Cascavel (Ceará)

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Município de Cascavel
Bandeira de Cascavel
Brasão de Cascavel
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 1833
Gentílico cascavelense
Prefeito(a) Francisca Ivonete Mateus Pereira (PHS)
(2013–2016)
Localização
Localização de Cascavel
Localização de Cascavel no Ceará
Cascavel está localizado em: Brasil
Cascavel
Localização de Cascavel no Brasil
04° 07' 51" S 38° 14' 09" O04° 07' 51" S 38° 14' 09" O
Unidade federativa  Ceará
Mesorregião Norte Cearense IBGE/2008 [1]
Microrregião Cascavel IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Norte: Pindoretama, Aquiraz e o Oceano Atlântico, Leste: Beberibe, Sul: Beberibe e Ocara, Oeste: Horizonte, Pacajus e Chorozinho
Distância até a capital 62 km
Características geográficas
Área 837,967 km² [2]
População 66 124 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 78,91 hab./km²
Altitude 40 m
Clima Tropical As
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,646 médio PNUD/2010 [4]
PIB R$ 447 137,000 mil IBGE/2010[5]
PIB per capita R$ 6 762,09 IBGE/2010[5]
Página oficial
Praia de Águas Belas, Cascavel.

Cascavel é um município brasileiro da Região Metropolitana de Fortaleza, do estado do Ceará. Sua população estimada em 2010 é de 65.607 habitantes. Há 46.222 cidadãos eleitores.

Em Cascavel acontece a Feira de São Bento, a segunda maior Feira Livre do Brasil, depois Feira de Caruaru, em Pernambuco.

É também a terra natal do empresáio: Chanceler Edson Queiroz.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O topônimo Cascavel é uma alusão as lendas do local de origem do município:

  • A cidade foi construída em cima do ninho de uma cascavel gigante. No local onde se diz haver este tal ninho, foi construida uma torre e foi colocada no topo uma imagem de Nossa Senhora do Ó para que a santa impedisse da cobra sair. Devido a essa lenda, as autoridades mudaram o nome da cidade para São Bento, mas os habitantes não se acostumaram e continuaram a chamar de Cascavel, confiantes na força da santa que impedia que a cobra devastasse a cidade. Ninguém ousa retirar a imagem de cima da torre, com medo que a Cobra levante-se e destrua tudo.
  • A outra lenda, a mais aceita, que diz que os mercadores que faziam a viagem a pé ou a cavalo para a capital e passavam por essas paragens e descansavam sob os pés de tamarineira (que na cidade era abundante), e em uma dessas "hospedagens" encontram a árvore infestada de cobras cascaveis e a partir deste dia, começaram a se referir aquele lugar como "a passagem da Cascavel".

Sua denominação original era Sítio Cascavel, Cascavel, São Bento e desde 1833, Cascavel.[6]

História[editar | editar código-fonte]

As terras às margens dos rio Choró e o rio Piranji, e a zona costeira da embocadurado rio Choró eram habitadas por diversas etnias índigenas, entre elas os Potyguara, os Jenipapo-Kanyndé, os Anacé, Jaguaribaras e tantas outras.,[7] [8]

Na época de Matias Beck, os neerlandeses se instalaram uma peixaria nàs margens dos rio Choró.[9]

Com a definitiva ocupação portuguesa do território do Ceará, depois do Tratado de Taborda, as terras do atual município de Cascavel receberam a visitas de missionários católicos da Missão Apostolada que tinham planos de construir um missão índigena que aglomerassem as diversas tribos índigenas e foram doadas as diversas famílias via as semarias.

A missão índigena nunca aconteceu, mas um templo foi construído:capela do reduto, dedicada a Nossa Senhora do Ó.

Com o ciclo da carne-seca e charque, Cascavel se destaca como um entreposto comercial e de hospedagem entre Fortaleza, Aquiraz e Aracati, e devido a produção da cana-de-açúcar no sólo fértil do município.

Um segundo templo construído foi a igreja Nossa Senhora da Conceição, em substituição a padroeira anterior, que mais tarde seria a igreja matriz.

