Região Metropolitana de Goiânia

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Região Metropolitana de Goiânia
Localização
Unidade federativa Goiás
Lei LCE 27/99
Data da criação 30 de dezembro de 1999
Número de municípios 20
Cidade-sede Goiânia
Características geográficas
Área 7 397,203 km²[1]
População 2 206 134 hab. (10º) Est. IBGE/2011[2]
Densidade 298,24 hab./km²
IDH 0,745 (14º) – médio PNUD/2000[3]
PIB R$ 27,868 bilhões IBGE/2008[4]
PIB per capita R$ 13.069,31 IBGE/2008[4]

A Região Metropolitana de Goiânia, conhecida popularmente como Grande Goiânia, é uma conurbação de cidades ao redor de Goiânia, capital do estado brasileiro de Goiás.

Índice

[editar] Características

Criada em 30 de dezembro de 1999 pela Lei Complementar Estadual de número 27, a Região Metropolitana de Goiânia é a primeira do Centro-Oeste do Brasil.

Englobando treze municípios, a Região Metropolitana de Goiânia ocupa uma área de 5.787 km².[5] É a região mais expressiva do estado de Goiás, contendo cerca de 35% de sua população total, um terço de seus eleitores, cerca de 80% de seus estudantes universitários e aproximadamente 36,5% de seu Produto Interno Bruto.[4]

A Lei Complementar Estadual de número 78, aprovada em 25 de março de 2010, incluiu na Região Metropolitana de Goiânia os municípios de Bonfinópolis, Brazabrantes, Caldazinha, Caturaí, Inhumas, Nova Veneza e Teresópolis de Goiás.[6]

[editar] Demografia

De acordo com o IBGE, um pouco mais de dois milhões de pessoas [2] vivem nessa região metropolitana, o que faz dela a décima primeira mais populosa do país e a 210ª do mundo.[7]

[editar] Concentração de renda

De acordo com o relatório Estado Mundial das Cidades 2008/2009 do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), a Região Metropolitana de Goiânia possui a maior concentração de renda dentre as 19 áreas analisadas da América Latina.[8] De acordo com o relatório, a região da Grande Goiânia apresenta índice Gini de 0,65, enquanto que o ideal é cerca de 0,4.[8] Se Goiânia fosse um país, seria o segundo mais desigual do mundo, atrás apenas da Namíbia.

A Região Metropolitana de Goiânia segue uma tendência estadual, já que o estado de Goiás voltou a registrar altos índices de concentração de renda a partir de 2004, de acordo com o IBGE.[8] Por outro lado, a cidade vai contra a tendência nacional, uma vez que a concentração de renda caiu nos últimos anos no Brasil,[8] que possui índice Gini de 0,57. De acordo com Cecília Martinez, diretora do escritório regional para América Latina e Caribe da ONU-Habitat, isso ocorre por que os municípios são tratados pela administração pública como se estivessem "ilhados".[8]

No relatório da ONU-Habitat para o biênio 2010/2011, Goiânia foi novamente considerada a cidade mais desigual da América Latina, com índice Gini superior a 0,6. No ranking geral de todas as cidades analisadas no mundo, Goiânia perde apenas para as cidades sul-africanas de Buffalo City, Johannesburgo e Ekurhuleni.[9][10] O estudo foi divulgado durante o 5º Forum Urbano Mundial da ONU, na Zona Portuária do Rio de Janeiro.

[editar] Qualidade de vida

Dados divulgados em 2000 pelo IBGE mostravam que a Região Metropolitana de Goiânia possuía um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,812, o que fazia dela a décima quarta região metropolitana do país em qualidade vida. Com a dissolução de seis regiões metropolitanas brasileiras em 2007, entretanto, a Região Metropolitana de Goiânia ascendeu para a nona posição na lista. O IDH da região é um pouco mais elevado do que a média nacional (0,800).

[editar] Religião

A Região Metropolitana de Goiânia é a área menos católica de todo o estado de Goiás, com pouco mais de 60% de sua população declarando-se seguidora desta religião, enquanto em outras áreas do estado a taxa de católicos varia de 65% a 85%. É, por outro lado, uma das regiões do estado de maior ascensão do protestantismo.[11] De acordo com o estudo Economia das Religiões, realizado pela Fundação Getúlio Vargas, Goiânia é a capital brasileira com o maior número de evangélicos. Dentre pentecostais e não-pentecostais, um quarto dos goianienses declaram-se protestantes.[12]

[editar] Municípios

Município Área (km²)
[5]
População [2] PIB em reais
(IBGE/2008)[4]
IDH
(PNUD/2000)[13]
Abadia de Goiás 146,458 7.022 35.169 mil 0,742
médio
Aparecida de Goiânia 288,465 465.092 3.873.756 mil 0,764
médio
Aragoiânia 219,755 8.514 41.412 mil 0,759
médio
Bela Vista de Goiás 1280,9 24.964 255.210 mil 0,744
médio
Bonfinópolis 122,257 7.704 31.666 mil 0,723
médio
Brazabrantes 123,548 3.267 31.240 mil 0,749
médio
Caldazinha 311,687 3.361 27.181 mil 0,742
médio
Caturaí 207 4.713 34.557 mil 0,728
médio
Goiânia 739,492 1.318.148 19.457.328 mil 0,832
elevado
Goianápolis 162,380 10.697 52.833 mil 0,689
médio
Goianira 200,402 34.851 44.502 mil 0,740
médio
Guapó 517,005 13.985 70.277 mil 0,729
médio
Hidrolândia 944,238 17.729 158.324 mil 0,736
médio
Inhumas 613,349 48.580 396.812 mil 0,765
médio
Nerópolis 204,216 24.642 275.789 mil 0,785
médio
Nova Veneza 123,376 8.261 58.654 mil 0,732
médio
Santo Antônio de Goiás 132,803 4.826 33.463 mil 0,749
médio
Senador Canedo 244,745 86.848 2.304.014 mil 0,729
médio
Terezópolis de Goiás 105,976 6.674 40.768 mil 0,707
médio
Trindade 713,280 106.256 644.772 mil 0,759
médio
Total 7 401,332 2.206.134 27.867.727 mil 0,745
médio[3]

Referências

  1. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  2. a b c Estimativa 2011. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (04 de novembro de 2010). Página visitada em 05 de maio de 2011.
  3. a b Ranking decrescente do IDH-M das regiões metropolitanas do Brasil. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 12 de junho de 2008.
  4. a b c d Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 05 de maio de 2011.
  5. a b IBGE Cidades
  6. LCE 78, no site do Gabinete Civil do Estado de Goiás
  7. World Gazetteer – Welt: Ballungsräume. Página visitada em 28 de junho de 2008.
  8. a b c d e Para ONU, Goiânia é a mais desigual da América Latina. Rádio Paranaíba (24 de outubro de 2008). Página visitada em 30 de novembro de 2008.
  9. [1]
  10. [2]
  11. Estruturas da Territorialidade Católica no Brasil. Revista Eletrônica de Geografia e Ciências Sociais. Página visitada em 18 de julho de 2008.
  12. [3]
  13. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 12 de junho de 2008.

[editar] Ligações externas

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