Supermercado

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Supermercado Pão de Açucar em São Paulo.

Supermercado é um grande comércio tradicional de alimentos, com um sistema de autoserviço que oferece uma grande variedade de alimentos e produtos domésticos, organizados em corredores. É maior em tamanho e tem uma vasta seleção de uma mercearia tradicional, mas é menor e mais limitado na gama de mercadorias do que um hipermercado.

Definição[editar | editar código-fonte]

Pode ser chamado de retalho de autosserviço, no qual as pessoas fazem suas compras e não necessitam do auxílio de um vendedor, tendo contacto com este somente no momento de passar as compras. Porém, no atendimento nas áreas de perecíveis (talho e padaria) é necessário um funcionário qualificado. O tamanho mínimo para ser considerado um supermercado vai de 200 m² até 2999 m².

Referencialmente, o supermercado está dividido em setores denominados: recebimento, estoque, retaguarda e frente de loja, podendo oferecer das mais diversas especiarias.

História[editar | editar código-fonte]

Até o surgimento dos supermercados ocorrido primeiramente nos Estados Unidos durante os anos 1930 a comercialização de alimentos e produtos de higiene e limpeza era feita por simples comércios, formados predominantemente por pequenas lojas especializadas, tais como mercearias, empórios, açougues, quitandas, lojas de secos e molhados, feiras livres entre outras. O sistema operacional era o de atendimento pessoal: vendedores e balconistas de um lado do balcão e clientes do outro. O atendente recebia o cliente e ia selecionando os produtos que ele pedia. O fado de cada cliente precisar se atendido por um funcionário e este ter de selecionar cada item pedido diminuía significantemente a capacidade de atendimentos dos estabelecimentos e tornava o custo operacional alto.[1]

O desemprego, o declínio da renda e a redução do poder de compra — fatores que acompanharam a depressão do inicio da década de 30, como o Crash da Bolsa de Nova York —, foram devastadores. A indústria começou a desenvolver produtos mais baratos e o comerciante começou a encontrar um modo de revender os produtos com a margem que lhe permitisse cobrir seus custos operacionais. A solução veio em galpões antigos ou de indústrias falidas e em áreas distantes das tradicionais de mercado, onde os alugueis eram mais caros. Pensando na economia, os empregados que antes atendiam os clientes foram dispensados, agora os próprios consumidor se encarregaria de escolher e transportar suas mercadorias. Na saída dos galpões, uma caixa registradora era usada para somar os itens e efetuar o pagamento da conta, assim surgia o supermercado.[2]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Com o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) cresceu muito o imperialismo americano internacionalmente. Com isso, o chamado american way of life (modo de vida americano) começou a concorrer, trazendo novidades, nela estava o novo modelo de comercialização de alimentos, o supermercado.[3]

Os primeiros supermercados no Brasil eram sofisticados para a época, localizavam-se em bairros nobres. E teve um contrantes com os supermercados americanos, onde lá surgiram com preços baixos e voltado para a população empobrecida, no território brasileiro foi lançado como simbolo de sofisticação, avanço e modernidade, isso 20 anos depois.[4]

Referências

  1. Marília Pessoa, O Trabalho no Supermercado. 2° Edição. Rio de Janeiro: Senac, 2008. 11 pp. ISBN 9788574582368
  2. Supermercado no Brasil e nos Estados Unidos PDF.. Página visitada em 24 de agosto de 2014.
  3. Este é o American Way of Life. Página visitada em 24 de agosto de 2014.
  4. O Trabalho no Supermercado. [S.l.]: Senac. 15 pp. ISBN 9788574582368