A redor da capela de Nossa Senhora do Ó, as fazendas de cana-de-açúcar e do comércio(Feira de São Bento) desenvolveu-se o atual centro urbano comercial e urbano.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Clima[editar | editar código-fonte]

Tropical quente semi-árido com pluviometria média de 1300 mm com chuvas concentradas de janeiro à abril.

Hidrografia e recursos hídricos[editar | editar código-fonte]

As principais fontes de água fazem parte da bacia do Metropolitana, sendo elas os riachos: Malcozinhado, dos Angicos, e Baixa do Feijão; os córregos das Cabras e do Cajueiro e outros tantos. Existem ainda diversos açudes, dentre eles os de maior capacidade de armazenação de água são o Açude do Malcozinhado e o Açude Pacajus.[10] [11] .

Relevo e solos[editar | editar código-fonte]

As terras de Cascavel fazem parte da zona costeira, com muitas dunas, ondulações e poucas elevações, a maior elevação é a serra Mataquiri..[10]

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A boa parte do território é coberto várias espécies de mata serrana, cerrados, caatinga arbustiva aberta e densa, mais ao interior, e por tabuleiros costeiros, mais próximos ao litoral. Apresenta também regiões de mangue próximo à foz do rio Choró.

Subdivisão[editar | editar código-fonte]

O município é dividido em 6 distritos: Cascavel(sede), Caponga, Guanacés, Cristais, Jacarecoara e Pitombeiras.[12] Cascavel,

Aspectos Socioeconômicos[editar | editar código-fonte]

A maior concentração populacional encontra-se na zona litorâna. A sede do município dispõe de abastecimento de água, fornecimento de energia elétrica, serviço telefônico, agência de correios e telégrafos, serviço bancário, hospitais, hotéis e ensino de 1° e 2° graus.

A partir de Fortaleza o acesso ao município, pode ser feito por via terrestre através da rodovia Fortaleza/Aracati via a BR-116 ou CE-040. As demais vilas, lugarejos, sítios e fazendas são assecíveis(com franco acesso durante todo o ano) através de estradas estaduais, asfaltadas ou carroçáveis.[13]

A economia local, quanto a renda interna Per capita é o oitavo dentre os quinze mais ricos municípios do Ceará, e é baseada na agricultura: produção de caju, côco-da-Bahia, cana-de-açúcar, mandioca, milho e feijão.; pecuária: bovino, suíno e avícola. Cascavel possui um pólo industrial com 31 indústrias:duas químicas, duas de bebidas, uma metalúrgica, uma de perfumaria, sabões e velas, uma do mobiliário, três de produtos minerais não metálicos, cinco de produtos alimentares, cinco de madeiras, dez de vestuário, calçados e artigos de couro e peles e outra de serviços de construção.[14]

No polo industrial na localidade de Moita Redonda, conta com indústrias como: a Empresa Multinacional Eagle Ottawa, importadora de couro, Cascaju , Zappi Shoe Calçados e a Cascavel Couros Ltda (Grupo Bertin S/A).

Outra fonte de renda do município é artesanato de cerâmica(potes, jarros, e esculturas) num povoado um tanto distante da sede do município. Além de cerâmica, há também os móveis fabricados em cipó de fogo.

O turismo também é uma das fontes de renda devido ao comércio(Feira de São Bento, uma feira a céu aberto que é realizada todos os sábados do ano) e as belezas naturais como as praias:

Cultura[editar | editar código-fonte]

Os principais eventos culturais são:

Política[editar | editar código-fonte]

A administração municipal localiza-se na sede: Cascavel.[12]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 09 de setemubro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 09 set. 2013.
  6. Página do IBGE. Página visitada em 09 de fevereiro de 2010.
  7. Sebok. Lou, Atlases published in the Netherlands in the rare atlas collection. Compiled and edited by Lou Seboek. National Map Collection (Canada), Ottawa. 1974
  8. Aragão, R. B, Índios do Ceará e Topônimios Índigenas, Fortaleza, Barraca do Escritor Cearense. 1994
  9. O Cotidiano na Grande Fortaleza quando o Ceará era Neerlandês. Página visitada em 26 de abril de 2012.
  10. a b Página do CPRM
  11. Atlas do Ceará
  12. a b IBGE
  13. Departamento de Edificações e Rodovias
  14. Página oficial do estado do Ceará
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