Região Metropolitana do Cariri

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Região Metropolitana do Cariri
Localização
Unidade federativa  Ceará
Lei LCE 78/2009
Data da criação 29 de junho de 2009
Número de municípios 9
Cidade-sede Crajubar
Características geográficas
Área 5 460 km²[1]
População 590 209 hab. (29º) Est. População IBGE/2014
Densidade 108,1 hab./km²
PIB R$ 4.404.610 mil IBGE/2011[2]
PIB per capita R$ 7.732,59 IBGE/2011[2]

A Região Metropolitana do Cariri (RMC) está localizada no estado brasileiro do Ceará.[editar | editar código-fonte]

A região metropolitana surgiu a partir da conurbação entre os municípios de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha, denominada então Crajubar (seu nome vem da junção das iniciais dos municípios citados). Foi criada por uma Lei Complementar Estadual nº 78 sancionada em 29 de junho de 2009[3] . Somando-se a eles, foram incluídas as cidades limítrofes situadas no Cariri cearense: Caririaçu, Farias Brito, Jardim, Missão Velha, Nova Olinda e Santana do Cariri. Tem como área de influência a região sul do Ceará e a região da divisa entre o Ceará e os estados de Pernambuco, Paraíba e Piauí.

O Metrô do Cariri foi construído para interligar as cidades do núcleo da RMC e ser o principal meio de transporte do interior cearense.

Municípios[editar | editar código-fonte]

O município do Crato é o maior em área, com 1.176km² e o único da região com IDH alto. Juazeiro do Norte é o menor município, com 248km², porém o mais populoso e com a maior economia da região.

Município Área (km²) IDH População 1º jul 2014 PIB 2011(R$) PIB per capita 2011(R$)
Barbalha 569,508 0,683 58.347 499 981 000 8.934,61
Caririaçu 623,564 0,578 26.840 107 559 000 4.069,12
Crato 1.176,467 0,713 127.657 1 022 157 000 8.329,39
Farias Brito 503,622 0,633 18.937 83 741 000 4.423,24
Jardim 552,424 0,614 27.069 107 518 000 4.025,39
Juazeiro do Norte 248,832 0,694 263.704 2 249 645 000 8.897,47
Missão Velha 645,703 0,622 35.150 171 811 000 4.993,93
Nova Olinda 284,401 0,625 15.048 74 981 000 5.198,33
Santana do Cariri 855,563 0,612 17.457 87 217 000 5.072,22
TOTAL 5.460,084 0,642 590.209 R$ 4.404.610.000 R$ 7.732,59

Antigas Brincadeiras Infantis na Região do Cariri, sua memória e patrimônio [editar | editar código-fonte]

As brincadeiras infantis representam um importante fator de aprendizagem social. As formas, a interação, as regras e o vocabulário próprio, contribuem para a transmissão da cultura que se repassa gradativamente sendo observadas nas brincadeiras tradicionais populares, tais como: cantigas de roda, trancelim, pião, bola de gude, pipa, jogo do carimba, bambolê, pula corda, pique-esconde, cabra cega, passar o anel, mímicas, entre outras. As políticas públicas internacionais e nacionais através dos órgãos representativos UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) e IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) fomentam a identificação, conservação, memória e preservação do patrimônio material e imaterial. 

É fundamental que a sociedade identifique aquilo que é importante conservar, fazendo um contraponto com as rápidas mudanças que tem ocorrido devido às Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), o advento das redes sociais e a globalização. Supondo que essas mudanças afetaram a transmissão do saber–fazer, isolando as crianças em casa, restringindo o ir e vir devido à violência que vigora, substituindo a interação com grupos presencias por grupos virtuais, brincadeiras coletivas pelos mais variados brinquedos comerciais que aparentemente limitam a construção de novas brincadeiras. A conservação da memória tem um papel fundamental no tocante à manutenção da tradição cultural.As brincadeiras infantis contribuem para a construção da identidade e memória de um povo, que nos dias atuais parece ter perdido os referenciais básicos de suas representações, práticas e tradições. A reflexão e o debate da temática visam identificar o patrimônio imaterial, preservá-lo e disseminá-lo. Mudar sem perder os referenciais característicos do lugar, progredir de forma sustentável.

Assim, considerando que a brincadeira é algo que comumente esteve presente na vida da criança. Transmitida de gerações a gerações, passadas de pai para filhos ou por pessoas que não estabelecem nenhum vínculo de parentesco através de diferentes gerações, caracterizando assim um diálogo intergeracional. Constituindo e colaborando, desta forma, para que haja a manutenção dos modelos de tradições culturais. A cultura da brincadeira que está ligada ao relacionamento e desenvolvimento que ocorre entre as crianças e os outros indivíduos com os quais elas estabelecem contato.

Referências[editar | editar código-fonte]

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. Disponível em: <www.planalto.gov.br/legislação>. Acesso em: 10 maio 2014

FILHO FIGUEIREDO, José de. Folguedos Infantis Caririenses. Edições Universidade Regional do Cariri (URCA) e Universidade federal do Ceará (UFC). Coleção Nossa Cultura, série Memória, da Secretária de Cultura do Ceará (SECULT), Fortaleza, 2010.

HAELSNER, Taiana. Vozes Do Passado, Saberes no Presente: Heranças culturais sobre brinquedos e brincadeiras Experiência dos Idosos da Casa Sant´Ana – Blumenau/SC. Dissertação (Mestrado) Programa  de Mestrado  em  Patrimônio  Cultural  e  Sociedade  da Universidade da Região de Joinville, Joinville, 2010.

IPHAN/CNFCP. Os sambas, as rodas, os bumba-meu-bois. A trajetória da salvaguarda do patrimônio cultural imaterial no Brasil, 1936-2006. Brasília, maio de 2006, Disponível em: <www.portal.iphan.gov.br>, Acesso em: 10 maio 2014

LE GOFF, Jacque.  História e Memória. Trad. Bernado Leitão [et all]. 4 ed. Campinas: Unicamp, 1996, p.423-483.

SEMEÃO, Jane; GOMES, Assis Daniel. Folclore: Patrimônio e Memória Identitária Caririense (1953-1980). Iniciação Científica (PIBIC-URCA), 2010-2011. Disponível em: < www.ce.anpuh.org/1341755672_ARQUIVO_textocompletoparaanpuh-pibic-14.pdf> Acesso em: 10 maio 2014.

SILVA, Eduardo Rodrigues da. Vamos Brincar de Preservar? As Brincadeiras Infantis como Patrimônio Imaterial. In: Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH • São Paulo, julho 2011

 

Referências

  1. IBGE (2010). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 3 ago. 2013.
  2. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2011 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 20 dez. 2013.
  3. Diário Oficial do Estado do Ceará nº 121, ano I, série 3 (03 de julho de 2009). Visitado em 03 de julho de 2009.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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