolvidas têm que se sentir comprometidas com os objetivos. Por isso, os líderes buscam a concordância de todos os membros da equipe para que uma única decisão seja apoiada. Obter consenso geralmente requer investimento de muito tempo e energia, mas se ele for um valor ou norma da equipe necessariamente terá que ser buscado.

Solicitar e receber feedback: Líderes eficazes tamb ém solicitam e recebem feedback como uma oportunidade para aprender e melhorar. Ouvem com atenção porque seu comportamento deve ser mudado e evitam ser defensivos: não explicam ou justificam. Pedem ajuda, se adequado, fazem perguntas esclarecedoras e certificam-se de que entenderam as respostas e são honestamente gratos pelo feedback. Quando dão feedback, manifestam a intenção de serem úteis e ajudar. Se não forem solicitados, perguntam antes de dar e tratam apenas do que pode ser mudado. Evitam generalizações e avaliações e descrevem comportamentos específicos, dizendo por que o comportamento é importante para eles e o seu trabalho. Estes líderes sempre se certificam de que foram entendidos e não apenas ouvidos, e encorajam os outros a responderem.

Remuneração dos Executivos no Brasil[editar | editar código-fonte]

O salário é uma composição entre salário e benefício. No nível de diretoria, estamos começando a falar em R$ 30 a R$ 40 mil como remuneração fixa mensal, indo até funções que têm R$ 60 mil de remuneração fixa mensal. E sempre numa composição anual de 50-50: 50% de remuneração fixa e 50% de remuneração variável, seja de bônus ou comissão.

A valorização dos salários dos executivos brasileiros já se consolidou como uma tendência no mercado mundial. Desde o ano passado, a remuneração de profissionais de alta gerência vem superando alguns dos principais mercados como Nova York, Paris e Xangai, e cresce em uma média de 10% ao ano. A conclusão é de um levantamento global realizado pela multinacional de recrutamento Robert Walters, que pesquisou a média salarial de 23 países em áreas como marketing, vendas, recursos humanos e finanças.

Formação acadêmica[editar | editar código-fonte]

Não é necessário ter formação acadêmica de administração para ser um executivo. Na verdade a maioria dos executivos do mercado se especializaram nos temas de administração vários anos depois de se formarem.

Para ser um executivo de valor para a organização é necessário dominar o ambiente político e técnico da mesma. Um executivo que não conhece como as coisas funcionam tecnicamente terá dificuldades em gerenciar os processos. Ao mesmo tempo, um excelente técnico que não saiba administrar o ambiente político terá muitas dificuldades para levar adiante suas ideias.

O melhor caminho para quem está começando é na área técnica. Afinal, são os técnicos que fazem as coisas acontecerem no dia a dia da empresa. Com o tempo, os técnicos evoluem em suas carreiras e assumem novas funções. Essas funções podem ser cada vez mais técnicas e especializadas ou podem migrar para a área de administração. No primeiro caso vão se formando os especialistas, profissionais de alto valor de mercado por dominarem determinado assunto com profundidade e destreza. No segundo caso, vão se formando os executivos da organização, profissionais que dominam tecnicamente os processos mas que vão aos poucos assumindo funções mais ligadas a aspectos administrativos. Alguns especialistas também assumem funções administrativas e, portanto, podem ser considerados executivos. Outros preferem manter sua carreira puramente técnica, sem assumir funções administrativas.

O executivo, portanto, vai sendo formado ao longo dos anos. É um erro achar que se pode formar um executivo nas salas de aula. É recomendável alguns anos de experiência antes de assumir funções mais estratégicas e gerenciais em uma organização.

Para ser um executivo, antes de tudo escolher uma carreira técnica a seguir e se dedicar com empenho na área escolhida. Em seguida, procurar um emprego que permita continuar o aprendizado e adquirir experiência. Aproveitar ao máximo as oportunidades de aprendizado na empresa. Os profissionais mais disponíveis para encarar desafios e assumir responsabilidades são os que em geral se transformam em executivos mais rapidamente.

Assim que as responsabilidades estiverem sendo direcionadas para a área mais administrativa, é interessante fazer um curso de especialização em administração. Existem vários cursos de MBA no mercado que atendem essa necessidade. Muitas pessoas questionam se devem fazer o MBA logo após a conclusão do curso de graduação; a maioria das coisas que irá aprender não serão utilizadas no dia a dia imediatamente. Isso provavelmente vai ocorrer mais para frente em sua carreira, é esse será o melhor momento de fazer um curso de MBA. Como alternativa ao MBA, para aqueles que desejarem continuar seus estudos logo após a formação acadêmica, cursos de especialização mais t écnicos, de preferência ligados ao trabalho que estão realizando. é uma forma de desenvolver habilidades mais específicas, que com certeza ajudarão no crescimento profissional.

Ranking mundial[editar | editar código-fonte]

Para essa lista, foram analisados os desempenhos de 1.999 executivos de companhias de 48 países. Esses nomes fizeram parte da lista das 1.200 maiores da consultoria Standard & Poor’s e/ou dos 40 maiores entre os países do BRIC desde 1997. O primeiro colocado da lista, está Steve Jobs, presidente da Apple desde 1997, que aumentou o valor de sua empresa em US$ 150 bilhões. Em segundo, o líder da Samsung, Yun Jong-Yong e em seguida o russo Alexei Miller, presidente da Gazprom.

  1. Steve JobsApple
  2. Yun Jong-Yong – Samsung
  3. Alexey Miller – Gazprom
  4. John Chambers – Cisco Systems
  5. Fábio Henrique – Kings Cross
  6. John Martin – Gilead Sciences
  7. Jeffrey BezosAmazon.com
  8. Margaret Whitman – eBay
  9. Eric SchmidtGoogle
  10. Hugh Grant – Monsan

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Exame de 15 de maio de 2003 – pgs. 118 a 124
  • Sampson, Anthony - O homem da companhia: uma história dos executivos / Anthony Sampson – São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
  • Revista Exame, 11 de maio de 2003 (páginas 118 a 124).
  • Bartoli, Jean - Executivo: um Ideal? Uma Religião? / Jean Bartoli – São Paulo, Ideias e Letras, 2005